Capítulo 1180: Capítulo 1179: 429 Instigação 29

Craig assentiu com a cabeça e disse: "Vou falar com ela, para que não cometa mais erros!" Craig agora também suspeitava de Kevin, o filho que teve com Tânia, porque antes, quando estava com Tânia, era apenas ******, cada um obtendo o que queria, e sempre tomavam medidas anticoncepcionais; mas depois, de alguma forma, Kevin veio ao mundo. Embora achasse estranho, não suspeitou de mais nada, afinal Tânia sempre foi dócil. O corpo de Craig tremia um pouco, perturbado pelas suposições em sua mente.

De qualquer forma, Craig achava que já havia decepcionado Michelle e Joel, então precisava resolver as coisas com Tânia para não machucar ainda mais Michelle e Joel. Isso era o mais importante.

Dias depois, Craig recebeu os resultados e não conseguia acreditar que Kevin, a quem ele tanto amava, não era seu filho biológico. Sentiu um imenso arrependimento por ter criado o filho de outro homem por tanto tempo.

"Tânia, você tem algo a me dizer?" Craig sentou-se calmamente no sofá, olhando para Tânia, que estava inquieta, com o coração afundando.

Tânia pensou rapidamente. Negar até o fim era o caminho certo. Chorando, disse: "Não sei o que te deixou com raiva, querido. Se você disser, eu mudo!" Então, abraçou a perna de Craig.

"Há um tempo, descobri que uma empregada estava envenenando os remédios de Michelle. A empregada confessou que você a mandou!" Craig disse calmamente. "Escuta, foi você mesma que disse essas coisas no quarto de Michelle. Ela está doente, por que você é tão cruel a ponto de não deixá-la em paz? Você não disse que não se importava com nada?"

Tânia, ajoelhada no chão, abraçando a perna de Craig, chorou em sua defesa: "Não fui eu, juro que não fui eu! Alguém está me incriminando! Estou com você há tanto tempo, você não sabe como sou? São Michelle e Joel que estão me incriminando. Não fiz nada de ruim contra Michelle ou Joel! Craig, você precisa acreditar em mim!"

No passado, Craig teria se sensibilizado com as lágrimas de Tânia, mas agora não mais. Ele pegou um envelope de papel pardo e disse: "Tânia, sobre outras coisas, você pode mentir, mas isso eu mesmo investiguei. Veja se estou te acusando injustamente?"

Tânia nunca tinha visto Craig tão frio. Sentiu um arrepio, tremendo, e com muito esforço conseguiu abrir o cordão do envelope, tirando algumas folhas de papel. Depois de uma olhada rápida, soltou um "ah" e deixou todos os papéis caírem no chão.

"Quem é o pai de Kevin?" Craig, esforçando-se para conter a raiva, perguntou em tom grave.

Tânia olhou fixamente para Craig, sem saber o que responder. Ainda queria mentir, dizendo que Kevin era filho de Craig, mas, ao ser encarada por ele, murmurou: "Não sei!"

"O quê? Você não sabe?" Craig finalmente perdeu o controle e gritou.

Tânia ficou com tanto medo que não disse uma palavra, apenas abaixou a cabeça, esperando que a raiva de Craig passasse e que ele a perdoasse, considerando os anos que passaram juntos.

Vendo que Tânia não falava, Craig não quis perder mais tempo. Quem mais precisava de sua companhia era sua esposa, Michelle, e quem ele mais precisava compensar era ela. Craig levantou-se e disse: "Vamos nos separar agora. Kevin é inocente, cuide bem dele e siga sua vida. Os dez milhões, não vou pedir de volta. Cuide-se. Se continuar fazendo maldades, não espere que eu seja gentil!" Então, pegou o casaco e saiu.

Tânia olhou para as costas decididas de Craig, chorando amargamente, sentindo ainda mais ódio de Michelle e Joel. Tânia se arrependeu em segredo: por que foi provocar Michelle? Deixando para ela uma "prova" tão importante.

Tânia estava nessa situação porque já se acostumara a ver Michelle como uma pessoa à beira da morte, agindo inconscientemente como a esposa de Craig. Em tudo o mais, Tânia tinha certeza de que poderia fazer Craig ceder, mas, quanto a Kevin, jamais conseguiria o perdão dele. O que fazer agora? Tânia não tinha a menor ideia.

Craig, aprendendo a lição, mandou vigiar Tânia secretamente. Se ela fizesse algo errado, ele agiria.

Joel, embora não perdoasse totalmente o pai, já não estava tão hostil e cheio de ódio como antes. Se fosse necessário acabar com a vida de Tânia, Craig estaria disposto a matar pessoalmente aquela mulher que o enganara.

Michelle, como sempre, sorria. Não importava o que acontecesse, ela via com bons olhos o arrependimento do marido. Pelo bem do filho Joel e da família, aquele era o melhor resultado. Michelle agora tinha um novo objetivo de vida: recuperar a saúde dela e do filho. Nada era mais importante do que isso. Joel, no futuro, ainda precisaria da ajuda do pai, Craig, para sua carreira.

......

