Capítulo 653: Capítulo 653: Um Novo Começo (2)

Aqui está a tradução para o português brasileiro do trecho fornecido:

Lembrando da vida passada, essa irmã mais velha Qin ajudou muito a mãe, era uma mulher gentil e bondosa, mas também uma pessoa de vida sofrida. O nome original da irmã mais velha era Qin Ruhua. Quando o avô dela era jovem, foi um estudioso e a família tinha alguns bens, então o pai de Qin Ruhua também era um homem letrado. Depois da libertação, tornou-se professor, mas durante o período especial, foi perseguido, ficou detido em um galpão, e seu corpo já frágil adoeceu gravemente, morrendo pouco depois. A mãe também faleceu cedo, então Qin Ruhua ficou sozinha. Por ser bonita, chamou a atenção de Wu Dahai, um homem desordeiro, que espalhou boatos por toda parte, dizendo que já tinha dormido com Qin Ruhua, e que se ela ousasse se casar com outro, mataria tanto ela quanto o homem. Desamparada e sozinha, Qin Ruhua foi forçada a se casar com Wu Dahai. No ano seguinte, deu à luz um menino gordinho, o que deixou Wu Dahai extremamente feliz. Ele se preparou para trabalhar duro e viver bem, mas a felicidade durou pouco. Wu Dahai não conseguia largar o vício do jogo, acumulou muitas dívidas e, sem dinheiro para pagar, foi espancado até ficar com o rosto roxo e inchado. Aproveitando a calada da noite, fugiu sorrateiramente e nunca mais se soube dele. Mais tarde, descobriu-se que ele havia pegado um trem, ido para Xangai, e lá se deu bem, casando-se com a filha de uma família de oficiais e tocando um negócio de entretenimento próspero. Só então, secretamente, mandou buscar a ex-mulher e o filho.

Naquela época, Bai Han estava andando com Bai Ling pelas ruas de uma cidade desconhecida, sem parentes para recorrer, quando encontrou Qin Ruhua, que estava saindo para comprar verduras. Qin Ruhua, secretamente, emprestou suas economias pessoais para a mãe, ajudando-a a superar a dificuldade momentânea. Embora Qin Ruhua tivesse ficado com Wu Dahai primeiro e tivesse um filho com ele, na época Wu Dahai a forçou a se casar, então eles nunca se registraram oficialmente. Mais tarde, para expandir seus negócios e ter influência tanto no submundo quanto no mundo legal, Wu Dahai se casou com Qian Meili, cujos pais eram altos funcionários. A cunhada Wu e o filho foram levados para Xangai, a vida melhorou um pouco, mas não há parede que não tenha ouvidos. Mãe e filho eram frequentemente insultados pela esposa oficial de Wu Dahai, e a vida não era nada boa.

— Tia Bai, boa tarde! — O jovem mestre Wu vinha seguido por um pequeno rabo, que era o filho de cinco anos de Qin Ruhua, Wu Bin! A cunhada Wu vinha de uma família de letrados, sabia ler e, por isso, educava muito bem o filho! Na memória de Bai Ling, Wu Bin se parecia muito com Qin Ruhua, e sua voz era muito agradável. O Wu Bin de antes era como um irmão mais velho da vizinhança, cuidando silenciosamente de Bai Ling. Embora sua força fosse pequena, era o suficiente para aquecer o coração de Bai Ling, que já estava cansada de ser desprezada pelos outros.

— Binbin também veio? Ainda tem mingau de arroz na panela, quer um pouco? — Bai Han chamou Qin Ruhua e Binbin para entrarem em casa. Embora perguntasse, já havia pego uma tigelinha limpa, servido meio prato de mingau branco e colocado um pedaço de açúcar cristal dentro.

— Bai Han, é melhor você guardar esse mingau para a Xiaoling comer! A doença da Xiaoling ainda não sarou completamente. Aqui estão os ovos que as galinhas de casa botaram, não são muitos, só dez, para a Xiaoling fortalecer o corpo! — Qin Ruhua disse, um pouco envergonhada, colocando os ovos do cestinho no cesto de bambu.

Bai Han já estava sentada, alimentando Wu Bin. Assim que Wu Bin viu o açúcar cristal, comeu com muita alegria!

