Capítulo 792: Capítulo 792 Ansiedade (21)

Liu Hu, Lin Long, Hu Ying e Miao Yan agora têm como objetivo principal estudar. Os quatro se mudaram para a vila onde Bai Han e Bai Ling moravam antes. Todos são teimosos e se dedicam de coração aos estudos, com notas excelentes. Bai Ling está muito feliz com o grande progresso deles. A única coisa que incomoda um pouco Bai Ling são os problemas pessoais dos quatro. Miao Yan e Liu Hu, ela não quer falar muito, cedo ou tarde serão um casal. Hu Ying e Lin Long são mais velhos, mas não têm nenhuma notícia.

Assim que estacionou o carro no portão, viu Lin Long dirigindo, parado na entrada, e Xi Qingqing descendo do carro. Ei, esses dois, quando ficaram tão íntimos assim?

"Xia Fan, para!" Bai Ling gritou.

Xia Fan freou bruscamente, o carro parou ao lado do de Lin Long. Bai Ling não desceu, apenas colocou a cabeça para fora da janela e perguntou: "Tia Xi, e o seu carro?"

"O carro quebrou no caminho, e encontrei o Irmão Lin por acaso, então ele me trouxe de volta. Muito obrigada, Irmão Lin." Xi Qingqing disse sorrindo, agradecendo sinceramente a Lin Long, com um brilho primaveril nos olhos e as bochechas coradas. Qualquer um perceberia o constrangimento de Xi Qingqing.

Bai Ling entendeu na hora, pensando: "Esses dois podem ter chance. Até alguém como Xu Jiaren, o Velho Xi e a Sra. Xi concordaram em casar a filha, quanto mais Lin Long, que é tão íntegro. Só que parece que Lin Long não reagiu. Será que é só a Tia Xi que está interessada?"

"Ah, então é assim. Tenho algo a fazer, vou indo!" Ela recolheu a cabeça. "Xia Fan, dirige!"

"A propósito, Xiaoling, como estão os seus produtos de cuidados? A reforma já está quase pronta, só esperando suas coisas para abrir a loja. Passei esse tempo todo em contato com as amigas, já gastei muito dinheiro. Abre logo para recuperarmos o investimento." Xi Qingqing falou sério. As atividades sociais desse período foram intensas, ela se divertiu e estreitou laços, mas também gastou muito, o que doía no coração.

Bai Ling assentiu e disse: "Ainda falta mais de um mês, você escolhe a data."

"Então vou marcar para daqui a um mês. Essa pestinha, se não apertar, não acelera." Xi Qingqing falou como se estivesse vendo uma montanha de ouro e prata na frente, mas Bai Ling não enxergasse e deixasse os outros levarem.

"Pode dar mais uns dias?" Bai Ling pediu, bajulando.

"Não, se falar de novo, marco para daqui a vinte dias, vê o que você faz?" Xi Qingqing ameaçou. Embora atividades sociais fossem seu hobby, em excesso também cansavam. Se desse para ganhar dinheiro enquanto participava, tudo bem, mas só gastar sem entrar não era tradição da família Xi.

"Tá bom, tá bom, um mês, só um mês, não dá para menos!" Bai Ling se rendeu.

"Assim está melhor!" Xi Qingqing finalmente deixou Bai Ling em paz.

Durante a conversa com Xi Qingqing, Bai Ling notou que Lin Long, embora sem expressão no rosto, tinha olhos calorosos, olhando para Xi Qingqing de vez em quando, com admiração e carinho. Bai Ling agora tinha certeza de que Lin Long e Xi Qingqing pareciam ter algum interesse um pelo outro. Ele com sentimentos, ela com intenções, só que Lin Long era calado, e Xi Qingqing era divorciada com filho, ambos com algum receio no coração, sem coragem de romper essa barreira.

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Depois de um tempo de conversa, Bai Ling mandou Xia Fan dirigir. Vendo Joel sentado ao lado, Bai Ling franziu a testa e perguntou: "Joel, lembro que na primeira vez que te vi, foi numa reunião de negócios, você parecia muito ocupado. Agora, te vejo bem tranquilo?"

"Naquela época, eu estava me segurando. Agora que há notícias de recuperação, preciso me tratar direito. Quanto às coisas da empresa, se fosse para quebrar só porque eu faço menos, isso só provaria que sou muito inútil." Joel falou baixinho, olhando com carinho para Bai Ling. "O dinheiro gasto para contratar gestores profissionais não foi em vão."

"E como estão os passos na Ásia? Estão indo bem?" Bai Ling inclinou a cabeça, pegou a garrafa de água ao lado e bebeu alguns goles.

