"Fique firme, fique firme! O Xiaogen é o melhor!" Bailing mandou Xiaogen ficar firme e tentou soltar suavemente a mão que o segurava.
Xiaogen sentiu que ninguém o segurava, o que lhe causou um medo instintivo. Ele olhou esperançosamente para a irmã, torceu a boca e ficou ali, como um animal abandonado, tremendo no lugar, levemente curvado, sem ousar dar um passo.
Bailing recuou continuamente, a cerca de dois passos de distância de Xiaogen, e murmurou baixinho para atraí-lo: "Xiaogen, não tenha medo, venha para o lado da irmã, vamos lá." A voz doce de Bailing o incentivava a andar para frente.
"Irmã, irmã..." Xiaogen ainda estava pensando: por que a irmã não o abraçava como de costume, ou o segurava? Embora estivesse muito perto, ele não conseguia alcançá-la. Será que, se andasse um pouco para frente, conseguiria pegar a irmã?
"Vem, Xiaogen, vem para o lado da irmã!" Bailing viu que, embora Xiaogen estivesse tenso e com medo, seu corpo não balançava, ele ficava firme. Achou que Xiaogen já conseguia andar, só que, por ser sempre mimado e carregado pelos outros, tinha poucas oportunidades de praticar.
No final, o desejo de se jogar nos braços da irmã venceu o medo interior de Xiaogen. Ele começou a dar passos pequenos e finalmente deu os primeiros passos de sua vida.
"Xiaogen é bonzinho, vem para o lado da irmã!" Cada vez que Xiaogen dava um passo à frente, Bailing recuava um passo, e ele não conseguia se aproximar dela.
"Han, olha, o Xiaogen está andando!" Xiside apontou emocionado para o pequeno Xiaogen que corria atrás de Bailing no pátio.
Baihan seguiu a direção que Xiside apontava e ficou ainda mais emocionada, dizendo em voz alta: "Câmera, câmera, vamos tirar uma foto do primeiro passo do Xiaogen."
Xiside pegou a câmera da mala, e os dois desceram correndo "tum-tum". Quando se aproximaram de Xiaogen, diminuíram os passos e tiraram muitas fotos de diferentes ângulos.
Xiaogen sentiu alguém se aproximar, virou-se e viu que eram o papai e a mamãe. Deu-lhes um grande sorriso e virou-se novamente para continuar perseguindo a irmã Bailing. Mas o movimento de virar foi um pouco brusco, e ele não conseguiu controlar bem o equilíbrio, cambaleou e caiu sentado no chão, levando um tombo. Felizmente, como estava vestindo roupas grossas de inverno, não doeu, e Xiaogen agiu como se nada tivesse acontecido. Depois de cair, ele lembrou do truque que já sabia: virar-se e engatinhar para frente. Em um ou dois segundos, agarrou a barra da calça da irmã Bailing, levantou a cabeça, babando e sorrindo, chamou: "Irmã, irmã, peguei!"
A aparência adorável de Xiaogen chamou a atenção de Xiside, que capturou seus gestos fofos e sorrisos doces.
"Xiaogen, vem para o lado da mamãe!" Baihan se agachou não muito longe de Bailing, estendendo a mão, esperando que Xiaogen fosse até ela.
Desta vez, Xiaogen viu a mamãe sorrindo lindamente e, como a irmã Bailing não o abraçava, ele se virou para Baihan, cambaleando, ainda instável, chamando: "Mamãe, mamãe..." Esses dois "mamãe" fizeram Baihan esquecer de recuar, e Xiaogen se jogou nos braços dela, com um sorriso de vitória no rosto. O pequeno, babando, deu um beijo carinhoso no rosto de Baihan.
Baihan abraçou Xiaogen, emocionada, com lágrimas jorrando como uma fonte. Xiaogen ficou confuso: por que ela chorava e ria ao mesmo tempo?
