Capítulo 601: Capítulo 601: Destruindo o Laboratório

"Norte da cidade!" Ivan gritou. "O moinho de farinha abandonado."

"Quantos?"

"Cinco... cinco pesquisadores... dez guardas..."

"A fórmula do Yamamoto está com você?"

Os olhos de Ivan se reviraram: "Não... não está..."

A faca de Liu Tiezhu se aprofundou mais um pouco: "Entregue."

"Está... está na minha casa..." Ivan ofegou. "Me poupe... posso te dar dinheiro..."

"Me leve."

A casa de Ivan era um prédio velho e decadente.

Ao entrar, ele abriu o cofre tremendo e tirou um envelope de papel pardo: "Está... está tudo aqui..."

Liu Tiezhu folheou os documentos: era a fórmula completa do medicamento e os registros dos experimentos.

Na última página, havia uma lista de nomes, todos contatos em várias regiões.

"Só isso?"

"Juro que acabou!" Ivan se ajoelhou implorando. "Sou só um mensageiro."

Liu Tiezhu guardou os documentos e, de repente, ouviu passos leves do lado de fora da porta!

Ele se virou bruscamente, mas a porta já foi chutada, e três homens armados invadiram.

"Matem ele!" Ivan rolou para o lado. "Ele é Liu Tiezhu."

Tiros ecoaram no quarto apertado!

Liu Tiezhu rolou para trás do sofá, sacando a pistola que havia tomado de Ivan e revidando.

"Bang! Bang!"

Dois atiradores caíram no chão.

O terceiro ia atirar, mas Liu Tiezhu já havia saltado sobre ele, quebrando sua garganta com uma cotovelada.

Ivan correu para a janela, tentando pular para fugir, mas Liu Tiezhu disparou sem hesitar, e a bala acertou seu joelho com precisão.

"Ah!" Ivan gritou de dor e caiu.

Liu Tiezhu se aproximou e pisou na coxa sangrando dele: "Onde estão os da lista?"

"Todos... todos mortos..." Ivan suava frio de dor. "Você matou todos."

"O que tem no laboratório?"

"Os cobaias... equipamentos... e... o último lote de minério..."

O coração de Liu Tiezhu tremeu: "O minério ainda está lá?"

"Chegou ontem..." Ivan ofegou. "Vai ser levado para o Japão amanhã."

Liu Tiezhu nocauteou Ivan com a coronha da arma, revistou o quarto rapidamente e encontrou uma chave e um mapa.

O mapa mostrava o layout detalhado do moinho de farinha, incluindo uma saída secreta no porão.

A neve começou a cair de novo.

Liu Tiezhu levantou a gola e desapareceu na noite nevada.

Ele precisava destruir o laboratório antes que o minério fosse levado, mas enfrentar sozinho mais de uma dúzia de homens armados era quase impossível.

O moinho de farinha abandonado no norte da cidade parecia uma casa mal-assombrada na noite de neve.

Liu Tiezhu se agachou no telhado em frente, observando os movimentos lá dentro.

Dois guardas armados estavam na entrada do moinho, e uma luz fraca saía das janelas do andar de cima.

Ele tirou o relógio de bolso e olhou: três da manhã, a hora em que as pessoas estão mais sonolentas.

Contornando o moinho, encontrou um cano de esgoto que dava para escalar.

Subiu ao segundo andar e, pela janela, viu um laboratório improvisado.

Três pessoas de jaleco branco organizavam equipamentos, com várias fileiras de tubos de ensaio e frascos sobre a mesa.

Liu Tiezhu abriu a janela silenciosamente e entrou.

Os pesquisadores estavam de costas para ele, sem perceber nada.

Ele se aproximou na ponta dos pés e, de repente, derrubou um deles com um golpe de mão.

Os outros dois iam gritar, mas a arma de Liu Tiezhu já estava apontada para a têmpora de um deles: "Não se mexam."

"Quem... quem é você?" o outro pesquisador perguntou, tremendo.

"Cobrador de dívidas." Liu Tiezhu riu com desprezo. "Como se vai ao porão?"

O pesquisador apontou para uma porta de ferro no canto: "Lá... lá..."

"Abra."

O pesquisador, tremendo, tirou a chave e abriu a porta de ferro.

Atrás dela, uma escada descia, e gemidos de dor ecoavam fracamente.

"Quantos estão no porão?"

"Dois guardas... cinco cobaias..."

Liu Tiezhu nocauteou os dois, amarrou-os em cadeiras e desceu com cuidado.

O porão era mais espaçoso do que imaginava, dividido em várias áreas.

No fundo, havia uma área de jaulas de ferro com cinco pessoas maltrapilhas, homens e mulheres, com olhos vazios.

Dois guardas bebiam, de costas para a escada.

Liu Tiezhu se aproximou silenciosamente, e com um lampejo da faca, cortou a garganta de um guarda.

O outro ia sacar a arma, mas levou um soco forte e caiu desmaiado.

"Não tenham medo." Ele abriu as jaulas. "Vim para salvá-los."

As cobaias o olhavam sem reação, ninguém se mexia.

Uma delas de repente falou: "Não adianta... não podemos mais ir embora..."

"Por quê?"

"O remédio... já fez efeito..." a pessoa riu amargamente. "Estamos... quase mortos..."

O coração de Liu Tiezhu tremeu.

Aquelas pessoas já haviam sido injetadas com a droga, eram descartáveis.

"Onde está o minério?"

A cobaia apontou para outra porta de ferro: "No depósito."

A porta do depósito estava trancada.

Liu Tiezhu usou a chave que pegou do guarda para abri-la. Lá dentro, vinte e tantas caixas de madeira estavam empilhadas ordenadamente.

