Capítulo 297: Capítulo 297: Quando ele está com raiva, gosta de sangue

Chu Lingzhi pensou, apavorada: será que ele vai matá-la?

De fato, servir a um rei é como servir a um tigre; fazer algo que desagrade o soberano pode custar a vida a qualquer momento.

O carro disparou como um raio, voltando à mansão em um instante.

Antes mesmo de Chu Lingzhi soltar o cinto de segurança, ouviu um baque.

Ela ergueu a cabeça e viu Nangong Yehen já ter descido do carro, batendo a porta com força.

Chu Lingzhi ficou olhando para aquela figura alta e imponente: será que precisa ficar tão irritado?

Ela sentia que ele estava reprimindo uma aura assassina.

Se ela não fosse a mãe biológica dos dois filhos, provavelmente ele já teria perdido o controle e tirado sua vida, não é?

Chu Lingzhi suou frio: Luo Zifan só a ajudou a colocar o colar, será que ele precisa reagir assim?

Ela respirou fundo, soltou o cinto e desceu do carro.

Não ia bater a porta com força como ele fez.

De propósito, fechou a porta suavemente.

Ao voltar para a sala de estar, na entrada, encontrou Huo Luan saindo de dentro.

"Srta. Chu, você irritou o patrão." Não era uma pergunta, mas uma afirmação.

"Ele fica muito assustador quando está com raiva?" Chu Lingzhi piscou, olhando para Huo Luan.

Fazia tanto tempo que estava na mansão Nangong, e era a primeira vez que via Nangong Yehen tão assustador.

"Quando o patrão está com raiva, ele gosta de sangue." Huo Luan disse, sem expressão.

Ele era leal a Nangong Yehen, tratando-o como seu mestre.

Agora que Chu Lingzhi irritara seu mestre, Huo Luan também não tinha boa cara para ela.

"Sangue? Quer dizer que ele vai matar alguém?" Chu Lingzhi ergueu uma sobrancelha.

Huo Luan a encarou com frieza, passou por ela e saiu da sala.

Chu Lingzhi procurou pela sala, mas não viu Nangong Yehen; ele devia estar no andar de cima.

Ela foi até a escada em espiral, segurou o corrimão e subiu devagar, pensando: melhor ir acalmá-lo.

Quando um homem fica de mau humor, é como uma criança fazendo birra; precisa ser mimado.

Não importa a idade ou a posição social, quando alguém está irritado, precisa ser acalmado.

Para acalmar crianças, Chu Lingzhi achava que tinha alguns truques.

Com esse pensamento, ela sorriu alegremente e subiu as escadas rapidamente.

"Mamãe!"

Ao passar pelo quarto de Chu Junyu, a pequena figura dele pulou na frente dela, bloqueando o caminho.

"O que foi?" Chu Lingzhi perguntou, olhando para Chu Junyu.

"O que foi? O que você disse ao papai?" Chu Junyu ergueu o rostinho e a encarou, furioso.

Nossa, esse pestinha já está do lado de Nangong Yehen tão rápido?

"Por que você não pergunta o que seu pai fez comigo?"

"Porque o papai está com raiva, e você não está!"

"Eu também estou com raiva!" Chu Lingzhi colocou as mãos na cintura e encarou o pestinha.

"Eu vi você rindo, você estava radiante e cheia de energia."

Ao ouvir isso, Chu Lingzhi estendeu a mão e beliscou a orelha dele com força: "Eu sou radiante e cheia de energia porque sou naturalmente animada e extrovertida, diferente de certas pessoas que agem como se o mundo inteiro lhes devesse algo, com uma cara fechada fingindo ser durão. Seu pestinha, eu sou sua mãe de verdade, você fica com ciúmes de me ver feliz? Fica irritado por eu estar cheia de energia? Só fica feliz se eu estiver morta de cansaço, sem forças, precisando de ajuda para andar?"

"Dói!" Chu Junyu protegeu a orelha. Ele só queria animar o ambiente, para que não houvesse conflito entre o papai e a mamãe.

Não esperava ser beliscado na orelha. Por que hoje tanto o papai quanto a mamãe estão tão bravos?