Capítulo 1399: Capítulo 1398 647 Abrindo a Caixa

— Vovô! Muito obrigada! — disse Bai Ling, agradecida. De repente, lembrando-se de algo, ela se levantou rapidamente e disse: — Vovô, acho que me lembrei! Parece que temos um álbum de fotos antigo em casa, com fotos da minha avó quando jovem. E tinha uma foto dela com alguém muito parecido. Na época, até estranhei como a tecnologia fotográfica daquele tempo era tão boa, a ponto de mostrar duas pessoas idênticas na mesma foto.

— Tem mesmo? — O coração do velho Lin se encheu de esperança novamente.

— Espera aí, vou subir para pegar a chave! — Bai Ling subiu as escadas apressadamente. Quando desceu com a chave, o velho Lin já estava pronto, e Xiao Zhou já havia organizado o carro.

Chegando ao pátio onde Bai Ling morava com a mãe, ela pegou algumas chaves menores de um chaveiro, experimentou algumas vezes e finalmente conseguiu abrir a porta.

— Xiao Zhou, tio, pode ajudar a tirar aquelas três caixas grandes daí? Muito obrigada! — pediu Bai Ling educadamente. As caixas eram grandes, mas estavam cheias de livros, alguns álbuns e objetos antigos.

Xiao Zhou entrou sozinho e, uma a uma, colocou as caixas no meio do pátio. Bai Ling abriu as caixas e foi procurando item por item. Finalmente, na segunda caixa, encontrou cerca de cinco ou seis álbuns. Um deles, o mais velho, estava no fundo. Bai Ling o abriu e viu fotos de seus avós maternos, mas não as que se pareciam com a avó.

Bai Ling parou de tentar atalhos e começou a folhear um álbum após o outro. O velho Lin também não ficou parado e ajudou a folhear.

Xiao Zhou queria ajudar, mas não sabia o que o velho Lin estava procurando, então não conseguia contribuir. Pensou em perguntar ao antigo líder o que ele buscava, mas vendo sua expressão ansiosa, não ousou.

Depois de um tempo, Bai Ling estava tão focada em folhear os álbuns que não notou a estranheza do velho Lin ao lado. Só quando terminou um álbum e pegou outro, percebeu algo diferente nele.

— Vovô, vovô! — Bai Ling rapidamente apertou o ponto de pressão entre o nariz e o lábio superior do velho Lin. — Vovô, não se emocione! Se eu soubesse, não teria trazido você. — Que tipo de amor profundo faz com que alguém falecido há décadas ainda esteja tão vivo no coração do velho Lin?

Após a emoção inicial, o velho Lin se acalmou lentamente, acariciando suavemente as fotos no álbum. Ele já podia confirmar que a garota na foto era sua falecida esposa, Emma. Emma era um nome estrangeiro, pois ela era uma chinesa no exterior, que aprendeu medicina, participou da revolução internacional comunista e, após a Guerra de Resistência contra o Japão, veio para a China, sempre na retaguarda, lutando contra doenças com seu bisturi.

Bai Ling viu uma foto de cabelos longos com algumas ondas e um laço no topo da cabeça.

— Essa é a vovó? Tem certeza de que não é minha avó materna? — perguntou Bai Ling, cautelosa.

— É sua avó. A primeira vez que a vi, ela estava com essa roupa. Ela chegou de navio a Xangai, e eu e alguns irmãos fomos buscá-la. Quando Emma desceu do grande transatlântico, senti como se ela fosse uma fada descendo do céu. Por isso, conheço bem essa roupa e esse visual. Primeiro, isso. Segundo, você vê a marca de nascença do tamanho de uma tampa de garrafa no braço esquerdo dela? Sua avó materna não tem. Se eu ainda não pudesse confirmar que é sua avó, acho que o espírito dela no céu me amaldiçoaria. — Após a tristeza inicial, o velho Lin ficou muito calmo, e ao contar sobre Emma, sua expressão facial se suavizou.

— Vovô, leve este álbum. Ele é mais importante para você! — Bai Ling decidiu por conta própria dar o álbum ao velho Lin, pois acreditava que dar essas coisas a quem mais precisa é que mostra seu valor. O velho Lin já havia perdido sua esposa e filho, e sua única lembrança era a foto de dois centímetros na carteira.

— Obrigado, Xiao Ling! — disse o velho Lin rapidamente, pegou um lenço, limpou suavemente a poeira e se levantou.

— Vovô, então, pela linhagem familiar, você deveria ser meu tio-avô por parte de mãe, né? — Bai Ling contou nos dedos: o marido da irmã da avó materna deveria ser chamado de tio-avô.

— Não precisa complicar. Continue me chamando de vovô. A família de Emma só tem você e sua mãe. Vocês são minha família. Vou protegê-las para sempre, até fechar os olhos. É o que devo a Emma. — O velho Lin abraçou firmemente o álbum no peito e disse lentamente.