"Vem, vem, chama papai, chama papai!" Xiside, vendo que Xiaogen já tinha chamado "mamãe", sentiu imediatamente que sua posição estava ameaçada, rebaixada. Ainda não sabia chamar "papai", e ficou impaciente ao lado, coçando a cabeça e as orelhas, ansioso.
Xiaogen, deitado no ombro da mamãe, sorriu sem dar muita importância, mas não chamou. Xiside ficou muito chateado: o filho não gostava dele. Isso deixou Xiside com o coração amargo. Para que ele trabalhava tanto para ganhar dinheiro? Sentia ciúmes de Baihan e Bailing.
"Xiaogen, escuta: papai, papai, papai!" Bailing, de frente para o rosto de Xiaogen, tirou um pirulito do bolso e o incentivou a imitá-la, chamando "papai!"
O coração de Xiaogen já estava todo voltado para a embalagem bonita do pirulito. Ele estendeu as mãos para pegar o doce da irmã Bailing, sem nenhuma vontade de chamar "papai".
"Xiaoling, deixa pra lá. Eu cuidei desse pestinha à toa!" Xiside disse desolado, com um olhar triste que fazia os outros sentirem pena.
"Papai" Bailing não desistiu e continuou incentivando. Ela sabia que a melhor arma para lidar com Xiaogen era a comida. Se tivesse comida na mão, Xiaogen acabaria cedendo.
Se não desse a ele, ele ficaria pedindo sem parar. Bailing tinha mais paciência do que ele: se você não chamasse, não ganhava o doce. Xiaogen ficou impaciente, torceu a boca e começou a chorar.
"Não pode chorar!" Bailing arregalou os olhos. "Papai, papai..."
Xiaogen segurou as lágrimas que já estavam nos olhos. Olhava para o pirulito, para a irmã, para a mamãe, para o papai, abriu a boca e disse: "Pa... pai." (Continua, com votos de recomendação e mensalidades, obrigado pelo apoio! Amanhã, na página inicial, recomendação dupla! Recomendo o livro da amiga Qixingcao, "Uma Mulher Comum": a órfã Tie Muqing renasce no corpo de uma menina de dez anos para salvar uma mulher que pulou de um prédio. Tie Muqing, ex-policial de operações especiais, aceita a vida no novo mundo por ter um pai ferreiro. Tem um vizinho que é um amor de infância, mas quando ele passa no exame imperial, é também o momento em que ela é abandonada. Compartilham a pobreza, mas não a riqueza. Tie Muqing vai embora decidida. O mundo é vasto, em qualquer lugar se pode viver! Com duas facas grandes, um arco macio, um turbante na cabeça, enfrenta os fortes e protege os fracos, sem temer a autoridade. Uma mulher comum também pode defender o país! Veja Tie Muqing não só vencer no campo de batalha, mas também na vida social, fazendo sucesso!)
Xiside, ao ouvir o filho chamar "papai", arrancou Xiaogen dos braços de Baihan e o beijou no rosto várias vezes. Mas, embora tivesse feito a barba pela manhã, ao beijar o rosto de Xiaogen com força, acabou machucando-o.
"Uau!" Xiaogen chorou, machucado pelos beijos, e se escondeu no colo da mamãe, ressentido.
Vendo o rosto vermelho de Xiaogen, Baihan reclamou: "Eu conheço bem a sua barba, machuca muito!"
Xiside ria bobo ao lado, o filho tinha chamado papai, e ele disse sem pensar: "Eu só queria beijar vocês, não foi de propósito."
Bailing revirou os olhos ao lado, fingindo não ter ouvido, mas sua expressão estranha mostrava claramente que ela tinha ouvido tudo. O papai e a mamãe estavam expondo a vida íntima do casal. Baihan beliscou Xiside escondido, culpando-o por fazê-la dizer coisas inadequadas na frente da filha.
"Vamos, vamos comer pirulito!" Xiside pegou o pirulito das mãos de Bailing, deixando o pequeno Xiaogen babando de ansiedade.