Ele abriu uma: era aquele minério com um brilho verde sinistro.

"Suficiente para explodir metade de Fengtian." Ele murmurou.

Voltou ao laboratório e começou a juntar materiais úteis.

Tubos de ensaio, álcool, fios...

Logo, montou um dispositivo explosivo simples.

Enquanto trabalhava, ouviu passos no andar de cima.

Alguém estava vindo!

Liu Tiezhu se escondeu rapidamente atrás da porta. Os passos se aproximaram, e a porta foi aberta. Um guarda armado espiou para dentro.

"Bang!"

Liu Tiezhu acertou um tiro na cabeça!

O guarda caiu, mas o tiro já havia alertado os outros.

O andar de cima virou um caos, com passos e gritos se misturando.

Não havia tempo!

Liu Tiezhu colocou o dispositivo explosivo ao lado das caixas de minério, programou para detonar em dez minutos, e correu de volta para a área das jaulas, arrastando duas cobaias que ainda conseguiam andar: "Vamos!"

Os três subiram as escadas e deram de cara com três guardas armados.

Liu Tiezhu atirou primeiro, derrubando dois. O terceiro se escondeu atrás de uma cobertura e revidou.

"Pela porta dos fundos!" Liu Tiezhu empurrou as duas cobaias para a porta dos fundos, enquanto cobria a retaguarda.

Balas assobiavam no corredor estreito!

Uma cobaia foi atingida e caiu; a outra, apavorada, desabou no chão.

Liu Tiezhu puxou a que restava e continuou correndo, até chegar à porta dos fundos.

A porta estava trancada!

Liu Tiezhu deu dois tiros para quebrar a fechadura, chutou a porta, e o vento frio da noite, misturado com neve, entrou.

"Corram! Não olhem para trás!"

A cobaia tropeçou e saiu correndo na neve.

Liu Tiezhu se virou para enfrentar os perseguidores, mas logo ficou sem balas. Sacou a faca, preparado para o combate corpo a corpo.

De repente, todo o moinho tremeu violentamente: a explosão havia adiantado.

A onda de choque derrubou todos no chão! O teto começou a desabar, e línguas de fogo subiram do porão.

Liu Tiezhu se levantou e correu, enquanto atrás dele o fogo rugia e gritos horríveis ecoavam.

Quando saiu do moinho, ele já estava em chamas, com uma luz verde sinistra iluminando o céu noturno.

A neve caía cada vez mais forte. Liu Tiezhu cambaleou em direção à cidade, enquanto explosões consecutivas soavam atrás dele.

As sirenes da polícia de Fengtian soavam de todos os lados, mas ele não tinha mais forças para olhar para trás.

Ao virar uma esquina, esbarrou em alguém. Olhou para cima: era um policial fardado.

"Pare!" O policial sacou a arma. "O que está fazendo?"

Liu Tiezhu ofegava, enquanto sua mão se movia discretamente para a faca na cintura.

Naquele momento, uma explosão ainda maior soou ao longe. O policial instintivamente se virou para olhar.

Liu Tiezhu aproveitou para dar um salto e acertar um soco em sua têmpora.

O policial gemeu e caiu.

Liu Tiezhu tomou sua arma e desapareceu nos becos intrincados.

O dia estava quase amanhecendo.

Liu Tiezhu se escondeu em um depósito abandonado, enfaixando um ferimento na perna.

Estilhaços da explosão o haviam cortado, mas não era grave.

A missão estava cumprida.

O laboratório de Ivan foi destruído, e o último minério virou cinzas.

Mas a fórmula do medicamento ainda estava em seu bolso; precisava ser completamente destruída.

Enquanto pensava, a porta do depósito foi aberta de repente. Liu Tiezhu imediatamente apontou a arma.

"Não atire!" Era uma voz familiar. "Sou eu!"

O Dr. Xing estava na porta, com o rosto marcado pelo vento e pela neve: "Finalmente te encontrei!"

"Como você veio parar aqui?" Liu Tiezhu perguntou, surpreso.

"Xiaoyu não estava tranquila." O Dr. Xing entrou. "Chorava e pedia por você todos os dias."

O coração de Liu Tiezhu se aqueceu: "Ela está bem?"

"Está ótima." O Dr. Xing entregou uma carta. "Ela mandou isso para você."

No papel, estava escrito torto: "Tio Liu, volte logo. Estou com saudades." Ao lado, havia um desenho de um sorriso.

Os olhos de Liu Tiezhu se encheram de lágrimas. Ele dobrou a carta com cuidado e a guardou: "Parto amanhã."

"A cidade está em lockdown." O Dr. Xing franziu a testa. "A estação de trem está cheia de policiais."

"Tem outro caminho?"

O Dr. Xing pensou: "Conheço um cocheiro. Amanhã ele vai levar uma carga para Shanhaiguan."

Quando amanheceu, a neve parou.

Liu Tiezhu vestiu uma jaqueta velha de algodão que o Dr. Xing trouxe, fingiu ser um carregador e saiu da cidade.

A carroça, carregada de mercadorias, partiu lentamente de Fengtian.

"Acabou tudo?" O Dr. Xing perguntou.

Liu Tiezhu assentiu, tirou a fórmula do medicamento do bolso, rasgou-a em pedaços e os espalhou ao vento: "Ninguém mais poderá fazer mal a ninguém."

A carroça entrou na estrada principal e foi se afastando. O contorno de Fengtian foi se tornando cada vez mais borrado ao sol da manhã, até desaparecer no horizonte.

Liu Tiezhu olhou para o sul, com o coração ansioso para voltar. Lá, uma menina o esperava, e uma nova vida estava prestes a começar.