Capítulo 267: Capítulo 267 Correu para a esposa dele

Shen Xiaoxing deu uma risadinha, inclinou-se e sussurrou algumas palavras no ouvido dela, fazendo An Ruo corar instantaneamente até ficar vermelha como um tomate, e, furiosa de vergonha, empurrou-o. — Sai daqui… O homem a encarou com olhos profundos, e o coraçãozinho de An Ruo disparou. Quando ela ia falar, de repente foi beijada com força nos lábios. Sem saber o que deu na cabeça daquele homem, dessa vez ele foi ainda mais bruto do que antes, como se quisesse machucá-la de propósito— — Shen Xiaoxing… — An Ruo não aguentava mais, seus olhos límpidos pareciam prestes a transbordar em lágrimas, como um gatinho miserável implorando: — Estou desconfortável. — Calma, aguenta um pouco. Shen Xiaoxing entrelaçou os dedos com os dela, e seus lábios finos beijaram o cadeado de ouro no pescoço dela. A batalha intensa de amor terminou só depois de mais de duas horas. Perderam o café da manhã, e depois do almoço, Zhou Wang mandou alguém chamá-los para discutir os preparativos do casamento. Shen Xiaoxing franziu a testa, relutante em ir, mas An Ruo não queria causar constrangimento entre os amigos e ficou o convencendo. Os dois que estavam no jantar também estavam lá. He Su, ao vê-los aparecer, ergueu as sobrancelhas surpreso. — Então o velho Zhou conseguiu mesmo trazer vocês. An Ruo segurava o braço do homem, mantendo um sorriso educado no rosto: — Viemos a Ninghai especialmente para participar do casamento do Sr. Zhou e da Sra. Zhou. Se houver algo em que possamos ajudar, com certeza daremos o nosso melhor. He Su já era bem próximo de An Ruo, embora tivessem tido um pequeno mal-entendido antes. Desde que ela descobriu que ele não estava realmente trabalhando para Shen Tingfeng, sua atitude melhorou muito. Ele se inclinou ligeiramente e sussurrou no ouvido do homem: — De repente, acho que você ainda não sabe falar tão bem quanto uma garotinha. — Você me conhece desde ontem? He Su hesitou, depois assentiu com um pouco de atraso: — É verdade. Ele e Zhou Wang eram conhecidos por terem a boca suja. Mas, pensando bem, os três tinham a boca suja, só pegavam no que os outros não gostavam de ouvir para provocar. An Ruo observava a decoração da vila, um estilo fresco francês. Sem precisar adivinhar, sabia que Zhou Wang tinha projetado tudo conforme os gostos da noiva. Na sala de estar, pendiam alguns quadros, um deles bem tosco, sem nada de especial, bem comum. O único motivo que fez An Ruo parar para apreciá-lo foi a assinatura embaixo: "Zhou Wang ama Jiang Li". — Este quadro… — An Ruo olhou para a mulher na pintura, de ponta dos pés, vestindo uma roupinha de cisne, dançando graciosamente, como uma bailarina de uma caixinha de música delicada. A empregada responsável pela limpeza veio explicar: — Foi o próprio senhor quem pintou a senhora. — Não imaginava que seu senhor também soubesse pintar. — Isso não combinava com os boatos que ela tinha ouvido? Não diziam que Zhou Wang era um vagabundo, que matava aula e brigava em tudo? Quem diria que ele também tinha veia artística, um chefão com sensibilidade. Uma figura alta se aproximou silenciosamente, e de repente disse em tom grave: — Eu também sei pintar, e melhor do que ele. An Ruo deu um tapinha no peito: — Como é que você anda sem fazer barulho? Ela quase morreu de susto. — O quadro dele é tão bonito assim, a ponto de você ficar vidrada a ponto de nem perceber que eu cheguei? — Dá para apreciar um pouco. — Não era nada excepcional no mercado, mas dava para ver a mulher dançando através da pintura. — O quadro dele é horrível. — O homem não se conteve e reclamou: — Até de olhos fechados eu pintaria melhor. An Ruo não conseguiu evitar e riu alto: — Senhor Shen, por favor, faça um rascunho antes de se gabar, não vá torcer as costas de tanto falar besteira. Então ele treinou pintura de olhos vendados na época em que estava cego? O homem a envolveu pela cintura com um braço, com um sorriso malicioso: — Depois de horas de batalha sangrenta na cama sem