Bai Ling não esperava que Qin Ruhua tivesse sido tão boa com ela antes. Quando tinha uns dez anos, ela também odiava Qin Ruhua, achando que ela, assim como sua mãe Bai Han, era chamada de raposa. Qualquer pessoa com um pouco de juízo deveria entender que não era culpa delas, mas sim dos homens irresponsáveis. Quando realmente cresceu, entendeu muitas coisas, mas a distância de mais de dez anos já estava criada. Além disso, com o cansaço do coração, não quis mais consertar os erros do passado. Foi só depois que sua mãe Bai Han partiu que ela realmente entendeu que os mortos não voltam, que é nunca mais ver aquela pessoa, para sempre!

Esses ovos, na zona rural, também eram coisas valiosas, podiam ser trocados por óleo, sal, etc. Qin Ruhua dar dez de uma vez, era realmente generosa.

Bai Han mordeu o lábio, olhou para a filha magra deitada na cama e, com um suspiro, disse: — Irmã Qin, esses ovos, considere como um empréstimo seu. Quando o pai da Xiaoling voltar e receber o dinheiro, eu devolvo!

— Irmã Bai Han, não seja tão formal! Somos vizinhas, devemos ajudar uma à outra. Ainda mais que seu Jinghai sempre ajuda nós, viúva e órfão, a carregar água e rachar lenha. Isso aqui não é nada! Não se preocupe com isso! Eu sei como é difícil criar um filho. Ainda bem que o Binbin é obediente, não chora nem faz birra, isso me poupa um pouco! — Qin Ruhua disse, sorrindo.

A mãe Bai Han olhou para a irmã Qin com gratidão. Desde que engravidou e deu à luz, sofreu muito deboche. Até mesmo Yang Li, que antes considerava sua melhor amiga, se distanciou. Só a irmã Qin conversava com ela frequentemente, contando sobre os cuidados necessários durante a gravidez e como criar um filho. Quando os dias melhorassem, ela teria que retribuir a irmã Qin.

Qin Ruhua foi até a cama, ajeitou o cobertor de Bai Ling e disse, com voz suave: — Xiaoling, coma bem, descanse bem. O Binbin fala de você o tempo todo! Quando você melhorar, a tia Qin vai fazer uma comidinha gostosa para você!

Bai Ling agora tinha uma impressão muito boa de Qin Ruhua. Não esperava que ela fosse tão boa com ela, então, sem querer, deu um grande sorriso e disse, docemente: — Tia Qin, você é tão boa! Obrigada!

Qin Ruhua beliscou o narizinho de Bai Ling e disse, fingindo bronca: — Sua pestinha, sua boca está melada, que doce! — Isso fez Bai Ling rir gostosamente.

Wu Bin, ao ouvir a mãe falar em doce, levantou-se, puxou a roupa dela e disse: — Mamãe, a boca do Binbin também é doce! O mingau é doce! — E apontou com o dedinho para a tigela vazia que ele tinha lambido.

A bobeira de Wu Bin fez Qin Ruhua e a mãe Bai Han rirem. Qin Ruhua, embora não fosse tão bonita quanto a mãe, tinha um charme especial. Seus olhos, embora não fossem grandes, eram muito profundos, com um brilho diferente.

— Já está tarde, vamos para casa! Você também descanse cedo, esses dias você deve estar exausta! — Qin Ruhua viu o cansaço no rosto da mãe Bai Han e não insistiu. Pegou Wu Bin e foi para casa. Wu Bin, educadamente, se despediu de Bai Han.

Depois que Qin Ruhua foi embora, a mãe Bai Han verificou algumas coisas e começou a tirar a roupa para ir para a cama. Tirou também a roupa de Bai Ling, e o pingente de jade escorregou para fora.

— Ei? O que há com este pingente de jade? Por que a cor escureceu? — Bai Han olhou de um lado para o outro. Havia uma pétala meio visível nele, parecia um crisântemo, mas não tinha certeza. Talvez a luz estivesse fraca demais, por isso parecia assim. Bai Han estava realmente cansada, não tinha ânimo para continuar estudando o pingente. Deitou-se para dormir, mas em sua mente passou um pensamento: este pingente de jade realmente tem o poder de afastar o mal!

Dois dias depois, Bai Ling estava completamente curada. Estar viva novamente já era uma grande satisfação para ela. Mesmo sendo pequena agora, onde quer que sua mãe estivesse, era o paraíso. Todos os dias, ela brincava sem parar atrás de Wu Bin, a ponto de esquecer completamente o pai relapso.

