Capítulo 1182: Capítulo 1181: 431 Instigação 31

Joel acenou com a cabeça em aprovação, encostou-se na borda e olhou para Bai Ling, que parecia um pouco atordoada.

Bai Ling piscou os olhos. Embora não fosse pequena, ser tratada como uma garotinha era um pouco estranho. Mas, já que planejava ficar ali à noite, só lhe restava usar aquilo.

— Obrigada! — Bai Ling agradeceu com um sorriso falso. Se ao menos houvesse roupas de outras cores.

Joel deu de ombros e disse: — Fico feliz que você goste!

— Da próxima vez, não pode ser tudo rosa? — Bai Ling não sabia por que disse aquilo, mas logo se deu conta e tapou o rosto, saindo rapidamente.

Joel ficou um pouco sem graça e comentou: — Garotas não gostam dessa cor?

Bai Ling virou-se depressa e perguntou: — Você costuma preparar roupas para garotas?

Joel deu de ombros e sorriu: — Não. É que vejo algumas primas do meu clã assim, todas rosadas, como bonecas Barbie!

Na mente de Bai Ling, surgiram várias bonecas Barbie em vitrines. Um bando de corvos passou voando sobre sua cabeça, e ela se sentiu sem palavras. Virou-se para olhar outros lugares. Sobre a mesa, havia um buquê de lírios frescos e vibrantes, com um vaso ao lado. Bai Ling colocou as flores no vaso, aproximou-se e respirou fundo. Que perfume!

— Pequeno Joel, Pequena Bai Ling, venham comer! — A tia Susan gritou lá de baixo, com uma voz clara e penetrante, tão forte que Bai Ling ouviu perfeitamente do quarto no andar de cima.

— Joel, vamos descer! — Bai Ling queria sair daquele espaço um tanto ambíguo o mais rápido possível e respirar um ar fresco. Ela desceu correndo pelas grossas tábuas da escada, fazendo "tum-tum".

Joel olhou para as costas um pouco envergonhadas de Bai Ling e não pôde deixar de sorrir, descendo devagar atrás dela.

Seguindo o aroma intenso, Bai Ling viu um leitão assado na mesa e sentiu a boca se encher de água. O cheiro forte a envolvia, com bacon no ponto e grandes pãezinhos. À tarde, Bai Ling tinha se exercitado bastante, e ao ver aquele leitão assado, sua barriga já roncava de fome.

— Tia Susan, posso comer aquilo? O cheiro é tão bom! — Bai Ling, como uma gatinha gulosa, lambeu os lábios e estalou a boca.

Quando a língua rosada de Bai Ling deslizou pelos lábios, Joel sentiu o sangue subir à cabeça na hora. Ele virou o rosto para o lado, com medo de perder a compostura de novo, e endureceu a expressão, usando um ar sério e frio para esconder o amor que transbordava.

— Claro que pode. Foi preparado especialmente para você e o Joel. Deixe-me escolher um pedaço bem gostoso. — A tia Susan pegou a faca e selecionou com cuidado um pedaço de carne assada bem suculenta, entregando-o a Bai Ling.

Bai Ling não esqueceu que aquela era a fazenda rural de Joel. Ela passou o pratinho que a tia Susan lhe dera para Joel e disse: — Coma primeiro!

Desde que desceu as escadas, o sorriso de Joel não havia desaparecido. Com os olhos cheios de alegria, ele pegou o pratinho que Bai Ling lhe estendia, levantou o garfinho, provou um pedaço e disse: — Muito gostoso!

Só então Bai Ling pegou o segundo pratinho da tia Susan. Com o garfo, levantou um pequeno pedaço e o colocou na boca. Macio, perfumado. Bai Ling fechou os olhos, satisfeita, saboreando a sensação do sabor preenchendo sua boca.

Vendo Bai Ling tão satisfeita, Joel também sentiu que a carne assada no prato era uma iguaria divina.

— Tia Susan, este é o melhor leitão assado que já comi! — Bai Ling elogiou sinceramente.

— Ha ha! — O tio Mike entrou vindo de fora, segurando uma garrafa de vinho tinto. — Este é um vinho que fiz há dez anos. Prove, veja o que acha?