Joel pensou um pouco e respondeu: "Agora estamos firmes em Hong Kong, e estamos em contato com muitos bancos no Japão, Singapura e China. Está indo bem."

"Então, parabéns para você." Bai Ling disse devagar. "Você é muito competente."

"Você também não é ruim." Joel elogiou. "Você é a garota mais competente que já conheci, só que tem o coração um pouco mole."

"Eu só acho que a família é importante. Quanto ao dinheiro, é algo externo, o suficiente já basta. Mesmo ganhando dinheiro, quero usar a maior parte para caridade, ajudar mais pessoas." Bai Ling lembrou algo importante e alertou: "Ah, se tiver dinheiro, doe um pouco para a minha fundação. Você é rico, não seja mesquinho."

"Claro!" Joel riu, apertando carinhosamente o nariz de Bai Ling.

"Bonitão, um cavalheiro usa a boca, não as mãos. Não fique mexendo!" Bai Ling reclamou alto. Joel parecia diferente desde algum tempo, olhava para Bai Ling com olhos ardentes. Se não conhecesse o caráter de Joel, Bai Ling não queria ficar sozinha com ele.

"Você é minha namorada, por que não posso apertar?" Joel disse com razão, tentando apertar o nariz de Bai Ling de novo, mas ela desviou.

"O quê?" Bai Ling gritou. "Quando eu virei sua namorada? Não fale bobagem." Bai Ling se afastou para o lado, querendo ficar longe de Joel. O grito e o desvio de Bai Ling irritaram Joel, que franziu a testa.

"Eu não disse no telefone?" Joel reprimiu a irritação, querendo puxar aquela pestinha para o colo e amassá-la.

"Disse?" Bai Ling revirou os olhos, tentando lembrar quando Joel tinha dito isso. Vagamente, parecia que nos dias em B City, atendeu o telefone de Joel. Na época, Joel falou muito, Bai Ling achou chato e pegou um livro de medicina ao lado, só respondendo "hum, hum" de qualquer jeito. Será que foi naquela hora?

A expressão pensativa de Bai Ling não escapou dos olhos de Joel, que mostrou um olhar ferido. Ser ignorado ou esquecido numa declaração também era um golpe.

"Você esqueceu?" A voz de Joel ficou um pouco fria.

Bai Ling olhou para Joel, sério, e perdeu um pouco da confiança. Queria repreendê-lo, mas por causa desse incidente, sua situação ficou constrangedora. Ela disse, sem jeito: "Parece que foi isso. Mas quero te perguntar, o que você gosta em mim?"

"Pense você mesma!" Joel virou o rosto com raiva, olhando pela janela. O carro deixava os prédios para trás, mas Joel não via nada, só a raiva de ser ignorado.

"Tenho tantas qualidades, como vou saber qual você gosta?" Bai Ling deu de ombros, impotente, com uma expressão de pena.

Joel ficou sem saber se ria ou chorava com a frase de Bai Ling. Diante de uma garota tão inteligente, de cara grossa, que às vezes se atrapalhava mas era tão meiga que dava pena, Joel disse: "Então, agora peço formalmente à Srta. Bai Ling: quer ser minha namorada?"

Bai Ling viu Joel repetir a pergunta solenemente e disse baixinho: "A Tia Michelle parece não concordar?"

"Minha mãe já concordou!" Joel cortou o assunto. "A família também concordou, então não há obstáculos entre nós. Não vou deixar você sofrer."

Bai Ling ficou surpresa. Então era por isso que Joel estava mais evidente, ele já tinha se preparado. Já que a Tia Michelle concordou e a família não tinha objeções, Joel parecia uma boa escolha. Pelo menos ele a respeitava e a estimava, sem declarar seus sentimentos antes de ter garantias.

"Mas a sua prima, Meli, não ia noivar com você?" Bai Ling perguntou timidamente, ainda sem jeito com questões entre homem e mulher.

"Isso foi invenção dela. Minha mãe já explicou aos pais da Meli, então ela não é um obstáculo entre nós. Só a vejo como irmã. Se você não pensar demais, não vai ter problema." Joel explicou pacientemente, não se importando que Bai Ling falasse muito, só temia que ela não falasse. Já que ela perguntou tanto, mostrava que estava considerando.

Bai Ling pensou, pensou, e parece que não tinha mais motivo para recusar Joel. Assentiu e disse: "Tá bom, então vamos nos dar um tempo primeiro, experimentar. O que acha?"

Para Joel, Bai Ling era uma certeza, então qualquer abertura dela já era um progresso. Ele respondeu rápido: "Obrigado, Bai Ling. Eu te amo."

