Capítulo 44: Capítulo 44 Eu sou seu pai

A velocidade de Chu Lingzhi já estava no máximo, mas ainda assim foi tarde demais. Seu carro estava a cerca de cinquenta metros do portão da escola quando ela viu seu filho ser levado por um homem alto de preto para dentro de um Rolls-Royce preto. Aquele homem de preto era Huo Luan! O coração de Chu Lingzhi apertou, e ela pisou fundo no acelerador para perseguir aquele carro. O que ela mais temia havia acontecido. Aquele canalha do Nangong Yehen, no final, ia roubar seu filho— Não! Ela jamais deixaria Nangong Yehen levar seu filho embora! Chu Junyu era tudo para ela; sem ele, ela não conseguiria viver! A velocidade já estava no máximo, mas a do outro carro também não era lenta, e ela não conseguia alcançá-lo de jeito nenhum. Chu Lingzhi ficou tão angustiada que seus olhos se avermelharam, e ao pensar que em breve se separaria de Chu Junyu, quase chorou. O carro que ela perseguia sem parar seguiu até a Mansão Nangong. O portão da mansão, ao sentir a aproximação do carro, abriu-se automaticamente a cerca de vinte metros de distância. Assim que o carro entrou, o portão pesado se fechou imediatamente. Quando Chu Lingzhi chegou diante do portão, ele já estava trancado. Ela desceu do carro às pressas, correu até lá e bateu desesperadamente no portão. "Abram! Abram para mim!" "Nangong Yehen, sai daí! Cachorro do Nangong Yehen, abre o portão!" "Canalha, roubar meu filho, que história é essa?" ... Chu Lingzhi gritava e xingava, chutava e batia no portão, mas quem estava lá dentro simplesmente não ligava para ela. Ela não desistiu e, com os piores palavrões, xingou Nangong Yehen, dizendo que ele era pior que um cachorro. Até que se cansou de tanto xingar e ficou com a boca seca, então se sentou no chão. Pegou o telefone e ligou para o número de Chu Junyu. A chamada foi completada, mas ninguém atendeu. Com certeza era aquele canalha do Nangong Yehen que não deixava o filho dela atender. Chu Lingzhi virou a cabeça e olhou para o portão pesado; ela não acreditava que quem estava lá dentro fosse ficar para sempre sem sair. Ela ficaria sentada ali, esperando, até que eles saíssem! Na mansão, na vila onde Nangong Yehen morava. Na sala de estar enorme e luxuosa, no sofá de couro macio. Nangong Yehen, vestido todo de preto, com calças e casaco pretos, e ainda por cima um sobretudo preto, estava sentado confortavelmente com as pernas longas e fortes cruzadas. Seu rosto era frio, sombrio e cruel, seu olhar afiado; ele parecia um deus do gelo, sentado ali, encarando friamente o menino elegante e bonito no sofá em frente. Diante da frieza de Nangong Yehen, Chu Junyu não sentia medo nenhum. A mochila estava ao lado dele, com o bracinho apoiado nela. Seu olhar era franco ao encarar Nangong Yehen, e seu rosto rosado e bonito havia perdido a inocência habitual, ganhando um toque de arrogância. Eles se encaravam de olhos arregalados, nenhum dos dois falava primeiro, e o clima estava... estranho. O empregado trouxe o chá preparado, prendeu a respiração, colocou a xícara na mesa de centro e, sem ousar quebrar o silêncio estranho, deixou o chá e se retirou. Huo Luan, atrás de Nangong Yehen, olhava fixamente para Chu Junyu sem desviar o olhar. Ele sentia uma forte pressão vinda do garoto. Com tão pouca idade e já com um carisma tão fora do comum, com certeza se tornaria uma grande figura quando crescesse. "O que você vai fazer agora?" A voz infantil de Chu Junyu, com um toque de frieza, quebrou o clima estranho. Nangong Yehen pareceu não entender suas palavras e respondeu com outra pergunta: "Fazer o quê?" Chu Junyu ergueu levemente as sobrancelhas, encarando diretamente os olhos de Nangong Yehen. "Você não é tolo, sabe do que estou falando." Nangong Yehen curvou os lábios. "Sou seu pai."