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Olhando para a bancada com vários legumes lavados, Bai Ling escolheu alguns e rapidamente preparou dois pratos de carne e dois de vegetais. Ela não fez arroz, mas sim panquecas finas de cebolinha, e também cozinhou um mingau ralo de aveia. Vendo que ainda havia um pedaço de carne bovina, Bai Ling o temperou levemente, adicionou alguns condimentos — claro, o Pó dos Cem Sabores não podia faltar — e depois virou a peça na frigideira algumas vezes, finalizando com um pouco de vinho tinto borrifado por cima. Em pouco tempo, o bife com aroma intenso de vinho ficou pronto. Bai Ling cortou um terço para si e deu dois terços para Joel.
Joel já havia levado os pratos e o mingau para a mesinha do lado de fora. Quando Bai Ling entrou com o bife, Joel ficou atraído pelo que estava no prato.
— Joel, você quer vinho? Abri uma garrafa de vinho tinto agora! — perguntou Bai Ling, sorrindo.
— Hoje é um dia muito significativo para nós dois, então sugiro que bebamos um pouco de vinho tinto para celebrar. — Joel já se levantou, foi até a cozinha e pegou uma garrafa de vinho tinto.
— Tudo bem! — Bai Ling aproveitou para pegar dois copos no armário, lavá-los, secá-los e colocá-los na mesa. Joel serviu cerca de um terço do copo em cada um.
Joel ergueu o copo e disse: — Conhecer você é a maior honra da minha vida.
— Também é uma honra enorme conhecê-lo, saúde! Mas não posso beber muito, só um pouco. Você fique à vontade. — Bai Ling terminou o vinho do copo e começou a comer.
Joel bebia sozinho, com um charme especial, observando Bai Ling do outro lado devorar a comida com apetite. Embora comesse rápido, seus movimentos eram muito adoráveis. Quanto à quantidade que Bai Ling comia, Joel já tinha visto na fazenda na Alemanha: um leitão assado, ela comeu quase um terço.
— Por que você não come? Não está gostoso? — Bai Ling levantou a cabeça e viu que, na frente de Joel, além do bife, quase nada tinha sido tocado. Desta vez, ela tinha preparado especialmente garfo, faca e colher para ele, tudo completo. Por que ele não comia? A comida de hoje estava com um sabor ótimo.
— Está muito gostoso, mas ver você comer é uma felicidade ainda maior. — Joel sorriu. — Olhar para você também me dá apetite.
— Mas eu não aguento ficar com fome. É melhor você comer logo, senão, quando eu acabar, não vai sobrar nada. — Bai Ling sugeriu sinceramente. Seu apetite tinha aumentado ainda mais, e às vezes ela pensava, resmungando consigo mesma, se não estava virando um pequeno "barril de arroz".
Joel não disse nada, do início ao fim manteve um sorriso no rosto, comendo de forma muito elegante. Durante toda a refeição, sob o olhar de Joel, Bai Ling não se privou de comer menos, mas sentia um certo constrangimento, com um leve rubor no rosto.
Depois do jantar, Joel foi à cozinha lavar a louça, arrumou tudo e depois trouxe duas xícaras de chá de crisântemo.
— Obrigada! — disse Bai Ling, sorrindo, sem tirar os olhos da televisão. Era o novo programa de talentos da Ling Hui Media, que estava começando. Vários tipos de pessoas apareciam sem parar. O programa de talentos da Ling Hui Media era comparável à eleição das Miss Hong Kong, muito popular e bem recebido.
— Esse programa é muito bom, mas sinto que é limitado a Hong Kong. O alcance é pequeno; mesmo com muitos talentos, já foram quase todos descobertos. Se pudesse ser realizado na China continental, não seria melhor? Assim, poderíamos encontrar mais talentos. — Joel sentou-se ao lado de Bai Ling e assistiu à TV com ela.
Bai Ling concordou com a cabeça e disse: — Desta vez, quando voltei para B City, a empresa de entretenimento Changjiang Film and Television, do continente, queria cooperar com a Ling Hui Media. Mas na época foi só verbal, sem progresso real. Se eles fizerem outro convite, vou sugerir que a irmã Wu aprove esse projeto. Você tem razão: o continente tem um bilhão de pessoas, muitos talentos. Talvez possamos encontrar boas promessas.
