Capítulo 299: Capítulo 299 Aquele homem a abraçou por trás!

Aqueles olhos profundos como um lago antigo também eram tão frios que faziam o coração tremer involuntariamente.

Chu Junyu o observava. Ele parecia um demônio que acabara de sair das trevas.

A forte sensação de opressão no ar já lhe dava a resposta claramente.

Chu Junyu apoiou a testa na mão. Essa Chu Lingzhi, como ousa abraçar outro homem?

E ainda foi pega em flagrante pelo papai. Não é à toa que ele está tão furioso, como se tivesse comido pólvora.

Chu Junyu apoiou o queixo, pensativo.

Ao longo desses anos, ele nunca viu a mamãe abraçar nenhum homem.

Por que, quando o papai apareceu, ela foi abraçar o tio Zifan?

"Papai, você tem certeza de que a mamãe abraçou um homem?" Chu Junyu perguntou, olhando para Nangong Yehen.

"Aquele maldito homem a abraçou por trás!"

E o pior, ela não recusou.

Só de pensar na cena do abraço, ele se enfurecia.

A mulher dele, Nangong Yehen, estava com outro homem lá fora?

"Hum... Talvez o tio Zifan tenha se deixado levar pela emoção e a abraçou." Disse Chu Junyu.

Ele sabia que Luo Zifan gostava muito da mamãe, sonhava em se casar com ela.

"Hum!" Nangong Yehen bufou friamente. Seus olhos profundos e gelados deixavam Chu Junyu incapaz de ler seus pensamentos.

Que belo "deixar-se levar pela emoção". Luo Zifan se deixa levar, e ela também precisa se deixar levar?

Ele quer abraçá-la, e ela deixa?

"Papai, você precisa confiar na mamãe. A mamãe e o tio Zifan são inocentes. Acho que você já investigou bem a relação deles, não?"

Nangong Yehen apertou os lábios. Ele podia investigar a relação deles, mas não conseguia investigar os pensamentos de Lingzhi.

Vendo-o frio e calado, Chu Junyu tentou aconselhá-lo: "Mamãe não é esse tipo de mulher volúvel. Ela é..."

"Sai!"

"..." Chu Junyu ficou surpreso, depois piscou inocentemente: "Hoje à noite não íamos dormir juntos?"

"Sai!"

Chu Junyu o encarou com desprezo, levantou-se e saiu.

"Chama aquela mulher para cá!"

Chu Junyu abriu as mãos: "Ah..."

Ele saiu, mas não demorou muito para voltar.

"Papai, é melhor você ir até o quarto da mamãe dar uma olhada."

"Ela não quis vir?" Nangong Yehen franziu a testa, olhando para Chu Junyu com desagrado.

"Eu não ousei chamá-la." Disse Chu Junyu, saindo.

Nangong Yehen olhou sombriamente para o computador nas mãos. Após alguns segundos, levantou-se e foi com passos largos até o quarto de Chu Lingzhi.

Ao ver a pessoa na cama, seu rosto escureceu instantaneamente.

Essa mulher, estava dormindo!

Ela tinha coragem de dormir tão profundamente?

Nangong Yehen entrou com uma aura de fúria, agarrando seu braço.

Ia puxá-la para cima, mas ao ver, sob a luz, o rosto pálido dela, ele hesitou.

Franziu a testa, seus olhos profundos como um lago antigo, fixos naquele rosto pálido.

Seu contorno era duro, mas esculpido como talhado a faca, perfeitamente belo.

Ela estava doente?

Ele estendeu a mão para tocar sua testa. A temperatura estava normal, e ele suspirou aliviado.

Tocou sua mão, a ponta dos dedos estava um pouco fria.

Ele a cobriu bem com o cobertor e sentou-se na beira da cama, olhando para ela friamente.

Enquanto olhava, relembrava o que aconteceu naquela noite. Pensando, pensando, de repente ele curvou os lábios, deixando escapar um sorriso sarcástico.

Ela era realmente tão importante para ele?

Importante a ponto de, ao vê-la abraçada com outro homem, ficar tão furioso a ponto de perder a compostura?

E ainda, fazer birra na frente dela.

Assim, ele próprio se sentia estranho.

Seu olhar voltou ao rosto de Chu Lingzhi. Ele não sabia se a reação daquela noite significava que ele havia se apaixonado por ela.