Bai Ling não conseguia lidar com o entusiasmo repentino de Joel. Esse negócio de amor, como se cultiva de uma hora para outra? Ela tinha alguma simpatia por Joel, ou um certo gosto, mas isso vinha mais da capacidade e aparência dele. Bai Ling era da turma da aparência, não resistia a caras bonitos.

"Vamos tentar nos dar bem, ok? Falar de amor agora é cedo demais." Bai Ling sugeriu, com o rosto um pouco vermelho, meio sem graça.

Joel sabia que os chineses são mais reservados, especialmente Bai Ling, que parecia aberta por fora, mas por dentro era muito tímida. Então ele assentiu: "Tá bom." E pegou a mão de Bai Ling.

Xia Fan, pelo retrovisor, viu a cena dos dois se entendendo, queria rir mas não ousava, só segurou.

O laboratório de Bai Ling ficava no subúrbio. O que a atraiu naquele lugar foi o terreno vazio ao redor. Bai Ling comprou tudo, cerca de cinco mu, cercou com tela de arame de três metros de altura e construiu um prédio de três andares para o laboratório. Dias atrás, Bai Ling plantou as frutas e flores lá dentro. As flores estavam bonitas, algumas mais precoces já tinham desabrochado e começado a dar frutos.

"Seu laboratório é muito bom!" Bai Ling levou Joel para dar uma volta. Embora os equipamentos fossem simples, era pequeno mas completo, suficiente para o uso. Lá trabalhavam duas faxineiras e uma dúzia de seguranças, ninguém mais.

Por fim, Bai Ling levou Joel a um pequeno apartamento. Guardou suas roupas no armário. Era só dois quartos, duas salas, uma cozinha e um banheiro. Embora pequeno, a decoração era boa, era o espaço privado de Bai Ling, e até a limpeza ela mesma fazia. Bai Ling confiava tanto na segurança porque os seguranças foram arranjados pelo Velho Lin, todos veteranos do exército, com boa formação política e muito leais a Bai Ling, ou melhor, ao Velho Lin. Muitos vinham de áreas montanhosas remotas, a maioria designada para suas cidades natais sem bons empregos, então trazê-los para cá era uma solução vantajosa para ambos.

"Joel, descanse aqui. Vou coletar alguns dados lá dentro." Bai Ling arrumou as coisas e sorriu. "Pode ver TV, ou algumas revistas. Quanto aos livros, são sobre enxertia ou medicina chinesa, você não vai gostar."

"Tá bom, espero você." Joel sorriu e acompanhou Bai Ling até a porta.

Assim que Bai Ling abriu a porta para sair, lembrou que a geladeira estava cheia de ingredientes e disse a Joel: "Joel, a geladeira tem muitos ingredientes. Se quiser comer algo, pegue os legumes ou a carne e lave." Olhou o relógio no pulso. "Volto em cerca de uma hora e meia. Depois faço algo para você comer."

Ouvindo a voz suave de Bai Ling, dando instruções calmas, Joel sentiu o coração amolecer. "Tá bom, espero você."

Bai Ling foi para o vestiário, trocou por um jaleco esterilizado, entrou no laboratório, pegou as ferramentas e coletou vários dados. Olhou para o relógio de quartzo na parede. O tempo passou rápido, já tinham se passado duas horas. Bai Ling se espreguiçou, mexeu o corpo um pouco rígido e saiu do laboratório. Tirou o jaleco, calçou os chinelos que usou ao entrar e correu para o pequeno apartamento, com medo de Joel ficar impaciente.

No momento em que abriu a porta, Joel não estava no sofá. Bai Ling pensou que ele tivesse ido embora. Quando entrou, ouviu barulho na cozinha. Joel estava cozinhando. Mas quando viu uma coisa preta na frigideira, não conseguiu segurar o riso.

Joel ficou sem graça com a risada de Bai Ling, o rosto cheio de constrangimento. Especialmente usando o avental de Bai Ling com estampa de ursinho. Como Bai Ling era baixa e magra, o avental era pequeno. Embora Joel não fosse gordo, era alto, e a estrutura masculina é muito maior que a feminina, então o avental de ursinho ficava apertado nele, muito cômico.

"O que você queimou? Está irreconhecível." Bai Ling segurou o riso e perguntou, desamarrando o avental de Joel.

Joel respondeu, envergonhado: "Bife."

Bai Ling notou então um pedaço de carne bovina macia num prato ao lado, confirmando que Joel estava falando a verdade, era bife, só que queimado.

"Quer comer comida ocidental?" Bai Ling viu Joel, tão orgulhoso, tão envergonhado, e não continuou zombando. Mudou de assunto para aliviar o constrangimento dele.