— Então, desejo-lhe sucesso antecipadamente! — Joel brindou com chá, em vez de vinho, em homenagem a Bai Ling.
— Obrigada. Mas agora tenho uma ideia: quero abrir um restaurante na Alemanha. O que você acha? — perguntou Bai Ling, sorrindo. Depois de ir à Alemanha, sentiu que a cultura alimentar de lá era relativamente rica, mas comparada à culinária chinesa, não tinha muita competição. Desde que fosse gostoso e levasse em conta os hábitos alimentares locais, acreditava que poderia ter sucesso. Nos Estados Unidos, os fast foods e restaurantes chineses de alto padrão se espalharam por todas as cidades, grandes e pequenas. Agora, a tia Qin já estava expandindo para o setor de restaurantes no Canadá. Como a energia era limitada, eles não conseguiam mais abrir restaurantes na Europa, então preciso recrutar novos parceiros. — Bai Ling sorriu. — Você pode começar com um teste na Alemanha e depois expandir gradualmente para outros lugares.
— Esse método é viável. Vou mandar fazer um plano quando voltar e depois te mostro. Investiguei restaurantes de alto padrão nos Estados Unidos: além de chefs habilidosos, os fast foods chineses não exigem muita técnica. O principal é o tempero, o Pó dos Cem Sabores. Com ele, qualquer pessoa que domine bem o ponto do fogo pode fazer pratos saborosos e aromáticos. — Joel disse com um tom sugestivo, olhando para Bai Ling com um sorriso.
Bai Ling sabia que Joel estava insinuando que ela também usava o Pó dos Cem Sabores para deixar a comida gostosa. Esse cara era muito exagerado, ousava zombar dela. Bai Ling respondeu, com um tom irônico: — Isso ainda é melhor do que alguém que queima a carne até virar carvão. Mesmo com o Pó dos Cem Sabores, não adiantaria nada.
— Não estou zombando de você, só estou falando a verdade. — Joel estendeu a mão e bagunçou o cabelo de Bai Ling.
Bai Ling pulou para longe rapidamente e disse: — Eu também estou falando a verdade!
— Sua pestinha! — Joel riu, fingindo repreendê-la.
— Seu pestão! — Bai Ling não ficou atrás. Os dois brincaram e se provocaram por um bom tempo, até que Bai Ling, exausta, se jogou no sofá e pediu clemência: — Me poupe!
Joel sentou-se ao lado de Bai Ling, e, por causa de um movimento intencional dele, metade do corpo dela ficou apoiada nele. Joel a olhou fixamente, inclinou-se perto do ouvido dela e sussurrou: — Posso te beijar?
Bai Ling quase revirou os olhos mentalmente. Beijar precisava ser perguntado? Quando a atmosfera está certa, acontece naturalmente. Com essa pergunta, a pele de Bai Ling, que não era tão grossa assim, virou o rosto para o lado. Os lábios de Joel roçaram a orelha dela, fazendo-a tremer.
No final, o cara só perguntou; mesmo sem a permissão de Bai Ling, ele a beijou mesmo assim. Isso aliviou Bai Ling. Não que ela fosse uma viciada em beijos, querendo ficar se beijando com Joel, mas era porque, se Joel levasse a rigidez e a teimosia dos alemães ao extremo, seria muito sem graça.
A orelha branca e delicada de Bai Ling ficou vermelha, muito fofa. Como ela tinha virado o rosto para o lado, Joel só via metade do perfil dela, mas a reação de Bai Ling já era suficiente para deixá-lo feliz por um bom tempo. Para não pressioná-la, Joel não se moveu, ficando quieto no sofá.
Depois de um tempo, Joel perguntou baixinho: — Ainda está envergonhada?
— Quem disse que estou envergonhada? Só estou pensando. — Bai Ling fingiu irritação, franzindo as sobrancelhas. — Aliás, já está tarde, você não vai para casa?
