Capítulo 1286: Capítulo 1285 534 Balançando a Cabeça 4

Depois de ouvir a gravação, Craig sentou-se no sofá, sentindo-se um fracasso completo, sendo feito de bobo por uma mulher.

"Pai, não vale a pena ficar bravo por alguém como Tânia! Por causa do Kevin, não vou mexer com a Tânia, mas se ela tentar algo contra minha mãe de novo, não vou ter piedade", disse Joel calmamente.

Craig assentiu e disse: "Vou falar com ela, pedir para não fazer mais besteiras!" Craig agora também estava desconfiado do filho Kevin, que teve com Tânia, porque antes, quando estava com ela, era apenas uma troca de interesses, sempre usando métodos contraceptivos; mas depois, de repente, veio o Kevin. Embora achasse estranho, não suspeitou de mais nada, já que Tânia sempre foi dócil. Craig sentiu o corpo tremer, perturbado pelas suspeitas que surgiam em sua mente.

De qualquer forma, Craig achava que já tinha decepcionado Michelle e Joel, então precisava resolver as coisas com Tânia para não machucar mais Michelle e Joel — isso era o mais importante.

Dias depois, Craig recebeu os resultados e não conseguia acreditar que o Kevin, que ele tanto amava, não era seu filho biológico. Sentiu um arrependimento profundo por ter criado o filho de outro homem por tanto tempo.

"Tânia, você tem algo a me dizer?" Craig sentou-se calmamente no sofá, olhando para Tânia, que estava inquieta, com o coração afundando.

Tânia pensou rápido: negar até o fim era o certo. Chorando, disse: "Não sei o que te deixou bravo, querido. Se você me disser, eu mudo!" E abraçou a perna de Craig.

"Há um tempo, descobri que uma empregada estava envenenando os remédios da Michelle. Ela confessou que você mandou", disse Craig calmamente. "Ouça, foram essas palavras que você disse no quarto da Michelle. Ela está doente, por que você é tão cruel em não deixá-la em paz? Você não disse que não se importava com nada?"

Tânia abraçou a perna de Craig, ajoelhada no chão, chorando e se defendendo: "Não fui eu, juro que não fui eu! Alguém está me incriminando! Estou com você há tanto tempo, você não sabe como sou? São Michelle e Joel que estão me incriminando. Não fiz nada de mal a Michelle ou Joel! Craig, você precisa acreditar em mim!"

Antigamente, Craig teria se sensibilizado com as lágrimas de Tânia, mas agora não. Ele pegou um envelope de papel pardo e disse: "Tânia, sobre outras coisas, você pode mentir, mas isso eu mesmo investiguei. Veja se estou te acusando injustamente?"

Tânia nunca tinha visto Craig tão frio. Sentiu um arrepio, tremendo, e com muito esforço abriu o lacre do envelope, tirou algumas folhas de papel, deu uma olhada rápida e, com um grito, deixou os papéis caírem no chão.

"Quem é o pai do Kevin?" Craig, controlando a raiva com dificuldade, perguntou em tom grave.

Tânia olhou fixamente para Craig, sem saber o que responder. Ainda queria mentir, dizendo que Kevin era filho dele, mas Craig a encarou, e ela murmurou: "Não sei!"

"O quê? Você não sabe?" Craig finalmente perdeu o controle, gritando.

Tânia, assustada, não ousou dizer nada, baixou a cabeça e esperou a raiva de Craig passar, na esperança de que ele, pelos anos juntos, a perdoasse.

Vendo que Tânia não falava, Craig não quis perder mais tempo. Quem mais precisava dele agora era sua esposa Michelle, e era a ela que ele precisava compensar. Craig levantou-se e disse: "Vamos terminar agora. Kevin é inocente, cuide bem dele e siga em frente. Não vou pedir de volta os dez milhões, espero que você se comporte. Se ousar continuar fazendo maldades, não espere piedade de mim!" Pegou o casaco e saiu.

Tânia olhou para as costas decididas de Craig, chorando amargamente, odiando ainda mais Michelle e Joel. Arrependeu-se secretamente: por que foi provocar Michelle? Deixando aquela "prova" tão importante para ela.

Tânia estava nessa situação porque já se acostumara a ver Michelle como uma moribunda, agindo como se fosse a esposa de Craig. Em tudo mais, Tânia achava que podia manipular Craig, mas a questão do Kevin era algo que ele jamais perdoaria. O que fazer agora? Tânia não tinha ideia.

Craig, aprendendo a lição, mandou vigiar Tânia secretamente. Se ela tentasse algo, ele teria informações na hora para reagir.

Joel, embora não perdoasse totalmente o pai, já não estava tão hostil quanto antes. Se fosse para acabar com a vida de Tânia, Craig preferia fazer isso pessoalmente, livrando-se daquela mulher que o enganara.