— Velhote, a Pequena Bai Ling é nova demais para beber! — A tia Susan riu, repreendendo-o. Aquele velho estava cada vez mais sem limites.

Bai Ling largou o prato e disse: — Na verdade, um pouquinho não faz mal! — Ela fungou, sentindo o aroma do vinho no ar, e engoliu saliva.

O tio Mike rapidamente serviu meia taça de vinho para Bai Ling e Joel, dizendo: — Provem, garanto que não vão esquecer!

Bai Ling pegou a taça brilhante, balançou-a, levou-a aos lábios e deu um gole. Saboreou e elogiou com um sorriso: — Tio Mike, você é demais! Este é o melhor vinho que já bebi!

O tio Mike riu orgulhosamente. Durante toda a refeição, Bai Ling, o tio Mike e a tia Susan conversaram animadamente. Joel não disse nada, apenas ficou sentado em silêncio, de vez em quando dando um gole de vinho tinto, sorrindo enquanto observava Bai Ling gesticular enquanto falava.

Depois do jantar, a tia Susan serviu uma tábua de frutas, todas cultivadas na fazenda.

Bai Ling pegou uma maçã grande, deu uma mordida e disse: — Tia Susan, quando eu voltar amanhã, posso levar algumas frutas? Estas frutas são muito boas, eu gosto muito!

— Claro que pode, desde que você goste! — A tia Susan respondeu com um sorriso aberto e alegre.

— Obrigada, tia Susan é a melhor! — Bai Ling abraçou a mulher loira e gorducha, fazendo manha. — Onde fica o telefone? Preciso ligar para a minha mãe, senão ela vai se preocupar.

— Vou te levar para ligar! — A voz de Joel soou ao lado, e ele pegou a mão de Bai Ling, levando-a para a sala de estar não muito longe.

Vendo o telefone, Bai Ling correu, pegou o fone e discou o número impacientemente. Depois de apenas dois toques, atenderam do outro lado: — É a Xiao Ling?

— Sim, mãe. Estou na fazenda rural com o Joel. Aqui está chovendo, então planejamos não voltar hoje. Voltaremos amanhã de manhã. — Bai Ling falou animadamente, quase gesticulando. — Mãe, esta fazenda rural é tão boa! Eu adorei! Hoje até montei a cavalo! A sensação de montar é incrível, como se pudesse alcançar o vento. Me diverti muito hoje. Não se preocupe, vou cuidar de mim.

— Tem lugar para ficar? — Perguntou Bai Han, preocupada. Depois de sair com Sider, voltou para a casa no distrito diplomático e, vendo que Bai Ling ainda não tinha voltado, ficou muito ansiosa. Só depois que Sider foi até o Catar é que soube que ela tinha ido para a fazenda rural com Joel.

Pensar que a filha, uma menina, tinha saído com um rapaz mais velho, deixava qualquer mãe preocupada. Até Sider se sentiu desconfortável, como se tivessem roubado seu tesouro.

— Tem, sim. O Joel me levou para ver o quarto. É como um quarto de princesa, muito bonito! — Respondeu Bai Ling, sem imaginar que, do outro lado da linha, a mãe e o pai Sider estavam preocupados com ela sendo "sequestrada".

— Você pode passar o Joel para mim? — Bai Han ainda não estava tranquila e queria dar algumas instruções a Joel. Embora confiasse que Joel era um cavalheiro, Bai Han precisava ouvir a garantia dele pessoalmente, senão não ficaria sossegada.

Bai Ling olhou para Joel ao lado e disse: — Joel, a mãe quer falar com você. — E entregou o telefone a Joel.

Joel tinha visto Bai Ling falando com a senhora Xi, mas não era alemão, devia ser chinês. Joel não entendeu e sentiu um pouco de frustração, só podia adivinhar pela expressão de Bai Ling que ela estava feliz e contente.

— Olá, senhora Xi! — A voz suave de Joel chegou aos ouvidos de Bai Han através do fio.

Bai Han respirou fundo e disse: — Joel, a Xiao Ling ainda é nova. Por favor, cuide bem dela, não a deixe se machucar.

Joel já tinha adivinhado o significado profundo daquelas palavras e garantiu: — Senhora Xi, pode ficar tranquila! Vou cuidar bem dela! Amanhã, devolvo-a a você sem um arranhão!