— Ainda é cedo! Você não vai ficar aqui esta noite? — Joel perguntou, franzindo a testa. Aquela área era um subúrbio, com pouca circulação de pessoas, só uma pequena vila a cerca de um quilômetro de distância.
— Sim, tenho coisas para fazer, preciso monitorar o crescimento das plantas a qualquer momento, então não posso me afastar por muito tempo. — Bai Ling explicou, sorrindo. — Aqui é muito bom, tranquilo e o ar é fresco.
— E você não se preocupa com a segurança? — perguntou Joel.
— Venha cá! — disse Bai Ling, apontando para fora pela janela. — Lá tem um, e ali outro. Coloquei câmeras por toda parte, e também tenho muitos guardas. Eles não são guardas comuns; todos têm sangue nas mãos, então não se preocupe. Além disso, eu também não sou fraca. Minha arte marcial não é pior que a sua. Quer comparar? — Bai Ling fez uma pose de luta.
Joel deu uma volta pelo quarto, viu outro cômodo e perguntou: — Posso ficar neste quarto?
Bai Ling pulou na frente dele, bloqueando a porta, e disse apressadamente: — Não, este é o quarto da irmã Chunxing, então homens não podem entrar!
— Você não quer que eu fique aqui? — Joel piscou, com um tom muito sugestivo.
— Sai daqui, pensamentos impuros! — Bai Ling usou as duas mãos para empurrá-lo para fora. — Além disso, você não está bem de saúde e precisa cuidar da tia Michelle, então não pode ficar aqui.
Joel disse, todo orgulhoso: — Ah, então quer dizer que, quando eu e minha mãe estivermos bem, poderei ficar aqui? — Joel olhou para o quarto de Bai Ling.
— Nem pense! — Bai Ling, como uma pantera assustada, correu para o quarto, tocou o rosto levemente vermelho e ficou aliviada. Esse Joel era muito safado.
Vendo Bai Ling fugir apressada, Joel riu alto atrás dela. Fazia muito tempo que ele não ria tão abertamente e com tanta alegria. Foi realmente revigorante.
Depois de um bom tempo, Bai Ling voltou: Por que eu corri? Não fiz nada de errado. Quem fez coisa errada e teve pensamentos ameaçadores foi quem está lá fora. Bai Ling reuniu coragem para ir buscar uma desforra, para não deixar Joel tomar a iniciativa.
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— Finalmente resolveu sair? — Assim que Bai Ling abriu a porta, Joel, sentado no sofá, nem levantou a cabeça e disse uma frase que dissipou toda a coragem que ela tinha acabado de juntar, deixando-a parada na entrada, sem saber se entrava ou saía.
Lembrando-se do relógio na parede, que marcava a hora de ir ao laboratório, ela disse: — Quem liga para você? Vou para o laboratório! — E saiu andando rápido, ignorando completamente Joel, que estava todo satisfeito atrás dela. Bai Ling pensava: como esse homem pode ser tão safado? Mas, no fundo, sentia um calor e uma doçura no coração.
Naquela noite, Joel encenou simplesmente o clichê de que "homem safado, mulher apaixonada", mas o enredo foi simples, então foi só uma pequena provocação.
Bai Ling, com o rosto vermelho e o coração acelerado, foi para o laboratório. Abriu a torneira, pegou um punhado de água e jogou no rosto, tentando se livrar daquela agitação masculina. Originalmente, ela tinha aceitado ser namorada de Joel, achando que era só de boca. Mas, depois de mais de um ano de convivência, Joel já tinha entrado na vida dela sem que ela percebesse.
Bai Ling passou mais de duas horas no laboratório e finalmente saiu. Quando voltou ao quarto, viu um bilhete na mesa: "Querida, voltei para casa para resolver um assunto. Volto à noite."
— Quem está interessada em você vir aqui? — resmungou Bai Ling, olhando para as palavras na mesa. — Esse cara é realmente exagerado.
Sentindo-se cansada, Bai Ling tomou banho e foi dormir no quarto. Quando acordou, o sol já estava se pondo lá fora, e o céu escurecia.
— Clique! — A porta foi aberta. Bai Ling, alerta, levantou-se da cama e ainda pegou sua espada debaixo do travesseiro.