Depois de um dia de brincadeiras, Bai Ling voltou para casa com sua mãe Bai Han. Assim que entraram, viram um homem alto parado na porta. Depois que ele entrou, pegou um pequeno tambor e o balançou, fazendo um som "dong dong".

Bai Ling olhou, com o coração apertado, para aquele rosto que, em sua memória, era como o de um demônio, mas que agora estava cheio de preocupação e alegria. Bai Ling não sabia como encarar aquele homem. Virou a cabeça e enterrou o rosto no pescoço de sua mãe Bai Han, sem querer olhar mais. Vendo que a filha não estava nem aí para ele, ele riu, sem graça.

Este homem era Shi Jinghai. Não admira que ele fizesse a mãe Bai Han não conseguir esquecê-lo, e também fizesse Wu Meifen se apaixonar perdidamente por ele. Shi Jinghai não só tinha uma boa aparência, mas também um porte imponente, com mais de um metro e oitenta de altura. Suas sobrancelhas grossas e retas davam ainda mais brilho ao seu rosto bonito.

— Han, voltei! — Shi Jinghai abriu os braços e abraçou as duas, mãe e filha, com força. — Senti tanto a falta de vocês! Por mais cansativo que seja o trabalho, só de pensar que vocês duas estão em casa me esperando, fico cheio de energia! — A voz grossa e magnética de Shi Jinghai soou em seus ouvidos, cheia de sinceridade, sem dar para distinguir se era verdade ou mentira.

Depois de um tempo, sentindo que estava um pouco frio lá fora, ele disse: — Han, vamos entrar!

Bai Han, com o rosto vermelho, concordou com a cabeça. O olhar de Shi Jinghai para Bai Han era cheio de carinho. Bai Ling olhava fixamente para aquele homem apaixonado, sem conseguir associá-lo ao homem cruel de sua memória.

Sentindo o olhar inquisidor de Bai Ling, Shi Jinghai soltou as duas, pegou Bai Ling do colo de Bai Han e a levantou: — Vai voar! Vai voar!

Bai Ling se assustou com o gesto de Shi Jinghai, pensando que ele fosse jogá-la no chão. Gritou "ah, ah, ah" e, sem perceber, as lágrimas já escorriam.

— O que você está fazendo? A Xiaoling acabou de se recuperar da doença, e você quer assustá-la? — Bai Han disse, como se estivesse fazendo um carinho, com uma voz doce e dengosa, muito agradável de ouvir. Mesmo sendo uma bronca, tinha um charme especial.

— Então é por isso! Pensei que, desta vez, a menina não me reconhecesse! É porque estava doente. Deixa o pai ver, emagreceu? — Shi Jinghai parou de jogar Bai Ling para o alto e a segurou no peito. Bai Ling, com os olhos cheios de lágrimas, parecia um coelhinho assustado, toda pidona. Embora Shi Jinghai agora a amasse de verdade, por causa das memórias da vida passada, Bai Ling ainda não conseguia se aproximar dele. Queria se afastar de Shi Jinghai, então estendeu os braços para que sua mãe Bai Han a pegasse.

— Mamãe, pega! — A voz infantil era impossível de recusar. Shi Jinghai, com uma expressão de quem tinha levado um fora, disse: — Saí uma vez, e a filha já não me reconhece mais! Que tristeza! — E ainda cobriu o rosto, fingindo que estava chorando. Bai Ling sabia que Shi Jinghai estava brincando com ela, mas virou o rosto, sem dar a mínima. Quem mandou ele machucar a mãe dela?

— Han, cuida da menina, que eu vou cozinhar! — Shi Jinghai guardou a bagagem, arregaçou as mangas, lavou a panela e começou a cozinhar, todo ocupado, parecendo um bom marido caseiro. Bai Ling observava friamente o homem ocupado, sem qualquer emoção nos olhos. Bai Han sentiu que a filha estava diferente. Antes, a menina era muito apegada ao Jinghai. Ele tinha saído por poucos dias, como se ela não o reconhecesse mais? Será que a doença não tinha sarado completamente? Bai Han apressou-se em tocar a cabeça da filha, mas não sentiu nada de anormal. Então, ficou tranquila, pensando que era só porque não se viam há alguns dias.