torcer as costas, como isso poderia acontecer? Os dois ficaram juntos de forma ambígua, e He Su os observava de longe com uma expressão de quem não sabia o que dizer. An Ruo deu um empurrão nele: — Mantenha as aparências, isso é um lugar público. O que deu nesse homem? Antes ela achava que ele era normal. Contido e maduro, agora estava cada vez mais… safado. E não era só safadeza, ainda era sem-vergonha na frente dos outros, como se ele quisesse passar vergonha junto com ela. An Ruo ficou animada: — O que vamos fazer? — Decorar o quarto nupcial. — Lin Yifan segurava um balão já cheio, claramente relutante em fazer aquela tarefa. Com um movimento brusco, o balão estourou com um "puf". O homem ficou irritado: — Só isso? Chamaram eles de tão longe só para decorar o quarto de núpcias? — Cadê ele? — Foi procurar a esposa dele. — Vocês não o impediram? — Como é que a gente ia impedir? Quando cheguei, estava igual a vocês, não vi ninguém. — He Su conteve a raiva e não explodiu, pegou a bombinha e começou a encher balões coloridos com força: — Na véspera do casamento, os noivos não podem se ver. Acho que esse cara não aguentou a solidão e foi atrás da mulher dele. An Ruo achou interessante, era a primeira vez que ajudava a decorar um quarto nupcial. Afinal, era amigo de longa data de Shen Xiaoxing, e ela não tinha nada para fazer. — Deixa eu ajudar. — Ela pegou uma fita e perguntou: — Como é que se arruma isso? Shen Xiaoxing riu por dentro. Desde quando Zhou Wang estava tão pobre? Casar e voltar aos tempos de comer pão duro no exterior? Precisava chamá-los para uma coisa dessas? An Ruo ouvia os dois amigos próximos de Zhou Wang contarem a história do namoro deles na escola e as alegrias e tristezas dos anos que se passaram. Olhando para as fotos de casamento penduradas no quarto novo, como mulher, ela sentia inveja daquele amor. — Já está com inveja? — O homem ajudava a entregar as coisas ao lado dela. — Claro, o amor deles é da época do uniforme escolar até o vestido de noiva. Se o tempo fosse um pouco maior, daria até para chamar de amor de infância. — Não precisa invejar os outros. — Shen Xiaoxing riu baixinho e a puxou pelo ombro: — Um dia, vou te dar tudo isso. An Ruo sorriu, era só uma inveja inocente mesmo. … O casamento do casal Zhou foi realizado em uma igreja famosa da cidade. A cerimônia foi grandiosa, mas só convidaram os amigos do tempo de escola dos dois. O noivo, sendo um empresário, só chamou alguns poucos chefões no grande dia. An Ruo escolheu um vestido elegante e entrou na igreja de braço dado com Shen Xiaoxing. Ainda era cedo, e Shen Xiaoxing encontrou alguns conhecidos para cumprimentá-los, enquanto An Ruo ficou parada esperando. De repente, sem querer, viu uma figura familiar no meio da multidão. Zhou Mingyue estava com uma expressão impaciente ao lado de Zhou Haikong, enquanto ele apertava as mãos e trocava amenidades com alguns empresários do círculo. Ela sentiu o olhar, virou-se e viu An Ruo olhando para lá. Zhou Mingyue disse baixinho: — Pai, vou lá cumprimentar alguém. — Tudo bem, vai se divertir. — Zhou Haikong acenou com a mão, sem nem olhar para ela. Naquele momento, ele estava animado demais: o filho rebelde não só tinha sucesso na carreira, como também estava se casando. E o melhor, o convidaram para o casamento. Ele não dormiu a noite inteira de tanta alegria e estava cheio de energia. Zhou Mingyue bufou com desdém e caminhou com passos arrogantes na direção de An Ruo. — O que você está fazendo aqui? — Assim que falou, de repente lembrou: — Ah, é. Shen Xiaoxing é do mesmo naipe que esse vagabundo, então é natural que ele tenha te trazido. Uma voz masculina sombria soou: — Quem você disse que é do mesmo naipe? An Ruo se virou e viu o rosto do homem preto como o fundo de uma panela, com olhos cheios de um frio que afastava qualquer um. Zhou Mingyue pigarreou. Ela podia chamar Shen Xiaoxing pelo nome na cara dele, mas… falar mal dele ainda dava um pouco de medo. Principalmente agora que foi pega no flagra.