Michelle, como sempre, sorria. Não importava o que acontecesse, ela via com bons olhos o arrependimento do marido. Pelo bem do filho Joel e da família, aquele era o melhor resultado. Michelle agora tinha um novo objetivo de vida: recuperar a saúde dela e do filho. Nada era mais importante. Além disso, a carreira futura de Joel precisaria da ajuda do pai, Craig.

...

Sem perceber, já se passaram duas semanas desde que chegaram aqui. Hoje, Sizde veio voando para se encontrar com Bai Han, querendo dar uma surpresa. Mas Bai Han não estava no distrito diplomático; trocou de roupa e foi visitar Pat, Craig, Michelle e Joel.

"Sr. Xi, é um prazer conhecê-lo!" Pat, Craig e Joel receberam Sizde na sala.

Sizde levantou-se e disse respeitosamente: "Também é uma honra ver o Sr. Pat, o Sr. Craig e o Sr. Joel! E, em nome do meu pai, mando saudações a todos!"

"Sr. Xi, não precisa ser tão educado. Nós é que devemos agradecer pela visita, pela excelente medicina da Sra. Xi!", disse Craig com sincera gratidão. "Faz tempo que não vejo o Sr. Xi sênior. Em breve, farei uma visita!"

"Então estarei esperando por todos!", disse Sizde, sorrindo.

"Fique para jantar hoje, junto com a Sra. Xi e a Bai Ling!", convidou Joel, vendo Bai Ling levar remédios para o quarto da mãe, e sorriu levemente.

"Muito obrigado!", respondeu Sizde, sorrindo.

"Sr. Xi, o caso de Sennoville está parado há muito tempo. Se for conveniente, podemos assinar o contrato conforme sua proposta.", disse Joel calmamente. Já estava disposto a ceder alguns lucros. Agora, com a dívida de gratidão para com a família Xi, era melhor seguir a corrente.

"Ótimo. Esta noite, mandarei minha equipe preparar tudo e assinaremos o contrato!", disse Sizde, muito feliz. Desta vez, não só veria a esposa, mas também fecharia um grande negócio.

Joel assentiu. Pat e Craig não disseram nada; estavam deixando Joel tomar as decisões para treiná-lo para o futuro, quando assumiria o comando da família.

"Joel, como está sua mãe?", perguntou Sizde, curioso.

"Já está muito melhor! Vou levá-lo até lá. A esta hora, a Sra. Xi deve estar lá em cima!", disse Joel, sorrindo. Começava a admirar aquele homem humilde. Segundo os registros, o Sr. Xi havia "se mantido casto" por dois anos inteiros para conquistar a Sra. Xi — um homem decente.

"Ótimo! Tenho aqui um colar de contas, abençoado por um mestre famoso, que traz proteção. Quero dá-lo de presente à sua mãe pessoalmente!", disse Sizde, sorrindo, e seguiu Joel escada acima.

Antes de chegar à porta, ouviram risadas vindas de dentro. Joel sorriu, imaginando o que teria deixado sua mãe tão feliz, e acelerou o passo.

"Sra. Xi, veja quem está aqui!", disse Joel, sorrindo, num raro momento de brincadeira.

Bai Han virou-se, viu Sizde, piscou os olhos e disse: "Você veio, por que não avisou? Eu iria te buscar!" Levantou-se e correu para abraçá-lo apertado.

"Queria te surpreender! E estou com muitas saudades!", disse Sizde, enterrando o rosto nos cabelos de Bai Han, respirando fundo seu perfume.

"Uhuu!" — veio de Michelle uma provocação de quem adora confusão. "Bai Han, não vai nos apresentar?"

Bai Han se soltou do abraço de Sizde, corada, e apresentou os dois.

"Bai Han é uma ótima esposa e mulher. Sr. Xi, você tem muita sorte!", disse Michelle sinceramente. Nas duas semanas de convivência, elas se tornaram amigas íntimas, e Michelle estava muito curiosa sobre o marido de Bai Han. Hoje, finalmente o conhecia.

Sizde sorriu e disse: "Sim, minha esposa é maravilhosa. Sou um homem de sorte."

Bai Han, envergonhada, deixou que Bai Ling traduzisse. Conversaram mais um pouco e desceram para jantar. Bai Ling, ao lado de Sizde, sussurrou: "Papai Xi, trouxe o que pedi?"

"Tudo. Seu pedido, como eu não levaria a sério? Mas à tarde, quero sair com sua mãe, um tempo a sós." O olhar dizia: Bai Ling, não seja o terceiro elemento, dê espaço para o papai Xi.

"Fechado!", disse Bai Ling, apertando os olhos e cerrando os dentes. Bateram palmas para selar o acordo.