Shi Jinghai preparou rapidamente uma refeição: mingau, pão achatado e picles de acelga, que tinham um sabor especial. Depois do jantar, Shi Jinghai lavou os pratos e os talheres, e ainda trouxe água para Bai Han lavar o rosto e os pés. Pegou uma toalha molhada com água quente e limpou o rosto e os pés de Bai Ling.

Bai Han colocou Bai Ling, que já estava com sono, na parte de dentro da cama e a cobriu com o cobertor. O casal deu um beijo no rosto de Bai Ling, e Shi Jinghai abraçou Bai Han com força, sussurrando: — Han, você trabalhou duro! Sinto sua falta!

Bai Ling fechou os olhos e respondeu baixinho: — Eu também sinto sua falta! — Um som de roupas sendo tiradas veio até ela. Bai Ling sabia que era o som de tirar a roupa. A voz da mulher era muito suave, e a respiração do homem estava acelerada. Não podia deixar aquele homem malvado se aproveitar da mãe, mesmo que ele ainda fosse o pai, que agora parecia um homem decente.

Bai Ling, sem vergonha nenhuma, abriu os olhos e, fingindo inocência, gritou bem alto: — Homem mau, não machuque minha mãe! — Naquele momento, Shi Jinghai estava sobre Bai Han, ainda não tinha começado o ato principal, e foi interrompido por Bai Ling. Todo o seu ardor não tinha para onde ir.

Bai Han, com uma força que não sabia de onde vinha, empurrou o homem que estava sobre ela, enfiou-se envergonhada debaixo do cobertor, vestiu uma roupa, e se aconchegou mais para dentro, abraçando a filha.

— Lingling, o pai não está machucando a mãe, o pai está só brincando com a mãe! — Shi Jinghai disse, descaradamente, resmungando de frustração.

Bai Ling fungou com desdém. Não está me machucando, é? Acha que eu não sei o que você está tramando? Vai ficar aí, se segurando!

— Lingling, obedece, hora de dormir! — Bai Han deu palmadinhas no corpinho da filha, cantando uma canção de ninar, com um sorriso suave no rosto. Virou-se para Shi Jinghai e disse: — Você ficou tanto tempo fora, fazendo trabalho pesado, vá dormir logo!

Embora Bai Ling estivesse com muito sono, ela manteve os olhos bem abertos. Não vou dormir, não posso deixar esse "Chen Shimei" se dar bem.

Bai Han, vendo que a filha não dormia, perguntou baixinho: — Lingling está com fome? — Bai Ling, que não estava com fome nenhuma, para castigar o pai relapso, concordou com a cabeça, contrariada, e abriu a boquinha: — Fome, mingau!

Então a filha estava com fome. Bai Han cobriu bem Bai Ling com o cobertor e ia se levantar para esquentar o mingau que tinha sobrado. Shi Jinghai, que não queria que Bai Han fosse para o frio, vestiu-se rapidamente e, com agilidade, esquentou o mingau. Em pouco tempo, trouxe uma tigela de mingau branco fumegante.

Bai Han ajudou Bai Ling a vestir o casaco acolchoado e colocou uma toalhinha em volta do pescoço dela, com medo de que o mingau sujasse a roupa.

— Lingling, levanta para tomar o mingau! — Shi Jinghai esperava que a filha, vendo o pai se esforçando tanto, não fizesse mais bagunça.

Bai Ling já estava satisfeita. Olhando para a tigela de mingau, onde é que ia caber? Mas, para não deixar a mãe perceber sua travessura, ela tomou, com muito esforço, um pouco mais da metade, e depois virou o rosto para o lado, dizendo que não queria mais. Se bebesse mais, não dormiria essa noite.

Vendo que a filha já tinha terminado, Shi Jinghai colocou a tigela no criado-mudo. Vendo o jeito apressado de Shi Jinghai, Bai Ling ainda não dormia, mantendo os olhos bem abertos, encarando Shi Jinghai.

— Lingling, o que foi? Quer fazer xixi? — Bai Han perguntou baixinho.