Xiaogen, vendo Xiside colocar o pirulito em sua boca, parou de chorar. Enquanto soluçava, chupava o pirulito. Sua boca era tão pequena que muita baba escorria. O pequeno chorão era muito cativante.
Naquele dia, porque Xiaogen aprendeu a chamar os familiares e a andar, trouxe muita alegria para a família.
Mas, à noite, aconteceu algo ruim.
Todos os meses, Bailing mandava alguém levar coisas para o Templo Yide, no Monte Yide, para o pequeno monge Dedong. No final do décimo segundo mês lunar, não era diferente, e como era perto do Ano Novo, os presentes eram ainda mais generosos. Mas, desta vez, depois de entregar as coisas, não encontraram Dedong. O velho monge do templo foi decapitado, morto no pátio, e os outros monges, o mais velho Dexia e o pequeno Dedong, haviam desaparecido.
Desta vez, eles também queriam pegar de volta a grande espada que estava guardada diante do Buda, mas o guarda-costas procurou em todos os cômodos e não a encontrou, voltando correndo para relatar.
"Vovô, o que você acha que aconteceu? Será que foi um inimigo do velho monge?" Bailing especulou, sem entender por que o velho monge havia sido decapitado, com o corpo separado da cabeça.
"Eu só vi o velho monge duas vezes, não sei se ele tinha inimigos. Felizmente, já denunciamos, e a polícia local já foi até lá, espero que descubram logo o que aconteceu." Disse o Velho Lin. "A grande espada também desapareceu, não sei se o espírito vingativo dentro dela já se foi. E agora, em que mãos ela caiu?"
"Vovô, não se preocupe. A polícia local já está investigando, acredito que logo teremos notícias." Bailing o consolou, mas por dentro estava com muito medo, porque o demônio interior já havia tentado controlá-la. A força de vontade de Bailing sempre foi forte, e mesmo assim foi influenciada, quanto mais aqueles com vontade fraca, que poderiam facilmente ser controlados pelo espírito da espada, talvez cometendo atrocidades.
"É, agora só podemos esperar." Suspirou o Velho Lin. Se aquela espada realmente causasse mal à região, seria culpa dele. Naquela época, a espada matou inúmeras pessoas, todas grandes vilões.
"Não disseram que só encontraram o corpo do velho monge? Os corpos de Dexia e Dedong ainda não foram encontrados. Acredito que, se encontrarmos os dois, saberemos a verdade." Disse Bailing seriamente. Que confusão! A espada estava guardada há um ano, e no final ainda acontecia isso. Bailing pensou nos olhos do velho monge, que pareciam ver através das pessoas, como se ele soubesse que Bailing era uma alma vinda para cá. Isso lhe dava uma sensação de afinidade, mas também de ser compreendida.
Bailing, aproveitando um momento em que ninguém estava olhando, entrou no espaço e usou a bola de cristal para ver o que realmente havia acontecido. Mas, por mais que tentasse com toda a sua força de vontade, não conseguia ver claramente, como se houvesse uma névoa sobre a imagem. Bailing não entendia o que estava acontecendo, a bola de cristal havia perdido a função. Não conseguia ver a situação no templo. Então, pensou em ver a situação de Dexia, mas também não via nada. Desta vez, não era uma névoa cinzenta, mas uma névoa vermelha que deixava tonto.
O coração de Bailing afundou. Ficou desconfiada e assustada com aquele Dexia, que era surdo e mudo. Por que havia algo tão estranho e assustador ao redor dele?
Já que não conseguia ver Dexia, só podia esperar por Dedong, esperando ver aquele pequeno monge adorável e ingênuo. A imagem na bola de cristal mudou. Ah, Dedong não parecia mais um monge, mas um pequeno mendigo, com roupas rasgadas e sujas, andando sem rumo pelas ruas. Ele tirou duas moedas de um real do bolso, foi até uma cabine telefônica, pegou o papelzinho que Bailing havia lhe dado e o entregou ao dono da loja, pedindo que fizesse uma ligação para ele.
