Capítulo 146: Capítulo 146: O Negócio Está Fechado

"Não importa quantas estrelas eu atravesse, sua habilidade irritante continua sendo irritante. O que você quer me chamando desta vez? Vocês não sempre me excluíram?"

O olho gigante disse um monte de coisas que Sean não entendeu nada, parecendo confundi-lo com alguém que conhecia—não, alguma criatura.

Já era impressionante se passar por figurão entre os mercenários, mas agora essa criatura monstruosa também quer se fazer de figurão!!

O que fazer? Minha mente já está no limite, a cabeça está tonta, se eu aguentar mais um pouco, vou acabar tendo problemas.

"Eu não te convoquei!"

Fingir, a primeira reação é continuar fingindo.

Pelo menos o outro parece ainda achar que ele é quem o convocou. Se pudesse mandá-lo de volta aqui, talvez a região de Tacoma estivesse segura.

"Não foi você? Então quem foi? Quem mais teria o feitiço para me convocar?" De repente, o olho gigante parou, como se estivesse pensando em algo.

Falando nisso, esse objeto era muito estranho. Sua forma enferrujada e avermelhada lembrava um planeta, mas ao redor havia algumas substâncias escuras se contorcendo, e sua forma parecia estar mudando, muito parecida com aquele monstro de tentáculos que viu da última vez, mas, olhando com cuidado, havia diferenças.

Esse cara nem sabe quem o convocou, então por que veio? Melhor voltar logo!

Mas...

Embora Sean estivesse se sentindo mal agora, às vezes ele evitava olhar para a forma horripilante do outro para reduzir o dano mental. Agora ele finalmente entendia o que era "não olhar diretamente", só conseguia usar magia para se manter lúcido.

Mas, curiosamente, por que sua magia fraca conseguia resistir a esse estado? Pessoas como Freya e Ashur deveriam ser mais fortes. Será que eles não veem o dano mental que isso causa e, por isso, não conseguem resistir?

"Deixa eu perguntar uma coisa: há um tempo, você veio ao lugar onde estou? Nós nos encontramos?"

Já que o outro não parecia ter más intenções, Sean tentou ver se conseguia conversar.

"Há um tempo? Não sei a que época você se refere..." A reação do outro fez Sean sentir instantaneamente que as coisas não eram tão simples.

Dois rituais de invocação?

Talvez existissem dois rituais de invocação. O que Wiseman queria encontrar antes não era esse olho gigante.

"Existe algo parecido com você?" Sean perguntou.

"Você sabe de tudo e ainda me pergunta? Não me importo com isso. Não há lugar neste universo onde eu possa ficar em paz..."

Sean tinha dificuldade em distinguir o tom de emoção do outro, porque a voz dele não era como a de um humano, mas algo mais vazio, quase como o som de metal se roçando, e, perto dele, ainda se ouvia outro som difícil de descrever.

Dentro do que Sean conhecia como matéria, não conseguia imaginar nada que fizesse aquele som... constante, muito barulhento.

O outro não falava, e Sean não conseguia perguntar.

Ele devia estar confundindo Sean com outra pessoa. Se perguntasse demais, poderia estragar tudo.

Mas o problema da cidade de Tacoma ainda existia, e desta vez os Abissais pareciam estar invocando esse cara. Se ele realmente chegasse, não se sabia o que aconteceria.

Para ser sincero, Sean também estava curioso, mas de repente lembrou do que Ashur disse antes.

Não investigue os abismos do mundo. O Olho do Caos foi descoberto depois que alguém violou os tabus...

O silêncio entre os dois se prolongou por um bom tempo.

Sean pensava, enquanto o outro parecia não se importar.

No fim, foi Sean quem não aguentou e falou primeiro: "Tenho algumas coisas para pedir a você."

"Estou esperando você dizer isso..."

A resposta do olho gigante surpreendeu Sean. O que ele achava que Sean era, para conversar tão facilmente assim?

"Preciso que você saia daqui, não se aproxime de quem te convocou... E também preciso da sua força para me ajudar a enfrentar aquelas coisas." Se tivesse a ajuda de uma força igualmente desconhecida, Sean achava que conseguiria enfrentar aquilo.

Desde que Freya lhe entregou a Tábua de Cain, parecia estar dizendo que nem a Ordem dos Cavaleiros Negros nem os feiticeiros tinham total certeza de resolver a crise atual. Ele conseguia ver coisas que outros não viam ou não sabiam, mas essa habilidade não trazia vantagem em confrontos mais poderosos.

Por isso Sean não participou do ataque desta vez—seria como ir para a morte!

Por isso Freya lhe entregou a tábua, para que tudo terminasse aqui!

Mas será que realmente dava para escapar?

Uma vez que a base do Império de Basharan fosse abalada, seria irreversível. Isso podia acontecer no sudeste, assim como no sul. Mesmo ignorando o drama da invocação dos feiticeiros, ainda havia as disputas imperiais. Ele não conseguiria se manter intacto em um país despedaçado.

Então precisava de poder...

Ou melhor, de uma carta na manga que lhe desse segurança.

Engoliu um gole de água...

O olho gigante ainda não respondeu. Em vez disso, da superfície enferrujada do seu "planeta", uma fenda se abriu, como uma boca—estava rindo!

Ao mesmo tempo, das nuvens irregulares ao redor, uma substância se contorceu e se aproximou lentamente do lugar onde Sean estava, como tentáculos ao redor dele, mas sem atacar.

Não ouse se mexer. Quem ousaria se mexer numa hora dessas?

"Estive esperando o dia em que vocês me pediriam ajuda. Não esperava que você finalmente falasse." O planeta gigante finalmente abriu uma fenda, bem abaixo do olho—realmente estava rindo.

"É mesmo? Isso mostra que você ainda tem um lugar insubstituível..."

Sean disse, suportando a pressão mental.

"Bom!"

A resposta foi firme e sonora.

Naquele momento, sua mente pareceu sofrer um impacto sem precedentes, como se tudo...

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Na cidade de Tacoma, a Ordem dos Cavaleiros Negros, liderada por Freya e Ashur, avançava em direção ao centro da cidade...

Desta vez era uma missão de extermínio. Qualquer inimigo que encontrassem, matariam—até mesmo os cidadãos enlouquecidos não eram poupados.

"Não tenham nenhuma piedade. Se isso não for resolvido, o próximo pode ser o centro do Império. Eu assumo toda a responsabilidade." Naquele momento, Freya também começava a sentir uma irritação inexplicável.

Por que, ao longo do caminho, tudo desapareceu de repente? Havia poucas pessoas, até mesmo aqueles enfeitiçados que antes cercavam o centro da cidade sumiram.

As ruas ficaram silenciosas e estranhas...

Quando ergueram os olhos para o céu, parecia que, num instante, o dia se transformara em noite. Toda a cidade de Tacoma ficou silenciosa e escura.

"Vocês estão ouvindo algum som?"

"Que som?"

"Prestem atenção..."

Os Cavaleiros Negros pararam, ficaram em silêncio.

Parecia que, do fundo das ruas, um murmúrio baixinho chegava aos ouvidos, e, na névoa, alguém se aproximava—a pessoa se contorcia... mais precisamente, seus braços se contorciam, como os oito tentáculos de um polvo pulando.