— Obrigada! — Agradeceu Bai Han. — Passe o telefone de volta para a Xiao Ling.

Bai Ling pegou o telefone de novo e disse: — Mãe, eu sei. Ainda sou nova, não vou fazer nada de errado, está bem? — Bai Ling sabia que a mãe estava sendo tão prolixa porque estava preocupada com ela e Joel "fazendo coisas erradas".

— Isso é mais ou menos. Menina tem que se proteger bem! — Reforçou Bai Han. — Ah, e o seu pai Sider está esperando há um tempão aqui. Quer falar com ele?

Bai Ling sorriu com compreensão e respondeu: — Claro que sim! Quero falar com o pai Sider!

— Xiao Ling, não fique brava com o seu pai Sider, ok? Eu e sua mãe estamos na fase de lua de mel depois da separação, então acabei te deixando de lado um pouco. Não fique chateada, ok? O pai Sider vai compensar depois! — Garantiu Sider, que já tinha sido reclamado pela esposa Bai Han por um bom tempo. Se não mostrasse algum gesto, não só a lua de mel estaria ameaçada, como ele provavelmente nem entraria no quarto.

Bai Ling riu gostosamente: — Pai Sider, ainda não pensei em nada que quero. Vou anotar! Já está tarde, vou para o quarto descansar. Você viajou de avião hoje e ainda acompanhou a mãe, deve estar muito cansado. Descanse bem! Beijinhos!

Sider ficou profundamente comovido com aqueles dois "beijinhos" de Bai Ling, quase chorando de emoção. Não tinha criado aquela filha à toa.

Depois de desligar, Bai Ling voltou para o quarto, preparando-se para se lavar e descansar. Não tinha tirado soneca ao meio-dia e tinha se divertido muito à tarde, então estava com muito sono.

Abriu o guarda-roupa e encontrou um roupão de algodão rosa e uma calcinha rosa. Foi ao banheiro, tomou um banho, secou o cabelo até ficar quase seco, deitou-se na cama, fechou os olhos e sentiu o colchão macio debaixo de si. Que conforto!

— Pequena Bai Ling, abre a porta. Trouxe um pouco de água, caso você fique com sede durante a noite! — A tia Susan bateu na porta, sorrindo, com uma garrafa térmica na mão.

Bai Ling pulou da cama rapidamente, abriu a porta e disse: — Obrigada, tia Susan! O leitão assado que a senhora fez estava delicioso! Agora estou com um pouco de sede mesmo!

A tia Susan deu um beijo na testa de Bai Ling e disse: — Se gosta, venha sempre. Vou fazer muitas comidas gostosas para você! Já está tarde, descanse bem. Tenha bons sonhos!

Depois de fechar a porta, Bai Ling trancou-a e deitou-se na cama tranquilamente, adormecendo profundamente.

No meio da noite, ouviu-se um leve som de porta se abrindo. Joel entrou por outra porta ao lado do banheiro. Acontece que o quarto onde Bai Ling estava dormindo era conectado ao quarto de Joel. Depois do jantar, Joel voltou ao quarto, se lavou, mas não conseguiu dormir. Ficou pensando em cada minuto que passou com Bai Ling naquele dia. Cada sorriso e cada franzir de cenho de Bai Ling estavam gravados na mente de Joel. Depois de lutar consigo mesmo por metade da noite, finalmente encontrou uma desculpa: só dar uma olhada, ver o rosto adormecido da Pequena Bai Ling e voltar. Só uma olhada. Depois de uma luta intensa, a ação de Joel venceu a razão, e ele empurrou a porta que dava para o quarto de Bai Ling. Originalmente, aqueles dois quartos eram preparados para casais. A razão de haver dois quartos era uma tradição antiga, para que ambos os cônjuges pudessem descansar bem.

Joel chegou perto da cama de Bai Ling e olhou para o rosto dela enquanto dormia. Uma das pernas de Bai Ling estava esticada para fora do cobertor, travessa, apoiada sobre ele. Por causa da posição estranha, o pescoço de Bai Ling estava um pouco torto, e ela roncava baixinho.