Como sua espada de madeira já tinha cumprido seu papel, o velho Lin tinha dado a ela uma espada que havia comprado antes, pessoalmente. Quanto à espada de cabo vermelho do velho Lin, ainda estava guardada diante do Buda.
Quando Joel se virou para fechar a porta e calçar os chinelos, viu uma figura segurando uma espada, descalça, com o cabelo bagunçado e o rosto ainda ruborizado de ter acabado de acordar. A cena assustou Joel, que quase deixou cair o que estava segurando.
— Como você tem a chave da minha casa? — perguntou Bai Ling, franzindo a testa, ainda com um pouco de mau humor de quem acabou de acordar.
Joel mostrou um chaveiro com um boneco pendurado e disse, sorrindo: — Peguei na sua mesa. Mas posso ganhar uma cópia da chave?
Bai Ling pegou as chaves da mão de Joel, tirou uma chave reserva do armário ao lado e disse: — Toma esta. Mas você não pode vir com frequência, atrapalha o trabalho. Além disso, a irmã Chunxing vai morar aqui, não é conveniente.
— Entendi. Daqui em diante, só virei quando tiver certeza de que você está aqui, está bem? — Joel prometeu, com uma expressão resignada. Como ele tinha se apaixonado por essa pessoa tão complicada?
— Por enquanto, está assim. Vou me lavar! — Bai Ling virou-se e foi para o banheiro ao lado.
Quando saiu do banheiro, sentiu um aroma estranho e exclamou: — Os pastéis fritos do Prédio Zhuangyuan!
— Sabia que você adora, então, quando voltei para casa, passei no Prédio Zhuangyuan para comprar. Coma enquanto está quente. Vou pegar um copo de água para você. — Joel a empurrou suavemente para a cadeira e disse, com um sorriso suave. — Não coma só isso, comprei outras coisas também.
— Hum, hum! — Bai Ling, sem usar os pauzinhos, pegou um com a mão e colocou na boca. Felizmente, não estava muito quente; se tivesse saído da frigideira, o caldo dentro teria queimado sua boca.
Vendo Bai Ling comer com um ar infantil, Joel só podia balançar a cabeça. Ele ficava feliz que Bai Ling se soltava na frente dele; só as pessoas mais próximas conheciam esse jeito engraçado de comer dela. Quanto à etiqueta à mesa, quando havia estranhos por perto, Bai Ling era tão refinada que não podia ser mais refinada, sem cometer o menor erro. Era por isso que Joel não se preocupava.
Quando Joel saiu da cozinha, Bai Ling já tinha devorado três pastéis. O chá de crisântemo já estava preparado, e ela o serviu diretamente da garrafa térmica.
— Vá com calma, não se engasgue. Tem muitas variedades. — Joel colocou o chá na frente dela, sorrindo. Ver Bai Ling comer era uma felicidade. Ele tirou calmamente alguns outros petiscos deliciosos de um saco ao lado, todos os favoritos de Bai Ling. Ela ficou tão feliz que seus olhos grandes se transformaram em duas luas crescentes, e suas covinhas profundas eram ainda mais encantadoras.
— Obrigada! — disse Bai Ling, docemente, do fundo do coração.
Joel pensou agora: toda vez que via o sorriso despreocupado e doce de Bai Ling, parecia estar relacionado a comida. Pensando nisso, ele entendeu: prestar atenção em comidas deliciosas do mundo inteiro para arrancar um sorriso da amada não era algo tão difícil.
— Você não vai comer? — perguntou Bai Ling, olhando para a comida à sua frente, com a boca cheia de óleo. Só depois de estar meio satisfeita é que lembrou de convidar Joel.
Joel imitou Bai Ling, lavou as mãos e comeu com as mãos. Pegou um bolinho de sopa, colocou-o inteiro na boca, e estava delicioso. Vendo Bai Ling comer com tanto prazer, Joel também acelerou o ritmo. Realmente era diferente. Joel achou que era efeito psicológico; embora já tivesse comido aquelas coisas antes, sentiu que desta vez estavam ainda mais gostosas.