Capítulo 467: Capítulo 467: Contagem Regressiva

Aproveitando a confusão, Liu Tiezhu perseguiu a direção para onde o jaleco branco fugia.

O homem parecia conhecer muito bem o terreno, virando e revirando até chegar a uma porta pequena e escondida.

— Pare! — Liu Tiezhu ergueu a arma e mirou.

O jaleco branco virou-se para olhá-lo, e um sorriso estranho surgiu no canto da boca.

Ele empurrou a porta de repente e entrou rapidamente. Quando Liu Tiezhu o seguiu, ouviu apenas um clique: a porta foi trancada por dentro.

Era uma porta de metal, com uma fechadura em forma de águia negra no centro.

Liu Tiezhu puxou a chave e a inseriu; encaixou perfeitamente.

A porta se abriu, revelando um pequeno laboratório.

O jaleco branco estava queimando documentos às pressas. Ao ver Liu Tiezhu entrar, tirou uma pistola da gaveta e apontou para a própria têmpora.

— Pare! — Liu Tiezhu deu um salto à frente, mas já era tarde demais.

— Bang!

O jaleco branco caiu sobre a bancada de experimentos, o sangue espalhando-se pelos papéis.

Liu Tiezhu praguejou e examinou rapidamente o laboratório.

A maioria dos documentos já estava queimada, mas um grande mapa pendurado na parede ainda estava intacto.

Era um mapa militar de todo o Nordeste, com uma enorme seta vermelha desenhada, partindo da fronteira em direção ao interior, terminando exatamente no Lago do Céu da Montanha Changbai.

Ao lado da seta, estava escrito em japonês: "Fase Final do Plano Amaterasu".

Liu Tiezhu lembrou-se das palavras de Yamamoto antes de morrer: "As coisas realmente boas já foram enviadas."

Ele puxou de repente a cortina ao lado da bancada; atrás dela, havia um refrigerador.

Através do vidro, via-se uma dúzia de latas de metal alinhadas ordenadamente, cada uma com o símbolo de radiação e números em japonês.

O mais assustador era que, na bancada ao lado do refrigerador, havia um produto semiacabado: uma lata de metal modificada em algum tipo de dispositivo de detonação, com o cronômetro parado em 00:15:00...

Quinze minutos!

Liu Tiezhu sentiu um arrepio na nuca.

Aquilo não era um campo de treinamento armado comum, mas um centro de comando de ataques terroristas disfarçado.

Os números no cronômetro piscavam em vermelho: 00:14:37.

As têmporas de Liu Tiezhu pulsavam.

Ele arrancou o dispositivo de detonação sinistro; a lata de metal estava gelada ao toque.

O rótulo japonês no corpo da lata já estava amarelado, mas as palavras "concentrado de urânio" ainda eram claramente legíveis.

— Tiezhu! — Zhang Dashan entrou no laboratório coberto de sangue. — A maioria já se retirou, o Lao Jin está esperando lá fora.

Liu Tiezhu entregou-lhe o dispositivo de detonação: — Conhece isso?

Zhang Dashan olhou e empalideceu instantaneamente: — Puta merda! Isso é... uma bomba suja!

— Vai explodir em quinze minutos. — Liu Tiezhu revistava rapidamente as gavetas da bancada. — Precisamos encontrar um jeito de desativá-la.

As gavetas estavam cheias de documentos em japonês que ele não entendia, até que no fundo encontrou um caderno em chinês.

Liu Tiezhu folheou rapidamente; quanto mais lia, mais seu coração pesava.

Não era uma bomba suja comum, mas material radioativo selado em um recipiente especial. Se explodisse, todo o vale se tornaria uma zona de morte.

— Não há tempo para desarmá-la. — Ele pegou um maço de dinamite sobre a mesa. — Só podemos detoná-la antes para destruí-la.

Zhang Dashan segurou sua mão: — Não pode. A estrutura desta mina é instável; uma explosão prematura pode causar um desabamento, e todos ficarão soterrados aqui!

O cronômetro marcava 00:12:15.

Liu Tiezhu olhou ao redor, fixando o olhar no refrigerador: — Então vamos tirá-la daqui.

Os dois amarraram o dispositivo de detonação a um carrinho e o envolveram em camadas de jalecos de laboratório.

Assim que saíram do laboratório, deram de cara com cinco guardas armados.

— Larguem! — gritou o líder severamente.

Liu Tiezhu não perdeu tempo; ergueu a arma e acertou dois na cabeça.

Zhang Dashan rolou no chão e eliminou os outros três.

Os tiros ecoaram pelo túnel, e mais passos se aproximavam de todos os lados.

— Por aqui! — Zhang Dashan empurrou o carrinho, virando para um corredor estreito.

O túnel ficava cada vez mais íngreme; o carrinho rangia perigosamente com os solavancos.

Os números no cronômetro saltavam implacavelmente: 00:09:48.

De repente, uma luz apareceu à frente: era a saída!

Os dois aceleraram, mas pararam bruscamente a vinte metros da entrada.

A abertura estava bloqueada por uma grade de ferro, com quatro guardas armados de prontidão.

