"Eu sei, mas... e daí?" Chu Junyu sorriu levemente, com um olhar desafiador para Nangong Yehen.
Nangong Yehen franziu a testa, ergueu as sobrancelhas, como se não esperasse que Chu Junyu fizesse essa pergunta.
É filho dele, e daí?
Essas palavras deixaram seu humor um pouco desagradável.
"Essa sua arrogância, você é igualzinho ao seu irmão." Nangong Yehen mudou de posição, curvou os lábios e falou de forma indiferente.
Mas não era difícil perceber que, ao mencioná-los, um lampejo de ternura passou por seus olhos profundos.
"Nós também somos idênticos fisicamente."
"Você investigou?"
"O que você acha?"
Nangong Yehen o examinou: "Você está escondendo outra identidade?"
Chu Junyu sorriu com elegância: "Minha identidade é ser filho de Chu Lingzhi."
"Agora você é filho de Nangong Yehen."
Chu Junyu franziu a testa, com tom firme: "Não vou me separar da minha mãe!"
Nangong Yehen curvou os lábios, com um sorriso enigmático: "Seu irmão volta na semana que vem, não quer criar laços com ele?"
"Ele e a mamãe é que precisam criar mais laços."
Ele não sabia como a mãe reagiria ao saber que tem outro filho.
"No futuro, todos vão morar comigo." Disse Nangong Yehen, com um tom autoritário.
"Incluindo minha mãe?" Perguntou Chu Junyu, enquanto olhava para a casa espaçosa e disse calmamente: "Este castelo é grande o suficiente para nós quatro morarmos."
Ao ouvir isso, um brilho estranho passou pelos olhos de Nangong Yehen. Quatro pessoas? Eles quatro?
Que palavras tão afetuosas e calorosas, mas para ele, pareciam muito estranhas.
Vendo que Nangong Yehen não respondia, Chu Junyu pensou que ele não concordava em morar com Chu Lingzhi, sentindo-se irritado e descontente.
De repente, levantou-se do sofá, pegou a mochila, com o rosto sério, olhando para Nangong Yehen: "Senhor Nangong, acho que nossa situação atual está boa. Espero que não perturbe mais a vida tranquila minha e da minha mãe. Agora também não quero saber como vim ao mundo."
A mãe perdeu a memória, não se lembra de Nangong Yehen.
Mas Nangong Yehen não perdeu a memória. Como ele e a mãe se conheceram, por que os teve e os abandonou, ele deve se lembrar muito bem.
Mas ele não queria contar, então não o forçaria.
Embora desejasse ter amor paterno, se fosse para perder o amor materno em troca, preferia não ter.
"Sem minha permissão, você não sai daqui." Disse Nangong Yehen, indiferente.
"Você e minha mãe não se amavam quando nos tiveram." Chu Junyu olhou diretamente nos olhos de Nangong Yehen, afirmando com certeza.
Nangong Yehen franziu a testa. Amor? Essas duas palavras estavam cada vez mais estranhas para ele.
"Por que diz isso?" O homem curvou os lábios, perguntando com interesse.
"Há cinco anos, minha mãe ainda estava na faculdade, tinha um namorado de infância, eles se davam muito bem. E você também tinha uma namorada com quem tinha um relacionamento profundo."
Ambos já estavam comprometidos, como poderiam se apaixonar de repente?
Pessoas que se amam e têm filhos, como poderiam se separar?
Isso, qualquer pessoa com um pouco de juízo consegue entender.
Nangong Yehen tinha olhos profundos, um lampejo de frieza passou por eles.
Depois de um longo tempo, ele falou lentamente: "Esse garoto não é simples."
Chu Junyu não foi nada modesto: "Minha mãe me ensinou bem, e eu estudo com dedicação, por isso sou tão inteligente."
Nangong Yehen olhou para ele: "Saber que sou seu pai, você não está feliz?"
Ele se importava muito com o que ele sentia, com o que ele pensava dele.