Dois reais só davam para dois minutos de ligação. Bailing não conseguiu atender o telefone, então saiu rapidamente do espaço. Nesse momento, o telefone tocou. Bailing correu para baixo e atendeu.
"Sou o monge Dedong, do Templo Yide, no Monte Yide. Quero falar com Bailing." A voz de Dedong veio cautelosa, como a de um animalzinho solitário e desamparado.
Ao ouvir a voz de Dedong, o coração de Bailing se acalmou em grande parte. Ela disse: "Sou Bailing. Dedong, passe o telefone para o dono da loja. Vou perguntar o número e ligar de volta."
Embora Dedong não entendesse por que Bailing queria isso, ele obedeceu.
"Senhor, qual é o número daí? Vou ligar para o meu irmão." Bailing perguntou, esperando que o dono da loja não fosse mau. Se tivesse más intenções, Bailing o faria se arrepender pelo resto da vida. Na bola de cristal, ela via o nome e o local da loja, era fácil de encontrar.
"Claro, o número aqui é..." A voz simples do dono veio. "Ligue logo."
Bailing desligou e rapidamente retornou a ligação. Disse: "Senhor, muito obrigada. Por favor, deixe meu irmão falar."
"Dedong, o que aconteceu? Mandei alguém levar coisas para vocês, mas vi que você e Dexia não estavam, e seu mestre estava sem cabeça. Já denunciamos, mas ainda não há notícias." Bailing perguntou apressadamente.
"Aconteceu o seguinte: eu e meu irmão mais velho estávamos limpando o altar e passando pano na grande espada do seu avô. Meu irmão se cortou sem querer. Depois disso, ele mudou completamente de personalidade. Não só começou a ouvir coisas, como também passou a falar. Mas a voz dele parecia vir do inferno, os olhos vermelhos, o rosto assustador. Ele pegou a espada e quis me matar. Tive que fugir para me esconder. O mestre morreu tentando me salvar. Eu só consegui me esconder no mato para escapar da espada dele." Dedong já não estava tão assustado como antes, porque sabia que Bailing viria salvá-lo.
"O quê? Seu irmão não era surdo e mudo? Como podia ouvir e falar? Isso é absurdo!" Bailing não acreditou. Mas, pensando bem, o espírito vingativo dentro da espada já havia conseguido despertar o demônio interior de Bailing. Se pudesse controlar uma pessoa, não seria impossível. O ponto crucial no relato de Dedong era que Dexia mudou depois de se cortar com a espada. Será que o espírito controlava os nervos de Dexia através do sangue? O sangue era vermelho, e a névoa vermelha e sinistra na bola de cristal seria a mesma coisa?
"Eu também não sei o que está acontecendo. Irmã Bailing, quando você vem me buscar? Meu mestre ainda está no monte, e eu queria ir até lá ver, mas estou com medo de ir sozinho." Dedong quase chorou. Antes, só tinha o mestre e o irmão no mundo, mas agora o irmão matou o mestre, e ele ficou sozinho. Para onde ir, ele não sabia, só podia confiar na bondosa Bailing.
Bailing pensou por um momento e disse: "Dedong, tem uma delegacia perto daí?"
"O que é uma delegacia?" Dedong coçou a cabeça, onde já tinha crescido muito cabelo, e perguntou envergonhado.
"Então faça o seguinte: passe o telefone para o dono da loja agora. Vou perguntar diretamente a ele. Depois, pergunte ao dono como chegar à delegacia. Vá direto para lá. Vou pedir ao vovô para ligar para a delegacia de lá, e depois iremos buscá-lo imediatamente." Bailing só podia organizar assim.
Dedong obedientemente passou o telefone para o dono da loja e disse: "Senhor, minha irmã quer perguntar uma coisa."
O dono da loja, prestativo, atendeu o telefone e disse: "Moça, o que você quer saber?"