Capítulo 221: Capítulo 221: Este é um bom lugar para se aposentar

Chu Lingzhi não respondeu a ele, espalhando o casaco dele na água.

— Vá para um lugar mais longe e espante os lagostins para cá.

Nangong Yehen franziu os lábios e caminhou para frente.

Depois entrou no rio, andando como se estivesse tocando patos.

Nangong Yehen ficou cheio de linhas pretas na testa, achando aquela atitude muito infantil.

— Daqui para frente, se quiser pegar lagostins grandes, deixa o filho fazer isso. — Ele já se sentia um lagostim grande naquele momento.

Pouco antes, aquela mulher estava chorando como se fosse morrer, mas agora olhava fixamente para a água com um sorriso no rosto.

Ela viu que havia lagostins, e o casaco dele, usado como rede de pesca, capturava todos os que vinham de cima.

Naquele riacho, os lagostins eram bem abundantes.

Alguns moradores gostavam de pegá-los para comer, mas outros desprezavam a carne por ser áspera e sem sabor, nunca os comiam.

Entre espantar e recolher, pegaram cerca de meio quilo.

Chu Lingzhi os segurava, sorrindo feliz.

Nangong Yehen a observava profundamente; o sorriso dela era como flores desabrochando.

Voltaram com os lagostins para a casa do Avô Hu, que ainda estava agachado na frente do fogão de barro.

Ao vê-lo, o coração de Chu Lingzhi doeu novamente.

Mas rapidamente, ela mudou a tristeza de antes e exibiu um sorriso radiante e aberto.

— Avô Hu, você ainda não cozinhou o arroz? — Ela entrou com passos largos, falando bem alto.

O Avô Hu ouviu claramente, ergueu a cabeça e olhou para ela.

Por mais que ela sorrisse alegremente, seus olhos vermelhos e o nariz denunciavam que tinha chorado muito.

Um lampejo de dor passou rapidamente pelos olhos do Avô Hu, que sorriu: — Acrescentei mais arroz e água, cozinhei para todos vocês também.

Nangong Yehen se aproximou, ajudou-o a se levantar e o sentou na cama.

— Avô Hu, fique aí descansando, o jantar fica por nossa conta, minha e da Lingzhi.

Chu Lingzhi se agachou para acender o fogo, enquanto Nangong Yehen foi lavar os vegetais por iniciativa própria.

Era a primeira vez que Chu Lingzhi via Nangong Yehen lavando vegetais; ele arregaçou as mangas e se curvou, o que tinha um certo charme.

O Avô Hu os observava, sentindo-se reconfortado no coração.

Chu Lingzhi reprimiu a tristeza no peito e, enquanto acendia o fogo, perguntou ao Avô Hu: — Avô Hu, a irmã Chunyan disse que o senhor veio de fora, é verdade?

— Sim, vim de fora. — Respondeu o Avô Hu.

— O senhor morar aqui sozinho é tão inconveniente, e seu filho?

— Morreu! — Aquele filho ingrato, como se não existisse mais.

Ao ouvir isso, o coração de Chu Lingzhi pareceu ser cortado por uma lâmina afiada.

Ela forçou um sorriso: — O senhor não tem filha?

— Tenho uma neta.

Ao ouvir isso, Chu Lingzhi e Nangong Yehen pararam os movimentos por um instante.

— E sua neta? — Perguntou Chu Lingzhi.

O Avô Hu olhou para Chu Lingzhi: — Ela se casou, teve filhos, vive muito bem.

Os olhos de Chu Lingzhi ficaram vermelhos novamente, e sua voz ficou um pouco embargada: — Por que o senhor não mora com ela?

— Ela vive bem, não quero incomodá-la. Este lugar é bom para descansar na velhice.

— Como o senhor se machucou no rosto e nas mãos? — A voz de Chu Lingzhi já tremia.

— Foi numa queimadura grande.

— ...

Ao ouvir isso, o coração de Chu Lingzhi doeu como se estivesse sendo cortado lentamente por uma faca afiada.

Suas lágrimas escorreram novamente sem controle.

— Avô Hu, se não se importar, posso levá-lo para a cidade T, lá também é bom para descansar na velhice. — Disse Nangong Yehen.

Chu Lingzhi ergueu os olhos, olhando para ele com um brilho de surpresa e gratidão.

O Avô Hu balançou a cabeça: — Não quero ir embora.

Não queria trazer problemas para eles.

— Avô Hu, o senhor sabe quem ele é? Ele é o rei. — Chu Lingzhi fungou o nariz e forçou um sorriso.

O olhar turvo do Avô Hu se voltou para Nangong Yehen com um pouco de surpresa.