Ela não tinha pensado nisso, mas com o lembrete da mãe, realmente sentiu vontade de fazer xixi. Concordou com a cabeça. Shi Jinghai vestiu o casaco novamente e foi pegar a filha para fazer xixi. Bai Ling, que no fundo odiava aquele homem, mesmo que ele ainda fosse bom para a mãe Bai Han, não queria se aproximar dele. Então, quando viu a mão de Shi Jinghai se aproximando, começou a chorar. Já que não podia dar uma razão, usava o choro como protesto. Afinal, ela era um bebê agora, podia abrir a boca e chorar, ninguém podia impedir.

Shi Jinghai, vendo que Bai Ling não estava nem aí para ele, retirou a mão, sem graça. Bai Han rapidamente se sentou, vestiu o casaco e, com os olhos semicerrados, olhou para ele e disse: — Olha só você, todo atrapalhado, assustou a menina! — E pegou Bai Ling no colo, levando-a até o penico de madeira no canto para fazer xixi.

Shi Jinghai ficou perturbado com aquele olhar de Bai Han. Seu coração, que tinha se acalmado, começou a bater forte novamente, e o calor do corpo se concentrou em um ponto lá embaixo, pedindo para ser liberado.

— Han, foi mal, assustei a menina! — Shi Jinghai se desculpou, pensando: "Filha querida, vai dormir logo, deixa o papai abraçar a sua mãe."

Bai Ling resistiu ao sono, mas o corpo não aguentou, e ela acabou adormecendo. Vagamente, ouviu sons de roupas sendo tiradas ao lado, e a cama balançava estranhamente. Sabia o que estavam fazendo, mas não tinha forças para abrir os olhos e atrapalhar. Por hoje, ia deixar passar.

No dia seguinte, Bai Ling acordou nos braços de sua mãe Bai Han. Estranhamente, ouvia um barulho vindo da cozinha. Lembrou-se de que o pai relapso, Shi Jinghai, tinha voltado. Bai Ling olhou para sua mãe Bai Han, que vestia apenas uma camisola, mas ainda assim dava para ver manchas vermelhas como pétalas de ameixeira acima da clavícula. Os cantos da boca de Bai Han estavam virados para cima, como se estivesse tendo um sonho bom. A mãe, alimentada pelo amor, tinha a pele do rosto mais rosada e macia, os cílios longos e curvados, e os lábios levemente inchados, com um tom natural de rosa. Uma verdadeira beleza. "Nos últimos dias, a mãe acordava cedo para cozinhar e trabalhar. Agora que o pai relapso voltou, a mãe não precisa mais se levantar."

Ouvindo passos se aproximando, Bai Ling fechou os olhos. Sentiu uma sombra se aproximar. Shi Jinghai se inclinou e beijou o rosto de Bai Han, dizendo: — Querida, levanta para comer!

A mãe Bai Han acordou com o beijo de Shi Jinghai e disse, fingindo bronca: — A criança está aqui! Não fica beijando! — Embora Bai Han se esquivasse, foi pega por Shi Jinghai. Bai Han tinha medo de acordar a filha, então não ousou fazer movimentos bruscos, e Shi Jinghai aproveitou a vantagem.

Bai Han se levantou, lavou o rosto e os dentes, e sentou-se para comer. Alimentaria a filha quando ela acordasse.

— Han, coma mais! Cuidar da criança sozinha deve ser cansativo! — Shi Jinghai disse, com voz suave, e não parava de colocar comida no prato de Bai Han.

— Jinghai, coma também! Se você colocar toda a comida no meu prato, o que vai comer? — A voz macia e doce de Bai Han, embora parecesse uma bronca, era mais de preocupação.

— Isso é fácil, eu como você! — Shi Jinghai disse baixinho, com um sorriso malandro e sem-vergonha, como uma raposa que tinha roubado uma galinha. Embora a voz fosse baixa, Bai Ling ouviu.

Não admira que, na vida passada, ele tivesse feito duas mulheres sofrerem por ele a vida inteira. Esse jeito de falar coisas doces era muito fluente. Se ela não tivesse passado pela vida passada, se não tivesse visto os métodos tão cruéis, Bai Ling certamente pensaria que ele era um bom marido e um bom pai.

— Mamãe! — Bai Ling chamou, para não deixar que a mãe fosse enganada, e resolveu aparecer.

Bai Han largou os talheres, foi até a cama e vestiu a filha. Depois, pegou um pente e fez duas trancinhas em Bai Ling. Embora o cabelo não fosse comprido, ela prendeu todos os fios soltos.