— Tá bom, vovô. Então me conte: como era a vovó? — Bai Ling estava curiosa sobre a mulher na foto e queria ouvir a história entre eles.

— Emma era uma mulher de aparência suave, mas interior forte. Desde o primeiro encontro, mantivemos uma boa relação. No começo, durante a resistência contra o ataque japonês, recebi uma ordem: segurar por dez horas até a chegada dos reforços. Gastamos toda a munição, e o inimigo avançou. Só nos restou o combate corpo a corpo. Felizmente, em nosso regimento, todos carregávamos uma espada grande na cintura. Eu gostava de técnicas de espada, então desenvolvi um método simples para enfrentar baionetas: receber de frente, desviar da baioneta e cortar. Apenas dois movimentos. Mas para dominá-los, era preciso prática, embora fosse mais fácil que treinar combate com baionetas. Cerca de trezentos homens lutaram bravamente contra os japoneses por mais de três horas, com os olhos vermelhos de sangue. Para salvar um irmão, fui atingido no abdômen e levei um tiro, perdi muito sangue e desmaiei. Quando os reforços chegaram, muitos estavam cegos pela batalha, e finalmente vencemos. Após a vitória, não me encontraram, e todos pensaram que eu havia morrido. Só Emma não desistiu. Ela me procurou entre os corpos, um por um, até me encontrar na pilha de mortos. Eu já estava perdendo muito sangue e quase morrendo, mas Emma não acreditou. Em condições extremamente difíceis, ela fez a cirurgia. Emma não parava de me encorajar. E, por sorte, ela realmente me salvou. — O velho Lin sentou-se no banco de pedra do pátio, contando aquela batalha. Bai Ling podia ver nos olhos dele a tragédia e a bravura do combate.

— Vovô, ouvi que Emma é um nome estrangeiro. Você não sabe o nome chinês dela? — Bai Ling ficou confusa. Mesmo sendo chinesa no exterior, ela ainda teria um sobrenome e nome chineses.

— Na época, ela foi enviada pela Internacional Comunista. Para proteger a família dela, que estava na Alemanha — naquela época, a Alemanha era governada pelo nazista Hitler, aliado do Japão e da Itália —, era compreensível que não dissesse. Então, nunca soube o nome chinês de Emma. Mas agora sei: Yang Qiangwei. Realmente, tão bela quanto uma rosa! — O velho Lin sorriu satisfeito. Qiangwei, que nome bonito.

— E o que a Cheng Shiyun tem de diferente da vovó? — perguntou Bai Ling.

O velho Lin balançou a cabeça e disse: — Primeiro, ela nunca passou por chuvas de balas, então não tem aquela determinação de quem não teme a morte. Segundo, embora o rosto seja parecido, a personalidade é diferente. Quando Emma estava comigo, ela me olhava, não falava muito. Terceiro, por mais que se pareça, o coração para comigo é completamente diferente. Emma arriscaria a vida para me proteger e salvar, enquanto a outra só se aproximou para conseguir algum apoio para o filho.

— Entendi! E eu quase quis juntar vocês! — Bai Ling percebeu, aliviada, que quase fez algo inútil e problemático.

— De jeito nenhum! Se fizesse isso, eu realmente perderia minha dignidade na velhice. No começo, fiquei chocado com a aparência de Cheng Shiyun e não pude evitar olhar para ela, mas na minha cabeça pensava: se Emma ainda estivesse viva, seria como ela agora? Cabelos brancos, rugas no rosto? — explicou o velho Lin. — Só isso, sem outras intenções. Se eu quisesse procurar alguém, já teria feito. Durante a revolução, não tinha tempo nem energia. Depois da fundação do país, Zhao Datou e o Irmão Qin sempre me apresentavam mulheres, mas recusei todas. Consegui suportar na juventude, quanto mais na velhice. Mesmo a melhor mulher não supera Emma no meu coração.

A tristeza e a dor no rosto do velho Lin contagiaram Bai Ling. Era assim o coração de um homem forte: um guerreiro coberto de sangue por toda a vida, após perder seu grande amor, sofria uma dor e saudade indescritíveis que o atormentavam há décadas.

Bai Ling sentou-se ao lado do velho Lin e exclamou surpresa: — Hã? — Ela ficou um tanto confusa. A pessoa na foto tinha olhos grandes, duas tranças caídas sobre o peito, franja reta na altura das sobrancelhas, um leve sorriso nos lábios mostrando alegria, e o mais encantador eram as covinhas profundas no rosto ainda infantil. Mas o mais surpreendente, que fez Bai Ling gritar, era como aquela pessoa se parecia com ela e com sua mãe, Bai Han!

— Curiosa, né? — disse o velho Lin com um sorriso amargo.

— Vovó Lin, será que ela era irmã da nossa avó materna? — Bai Ling pegou a foto das mãos do velho Lin, quase querendo cravar os olhos nela.