No jantar, com a presença de Sizde, ficou mais animado. Bai Ling virou a tradutora particular dele.

À tarde, Bai Han examinou Michelle, que estava bem, e saiu com Sizde para passear — era a separação mais longa desde o casamento.

Bai Ling, que já prometera não atrapalhar, pegou sua bolsinha e foi pegar carro com Liu Hu de volta ao distrito diplomático.

Enquanto andava, um carro, o mais novo modelo da Mercedes, parou ao lado dela.

"Bai Ling, quer ir a uma típica fazenda alemã?", perguntou Joel, saindo do carro. Ia para o escritório, mas viu Bai Ling de cabeça baixa, com um ar solitário, e sentiu uma pontada no coração, querendo confortá-la.

"Posso? Não vou tomar muito do seu tempo?", perguntou Bai Ling, feliz com a ideia de ver a vida rural, mas sem querer atrapalhar.

"Sem problema! Acredito que você vai adorar a paisagem!", disse Joel, animado, olhando para ela com expectativa.

"Legal!", Bai Ling pulou no carro de Joel. Liu Hu seguiu atrás, e o carro de Joel ficou na frente.

A tristeza de Bai Ling se dissipou. Embora fingisse não se importar na frente do papai Xi e da mãe, só ela sabia o quanto queria ir com eles, em vez de ficar sozinha. O convite de Joel acertou em cheio no coração dela.

No caminho para o campo, a estrada de duas pistas era reta e limpa, ora cortando vastos pastos, ora florestas densas. O céu era azul e baixo, com nuvens brancas e fofas que passavam suavemente sobre o gado pastando, sobre os moradores trabalhadores nas encostas e as igrejas de estilo único. Às vezes, placas alertavam sobre animais na pista, pedindo que as pessoas os tratassem bem.

"Joel, amo isso aqui! Amo o campo!", gritava Bai Ling, debruçada na janela. "Uhuu..."

Joel sorria ao ver a alegre Bai Ling, parecendo mesmo uma cotovia. "Cuidado! Estamos quase chegando!", avisou baixinho.

Bai Ling, distraída com a paisagem, nem ouviu. Depois de mais de uma hora de viagem, pararam numa fazenda rural. Ao descer, Bai Ling admirou a beleza do campo alemão, onde construções e natureza se misturavam perfeitamente: casas limpas, céu puro, tudo formava um conjunto harmonioso, sem conflito entre o artificial e o natural.

O campo era muito silencioso, só os pássaros cantando, dando mais charme ao lugar.

Bai Ling, animada, agarrou o braço de Joel e perguntou: "Adoro essa fazenda! Quanto custa comprar uma assim?"

Joel ergueu uma sobrancelha, hesitou, balançou a cabeça e respondeu: "Essa é grande, uns milhões."

Ao ouvir "milhões", Bai Ling sentiu uma pontada no bolso. Franzindo a testa, perguntou: "Tem uma menor?" Mostrou o dedo mindinho. "Com algumas dezenas de milhares, que tipo de fazenda dá para comprar?"

Joel balançou a cabeça e respondeu: "Essas seriam muito pequenas, sem graça. Vamos descer, vou te mostrar o lugar."

Bai Ling fez uma careta, desanimada. Coisa tão boa que não podia ter, doía!

Joel passou a mão na cabeça dela e disse: "Se você gosta, eu te dou de presente."

Com o gesto carinhoso de Joel, Bai Ling, para sua surpresa, não sentiu incômodo, mas sim um conforto.

"Como posso aceitar? Não fiz nada para merecer. Já estou grata pelo convite!", recusou Bai Ling, apontando para as vacas ao longe. "Como se tira leite?"

E saiu correndo em direção às vacas que pastavam. Um homem alto, vestindo macacão, parecia um urso. Bai Ling perguntou: "Com licença, posso tirar leite?"

O homem, de uns cinquenta anos, balançou a cabeça: "Jovem senhorita, já tiramos o leite agora, não tem mais."

"Tio Mac, como vai?", Joel se aproximou, abraçou o velho grandalhão e perguntou, sorrindo.

O velho olhou para Joel com carinho e riu: "Meu pequeno Joel, como teve tempo de vir? E não vai me apresentar esta jovem?"

"Esta é a Bai Ling. A mãe dela está tratando da minha mãe. Ah, esqueci de contar: minha mãe já acordou e consegue se sentar! A mãe da Bai Ling disse que tanto a minha mãe quanto eu podemos ser curados!", disse Joel, sorrindo, aproveitando o carinho do tio Mac.

O tio Mac pegou Bai Ling no colo e exclamou: "Vocês são anjos! A tia Susan fez queijo hoje, vocês vão adorar!"