"Você está sentindo dor? Eu te criei com tanto sacrifício, e agora você vira o cotovelo para fora, não para dentro — meu coração dói ainda mais!" "Onde é que eu virei o cotovelo para fora? Além disso, agora sou só uma criança de cinco anos, ainda não sou adulto." "Você ficar do lado do seu pai é virar o cotovelo para fora!" Chi Lingzhi disse irritada. "Solta meu filho!" Nangong Yehen saiu de repente do quarto, olhando friamente para Chi Lingzhi. Sua figura alta estava ali, imponente e ameaçadora, extremamente gélida. O olhar que ele lançou para ela era tão frio que gelava os ossos. Chi Lingzhi sentiu um tremor no coração e soltou a mão rapidamente. Chu Junyu, libertado, correu para trás de Nangong Yehen. Ele segurou a barra das calças de Nangong Yehen, a dor no ouvido o enchendo de medo. "Papai, a mamãe é muito assustadora, é melhor você não irritá-la." "Hoje você dorme comigo!" Nangong Yehen pegou Chu Junyu como se fosse um pintinho e o levou para o quarto, batendo a porta com um estrondo. "..." Chi Lingzhi ficou parada, com a mente em curto-circuito. Aquele era o Nangong Yehen? Ele estava tão assustador agora, levou meu filho para dentro — será que vai fazer algo ruim com ele? Chi Lingzhi se recuperou e correu para bater na porta do quarto de Nangong Yehen. "Senhor Nangong, abra a porta! Não machuque meu filho! Se ousar machucá-lo, não vou deixar barato!" "Nangong Yehen, abre a porta!" "Nangong Yehen!" Não importava o quanto Chi Lingzhi batesse do lado de fora, Nangong Yehen lá dentro não abria a porta. "Mamãe, economize suas forças e vá lavar o rosto e dormir." A pequena figura de Nangong Yichen apareceu atrás dela. "Que tal dormir com você hoje?" Chi Lingzhi se virou e disse para Nangong Yichen. "Não!" Nangong Yichen recusou diretamente, virando-se de forma descolada. "..." No quarto, Chu Junyu estava sentado de pernas cruzadas na cama enorme e luxuosa. A cama de casal era muito larga e também muito macia. Chu Junyu sentado nela parecia ainda mais pequeno e adorável. Ele apoiava os cotovelos nas pernas e a cabeça nas mãos. Piscando os olhos claros e brilhantes, olhava para Nangong Yehen, que estava sentado no sofá trabalhando no computador. Papai trabalhando era tão bonito, tão charmoso, que ele nem queria dormir. "Papai, a mamãe fica te olhando trabalhar assim toda noite?" "Não fale dela!" Nangong Yehen não levantou a cabeça, mas sua voz era tão fria que fazia tremer. "Por quê? Vocês brigaram?" "Cale a boca!" Ele estava conversando com uma pessoa muito importante. "..." Chu Junyu fez bico, queria silêncio e ainda queria que ele dormisse junto — papai, você é mesmo um esquisito. Cansado de ficar sentado, Chu Junyu se deitou na cama. Essa cama era muito mais larga que a dele, macia e confortável. Ele rolava para lá e para cá, extremamente feliz. "Quero trocar de cama, quero trocar de cama..." Chu Junyu, animado, esqueceu que Nangong Yehen estava trabalhando e ficou murmurando sem parar. Nangong Yehen ergueu os olhos e viu seu corpinho rolando na cama, com as pernas abertas, parecendo mais uma bola. Assim, ele era tão fofo que dava vontade de rir. Os lábios de Nangong Yehen se curvaram involuntariamente. Esse sorriso sutil foi visto por Chu Junyu, que estava rolando na cama. Chu Junyu parou imediatamente, deitou de bruços, apoiou a cabecinha e sorriu para ele: "Papai, você sorriu." "Sua mãe pode sorrir e eu não posso?" O rosto de Nangong Yehen, que tinha suavizado, franziu-se novamente.