— Não sei. Quando vi sua mãe pela primeira vez, também suspeitei disso. Ao longo dos anos, nunca parei de procurar, mas não encontrei nada. Mas isso não importa mais. O que importa é que prometi a ela que teria apenas uma mulher na vida, e isso já basta. — O velho Lin exibiu um sorriso melancólico.

— Vovô, então você cuidou de nós porque minha mãe se parece com a vovó Lin? — perguntou Bai Ling em voz baixa.

O velho Lin acariciou a cabeça de Bai Ling e disse, sorrindo: — No começo, sim. Depois, não. Só porque vocês realmente me tratam como um ancião, e eu também quero amá-las de verdade.

— Vovô! Muito obrigada! — disse Bai Ling, agradecida. De repente, lembrando-se de algo, ela se levantou rapidamente e disse: — Vovô, acho que me lembrei! Parece que temos um álbum de fotos antigo em casa, com fotos da minha avó quando jovem. E tinha uma foto dela com alguém muito parecido. Na época, até estranhei como a tecnologia fotográfica daquele tempo era tão boa, a ponto de mostrar duas pessoas idênticas na mesma foto.

— Tem mesmo? — O coração do velho Lin se encheu de esperança novamente.

— Espera aí, vou subir para pegar a chave! — Bai Ling subiu as escadas apressadamente. Quando desceu com a chave, o velho Lin já estava pronto, e Xiao Zhou já havia organizado o carro.

Chegando ao pátio onde Bai Ling morava com a mãe, ela pegou algumas chaves menores de um chaveiro, experimentou algumas vezes e finalmente conseguiu abrir a porta.

— Xiao Zhou, tio, pode ajudar a tirar aquelas três caixas grandes daí? Muito obrigada! — pediu Bai Ling educadamente. As caixas eram grandes, mas estavam cheias de livros, alguns álbuns e objetos antigos.

Xiao Zhou entrou sozinho e, uma a uma, colocou as caixas no meio do pátio. Bai Ling abriu as caixas e foi procurando item por item. Finalmente, na segunda caixa, encontrou cerca de cinco ou seis álbuns. Um deles, o mais velho, estava no fundo. Bai Ling o abriu e viu fotos de seus avós maternos, mas não as que se pareciam com a avó.

Bai Ling parou de tentar atalhos e começou a folhear um álbum após o outro. O velho Lin também não ficou parado e ajudou a folhear.

Xiao Zhou queria ajudar, mas não sabia o que o velho Lin estava procurando, então não conseguia contribuir. Pensou em perguntar ao antigo líder o que ele buscava, mas vendo sua expressão ansiosa, não ousou.

Depois de um tempo, Bai Ling estava tão focada em folhear os álbuns que não notou a estranheza do velho Lin ao lado. Só quando terminou um álbum e pegou outro, percebeu algo diferente nele.

— Vovô, vovô! — Bai Ling rapidamente apertou o ponto de pressão entre o nariz e o lábio superior do velho Lin. — Vovô, não se emocione! Se eu soubesse, não teria trazido você. — Que tipo de amor profundo faz com que alguém falecido há décadas ainda esteja tão vivo no coração do velho Lin?

Após a emoção inicial, o velho Lin se acalmou lentamente, acariciando suavemente as fotos no álbum. Ele já podia confirmar que a garota na foto era sua falecida esposa, Emma. Emma era um nome estrangeiro, pois ela era uma chinesa no exterior, que aprendeu medicina, participou da revolução internacional comunista e, após a Guerra de Resistência contra o Japão, veio para a China, sempre na retaguarda, lutando contra doenças com seu bisturi.

Bai Ling viu uma foto de cabelos longos com algumas ondas e um laço no topo da cabeça.

— Essa é a vovó? Tem certeza de que não é minha avó materna? — perguntou Bai Ling, cautelosa.

— É sua avó. A primeira vez que a vi, ela estava com essa roupa. Ela chegou de navio a Xangai, e eu e alguns irmãos fomos buscá-la. Quando Emma desceu do grande transatlântico, senti como se ela fosse uma fada descendo do céu. Por isso, conheço bem essa roupa e esse visual. Primeiro, isso. Segundo, você vê a marca de nascença do tamanho de uma tampa de garrafa no braço esquerdo dela? Sua avó materna não tem. Se eu ainda não pudesse confirmar que é sua avó, acho que o espírito dela no céu me amaldiçoaria. — Após a tristeza inicial, o velho Lin ficou muito calmo, e ao contar sobre Emma, sua expressão facial se suavizou.

— Vovô, leve este álbum. Ele é mais importante para você! — Bai Ling decidiu por conta própria dar o álbum ao velho Lin, pois acreditava que dar essas coisas a quem mais precisa é que mostra seu valor. O velho Lin já havia perdido sua esposa e filho, e sua única lembrança era a foto de dois centímetros na carteira.

— Obrigado, Xiao Ling! — disse o velho Lin rapidamente, pegou um lenço, limpou suavemente a poeira e se levantou.