Localizado no extremo sul do Império Bashalan, faz fronteira com um pequeno país chamado Mersin. É uma nação de área muito pequena, menor até mesmo que uma região do sul de Bashalan, mas possui um comércio portuário extremamente desenvolvido... Em muitas discussões, diz-se que foi justamente por esse país ter relações comerciais marítimas com várias nações que, sob enorme pressão da opinião pública, não foi anexado pelo Império Bashalan na época. Os habitantes locais vivem basicamente da indústria marítima: pesca, exploração de tesouros... Quase todas as atividades ocorrem no mar, e às vezes se aventuram em alto-mar em busca de algo, quem sabe encontrar algum peixe especial que renda um bom preço. Os humanos, afinal, são criaturas terrestres e sempre tiveram um profundo respeito pelo vasto oceano, mas isso não impede a curiosidade e a exploração. A experiência histórica nos ensina que as pessoas não aprendem com a história! No mar... — O vento hoje está estranho, parece que a água do mar está fluindo numa direção diferente do normal — disse um marinheiro. — Talvez seja uma corrente marítima, mas com esse tempo, é melhor encontrarmos um lugar para nos abrigar, senão podemos correr perigo com a mudança climática — disse outro. — Já navegamos por essa rota há tantos anos! Desde quando os cavaleiros do mar têm medo? — Ha ha ha... Cavaleiros, somos todos cavaleiros. Este mar um dia nos pertencerá! — Ao dizer isso, vários marinheiros começaram a comemorar, erguendo seus copos ao mesmo tempo. — Olhem! Não há uma ilhota ali na frente? — Parece que sim. Os marinheiros notaram que, ao longe, no mar, havia uma saliência que nunca tinham visto antes. — Vamos dar uma olhada! …………………… O ataque começou exatamente no dia seguinte, e na noite anterior não houve nenhum ataque, o que era estranho... Nos dias anteriores, mesmo que os homens-cabra não atacassem, eles costumavam rondar o acampamento, mas agora não havia nada. Frellia e Ash lideraram o grupo em direção a Tacoma, e a névoa quase havia se dissipado nesse momento. Dava para ver os arredores, mas não muito longe, e o ambiente estava silencioso, algo muito desconfortável! — Por que de repente decidimos organizar um ataque ao inimigo? Ainda não esclarecemos nossa investigação? — perguntou Ash a Frellia, ambos líderes da organização de magos, junto com outro mago de alto escalão e o comandante dos Cavaleiros da Pena Negra. — Não é mais necessário esclarecer — disse Frellia. — O que isso significa? Muitos líderes olharam para ela. Frellia era a de maior hierarquia entre todos, e por sua posição e histórico especial, muitos ouviam suas opiniões. Foi ela quem, de repente, decidiu no jantar do dia anterior lançar o ataque, sem consultar ninguém. — Eu deveria ter mencionado isso antes. Descobri que o objetivo deles é nos fazer perder tempo; eles estão esperando a conclusão do ritual de invocação, e se continuarmos esperando, estaremos fazendo o jogo deles — a explicação de Frellia surpreendeu a todos. — Você sabe qual é o objetivo deles? — Ainda não completamente, mas pelo menos posso dizer que, quando as dez estrelas acima de nós se alinharem, algo terrível aparecerá — essa foi a interpretação de Frellia sobre as palavras dos Profundos. Aquela coisa estava zombando, mas se pensássemos bem no que disse, dava para captar muitas informações, e foi assim que Frellia entendeu. — O que é essa coisa? O que eles estão tentando invocar? — Aslan! Não bisbilhotem as raízes do mundo... Há coisas que nunca devemos tocar — disse o mago Ash, um dos líderes atuais de Elinta, conhecido entre os magos como um erudito. — Entendi. É por isso que a região de Tacoma está assim. Deve ser como em Koga... Alguém está tramando nos bastidores, tentando invocar monstros do abismo mágico — com essas poucas informações, Ash já conseguia interpretar mais. — Quem te disse isso? — ele perguntou. — Lembra daquele mutante que capturamos? Foi ontem, durante o interrogatório, que descobri que ele conseguia nos entender — Frellia não mencionou Sean. — Ele conseguia entender? — Sim. Então você entende por que eu disse que eles estão nos fazendo perder tempo. As palavras de Frellia mergulharam todos em reflexão... — Olhem! As estrelas lá em cima não se moveram de novo?!! …………………… Sean se levantou novamente, não sabia há quanto tempo. Já tinha vomitado uma vez, e agora estava num lugar completamente desconhecido. Ele tinha certeza de que ouviu um som atrás da porta e foi abri-la... Mas, ao dar um passo, caiu em outro domínio. Ao redor, era como um vasto universo estrelado, cheio de estrelas cintilantes, e sob seus pés, uma escuridão total, mas ele conseguia pisar firmemente. Quanto ao que via à sua frente... Sean respirou fundo e lançou [Clareza] em si mesmo novamente para manter a sanidade. Porque o que estava diante dele... Sean sentiu que, em suas duas vidas, já tinha visto vários impactos visuais aterrorizantes, mas quando viu aquilo, ainda assim sentiu arrepios. Pela primeira vez, seu corpo tremia involuntariamente. E, mais importante, quando olhava diretamente para aquilo, sua cabeça parecia explodir de tanta dor, uma pressão mental que nunca imaginara... [Clareza] [Calma] Ele usava magia constantemente para se manter calmo e se levantou novamente. Parecia que conseguia ficar de pé; antes, ao abrir a porta, viu um olho gigante e caiu sem preparo. — Que interessante. Você tem uma aura familiar, e conseguiu me encontrar usando o "portal". Dos que conheço, só um é capaz disso. Sean não esperava que aquilo falasse. Era uma esfera gigante como um planeta, de cor ferrugem, com um olho enorme bem aberto! — Então, foi você quem me invocou, irmão? Aquilo estava conversando com ele! Sean ergueu a cabeça com cuidado, e dessa vez a sensação parecia ter diminuído. Aquele olho gigante pendurado no céu estrelado ainda o encarava... E em sua visão, ainda aparecia como [%¥#%], um monte de códigos confusos. Aquela coisa provavelmente era o olho que apareceu no final do incidente de Koga. O Olho do Caos. Era assim que os magos o chamavam. Mas o que ele disse? Eu o invoquei? Como é que pode...