Joel puxou o cobertor para cobrir a perna de Bai Ling, com medo de que ela pegasse frio. Depois, segurou a cabeça de Bai Ling com as duas mãos, tentando endireitá-la para que ela dormisse mais confortavelmente e não roncasse. No entanto, Joel sentiu algo úmido e escorregadio. Acontece que, dormindo de lado e roncando baixinho, Bai Ling tinha babado bastante! Joel balançou a cabeça e sorriu silenciosamente.

Talvez sentindo algo estranho ao lado, Bai Ling virou o corpo e continuou a dormir. Joel deu um beijo na testa de Bai Ling, apertou de leve seu rostinho e se virou para sair.

Bai Ling teve uma noite de sonhos maravilhosos. Ora montava a cavalo, ora estava num jardim, ora comia leitão assado. No sonho, Bai Ling abraçava uma cabeça de porco e a devorava com gosto, mas a cabeça de porco ganhava vida e, em vez disso, mordia o rosto de Bai Ling. Então, Bai Ling acelerava a devoração da cabeça de porco até conseguir acabar com ela. Lambia os lábios, satisfeita, e voltava a dormir.

Na manhã seguinte, Bai Ling foi acordada pelo canto dos pássaros lá fora. A luz do sol entrava pela janela, espalhando muitos pontos de luz no chão. Como tinha chovido no dia anterior, o ar estava muito fresco, como se a chuva tivesse lavado a poeira.

Bai Ling espreguiçou-se, lavou-se rapidamente e, vendo que ainda era cedo, deu uma volta pela fazenda e começou a praticar a técnica da espada. Como não tinha uma espada, usou um pedaço de madeira para simular os movimentos. Joel, vindo de outra direção, viu Bai Ling se exercitando e parou para observar.

Cerca de quinze minutos depois, Bai Ling fez o movimento de encerramento e disse: — Bom dia, Joel!

— Bom dia! Dormiu bem? — Perguntou Joel baixinho, pegando uma toalha para enxugar o suor.

Bai Ling riu alegremente: — Tive uma noite de sonhos maravilhosos! Teve uma cena muito engraçada: sonhei que estava comendo uma cabeça de porco, mas ela me mordeu de volta!

Joel olhou para Bai Ling, graciosa e adorável, e ao ouvir sobre comer cabeça de porco e ser mordido por ela, não sabia se ria ou chorava. Será que ontem à noite ele tinha sido confundido com uma cabeça de porco? Depois, sorriu de novo. Não é à toa que ela babou ontem, devia estar sonhando com comida gostosa.

Joel contraiu os cantos da boca. Vendo Bai Ling tão feliz, ser confundido com uma cabeça de porco não era tão ruim.

— Gatinha gulosa! — Disse Joel, rindo.

— Você é que é gatinho guloso! Foi a tia Susan que fez o leitão assado delicioso demais! — Retrucou Bai Ling. — Queria poder ficar mais uns dias aqui, mas não dá. Vamos voltar depois do café da manhã?

— Sim, vai logo se lavar e trocar de roupa. Não está cedo. — Apressou Joel.

Depois do café da manhã, o tio Mike e a tia Susan acompanharam Joel e Bai Ling até a porta, muito relutantes em se despedir.

Ao encontrar Michelle, ela perguntou sorrindo: — Pequena Bai Ling, como foi na fazenda rural?

— Muito divertido! Em todo lugar, pássaros cantam e flores exalam perfume. Até o cheiro da terra é muito bom. O melhor foi que o Joel me levou para montar a cavalo e me ensinou a ordenhar a vaca! Foi muito divertido, adorei lá! — Disse Bai Ling, animada. Mas, enquanto falava, sem querer, voltou a mencionar o sonho de comer cabeça de porco e ser mordido por ela.

Joel apenas ficou de lado, sorrindo enquanto ouvia Bai Ling descrever tudo com gestos animados.

Bai Han sentiu que a filha estava especialmente feliz naquele dia, gostando da vida e do ambiente de lá. Mas Joel era filho de Michelle, e ela o via crescer. Pelo sorriso suave de Joel, Michelle pareceu sentir algo. Quando Bai Han terminou a acupuntura em Michelle e foi preparar o remédio, o quarto ficou só com Michelle e Joel.