— Não tem como desviar. — Zhang Dashan rangeu os dentes.

Liu Tiezhu verificou a munição: só restavam três balas.

Ele olhou para o dispositivo no carrinho; os números já marcavam 00:08:23.

— Vamos invadir. — Ele tirou a dinamite do carrinho. — Vou contar até três.

Os dois se encostaram na parede do túnel, aproximando-se devagar.

Quando Liu Tiezhu estava prestes a dar o sinal, uma confusão repentina surgiu do lado de fora da grade.

No instante em que os guardas se viraram, tiros precisos os derrubaram a todos.

Os rostos de Lao Jin e Yang Xiaohu apareceram do lado de fora da grade.

— Rápido! — Lao Jin usou a chave encontrada com os guardas para abrir o cadeado.

Os quatro juntos empurraram o carrinho para fora da entrada.

Lá fora, era um penhasco nos fundos da montanha, a mais de trinta metros do chão.

O cronômetro marcava 00:06:15.

— Não dá tempo de descer. — Liu Tiezhu olhou ao redor e apontou para um pinheiro torto na beira do penhasco. — Amarrem nele.

Eles prenderam firmemente o dispositivo de detonação ao tronco com cordas e correram desesperadamente na direção oposta.

Mal tinham corrido cinquenta metros quando ouviram um baque surdo atrás.

Não houve a explosão estrondosa que imaginavam, apenas uma luz azul ofuscante e uma névoa branca que se espalhava rapidamente.

O pinheiro murchou rapidamente na névoa; a casca caiu, os galhos e folhas morreram.

— Contra o vento, prendam a respiração. — Zhang Dashan rasgou a roupa para cobrir o nariz e a boca.

Os quatro se deitaram no chão, ouvindo a névoa branca sinistra passar por cima.

Levou cinco minutos inteiros para a névoa se dissipar.

Olhando para trás, num raio de vinte metros ao redor do pinheiro, todas as plantas estavam mortas, e a superfície das rochas estava coberta por uma camada estranha de pó branco.

— Poeira radioativa. — A voz de Zhang Dashan tremia. — Sorte que foi na beira do penhasco.

Liu Tiezhu bateu o punho no chão com força: — E Sun Yaozong e os que estavam vestidos de uniforme japonês?

— Fugiram. — Lao Jin cuspiu. — Eu e Huzi matamos seis guardas, mas não vimos os Sun.

Yang Xiaohu apontou para o sopé da montanha: — Olhem.

No acampamento do Ninho da Águia Negra, um grupo subia apressadamente em veículos.

Mesmo àquela distância, dava para reconhecer a figura alta e magra coberta de pele de zibelina: Sun Yaozong!

— Persigam! — Liu Tiezhu ia se levantar, mas Zhang Dashan o segurou.

— Espera! — O ex-comandante de reconhecimento tinha o rosto sério. — Isso não é tão simples.

Fiquei preso lá dentro por três meses e ouvi alguns boatos: os Sun são apenas fantoches; o verdadeiro mentor é a Sociedade do Dragão Negro. Eles têm campos de treinamento como este em todo o Nordeste.

— Sociedade do Dragão Negro? — Lao Jin franziu a testa. — Não foi exterminada há muito tempo?

Zhang Dashan balançou a cabeça: — Os remanescentes foram para a clandestinidade e vêm planejando algo grande. O que descobrimos hoje é só uma parte.

Liu Tiezhu lembrou-se do mapa no laboratório apontando para a Montanha Changbai: — O alvo deles é o Lago do Céu?

— Não sei os detalhes do plano, mas ouvi... — Zhang Dashan baixou a voz. — Eles estão procurando algo, algo deixado pelos japoneses na época.

No sopé da montanha, ouviu-se o rugido dos motores.

A caravana dos Sun já havia partido, seguindo pela estrada da montanha em direção ao norte.

— Vamos nos dividir em dois grupos. — Liu Tiezhu tomou a decisão rapidamente. — Lao Jin e Huzi escoltam os resgatados até a cidade para encontrar as tropas; eu e Dashan seguimos Sun Yaozong.

— Só vocês dois? É perigoso demais! — Yang Xiaohu protestou.

Liu Tiezhu tirou do peito a chave da águia negra: — Eles não vão longe. Esta chave pode abrir mais segredos.

Os quatro dividiram rapidamente as armas e a comida.

Antes de se separarem, Lao Jin entregou a Liu Tiezhu um pequeno saquinho de pano: — A viúva Li deu. Disse que foi deixado pelo marido dela.

Dentro do saquinho, havia uma bússola e metade de uma foto. Na foto, o jovem marido da viúva Li estava em uma foto tirada na beira do Lago do Céu, com uma caverna visível ao fundo.

— Isso é...

— Uma pista. — Lao Jin deu um tapinha no ombro dele. — Se cuida.

Depois de ver Lao Jin e os outros descerem a montanha com os resgatados, Liu Tiezhu e Zhang Dashan seguiram a caravana dos Sun pela crista da montanha.

A noite caiu, e as luzes traseiras da caravana apareciam e desapareciam na estrada sinuosa da montanha.