Sem perceber, já se passaram duas semanas desde que chegaram aqui. Hoje, Sider voou para se encontrar com Bai Han, querendo dar uma surpresa a ela. Mas Bai Han não estava no distrito da embaixada. Trocou de roupa e foi visitar Pat, Craig, Michelle e Joel.

"Sr. Xi, é um prazer conhecê-lo!" Pat, Craig e Joel receberam Sider na sala.

Sider levantou-se e disse respeitosamente: "Também é uma honra ver o Sr. Pat, o Sr. Craig e o Sr. Joel! E, em nome de meu pai, envio saudações a todos!"

"Sr. Xi, não precisa ser tão educado. Deveríamos ir até vocês para agradecer pela excelente medicina da Sra. Xi!" Craig disse com sincera gratidão. "Faz tempo que não vejo o Sr. Xi. Em breve, farei uma visita!"

"Então, aguardo a visita de todos!" Sider disse, sorrindo.

"Fique para jantar hoje. A Sra. Xi e a Pequena Bailing também estão aqui!" Joel convidou, vendo Bailing levar remédios para o quarto da mãe, e sorriu levemente.

"Muito obrigado!" Sider respondeu, sorrindo.

"Sr. Xi, sobre o caso de Sennoville, já está parado há muito tempo. Se for conveniente, podemos assinar o contrato conforme sua proposta." Joel disse calmamente. Já estava disposto a abrir mão de alguns lucros. Agora, devendo um grande favor à família Xi, por que não aproveitar a oportunidade?

"Ótimo. Esta noite, ao voltar, mandarei minha equipe preparar tudo e assinaremos o contrato." Sider ficou muito feliz. Desta vez, não só veria sua esposa, mas também conseguiria um grande negócio.

Joel assentiu. Pat e Craig não disseram nada. Agora, deixavam Joel tomar as decisões, treinando-o para que, no futuro, pudesse assumir a responsabilidade de chefe da família.

"Joel, como está sua mãe?" Sider perguntou curioso.

"Já está muito melhor! Vou levá-lo até lá. A esta hora, a Sra. Xi deve estar lá em cima." Joel disse, sorrindo, começando a admirar aquele homem humilde. Segundo as informações, o Sr. Xi, para conquistar a Sra. Xi, "manteve-se casto" por dois anos inteiros. Era um bom homem.

"Ótimo. Tenho aqui um colar de contas de oração, abençoado por um mestre famoso, que traz paz. Quero entregá-lo pessoalmente à sua mãe como presente." Sider disse, sorrindo, e seguiu Joel escada acima.

Antes de chegar à porta, ouviram risadas vindas de dentro. Joel sorriu, imaginando o que a mãe, Michelle, tinha ouvido de tão engraçado para rir tanto. Apressou o passo.

"Sra. Xi, veja quem está aqui!" Joel disse, sorrindo, raramente sendo brincalhão.

Bai Han virou-se e viu Sider. Piscou os olhos e disse: "Você veio, por que não avisou? Eu iria te buscar." Então, levantou-se e correu para perto de Sider, abraçando-o apertado.

"Queria te dar uma surpresa! E estou com muitas saudades de você." Sider enterrou o rosto nos cabelos de Bai Han, respirando profundamente seu perfume.

"Uhuu!" Michelle, do outro lado, provocou, "Bai Han, não vai nos apresentar?"

Bai Han então se desvencilhou do abraço de Sider, corada, e apresentou os dois.

"Bai Han é uma boa esposa e uma boa mulher. Sr. Xi, você teve sorte!" Michelle disse sinceramente. Nas duas semanas em que convivera com Bai Han, elas se tornaram amigas íntimas, e Michelle estava muito curiosa sobre o marido de Bai Han. Hoje, finalmente o conhecia.

Sider sorriu e disse: "Sim, minha esposa é maravilhosa. Sou um homem de sorte."

Bai Han, envergonhada, não pôde ajudar na tradução, então Bailing assumiu. Conversaram mais um pouco e desceram para jantar. Bailing, ao lado de Sider, sussurrou: "Papai Xi, você trouxe o que pedi?"

"Trouxe tudo. Como não levaria a sério um pedido seu? Mas, à tarde, quero sair com sua mãe para passear, ficar um pouco a sós." Seu olhar dizia: Pequena Bailing, não seja o terceiro elemento, dê espaço ao seu papai Xi.

"Fechado!" Bailing apertou os olhos e disse, entre dentes. Os dois bateram palmas, selando o acordo.

Durante o jantar, com a presença de Sider, a atmosfera ficou ainda mais animada. Bailing tornou-se a tradutora exclusiva de Sider.

À tarde, Bai Han examinou Michelle, que estava em ótimo estado, e saiu para passear com Sider. Afinal, desde o casamento, era a separação mais longa que tinham tido.

Bailing já havia prometido não ser o terceiro elemento. Pegou sua bolsinha e se preparou para voltar ao distrito da embaixada no carro de Liu Hu.

Enquanto caminhava, um carro, o mais novo modelo da Mercedes, parou ao lado dela.

"Pequena Bailing, quer ir a uma típica fazenda alemã?" Joel colocou a cabeça para fora do carro, sorrindo. Originalmente, ia para a empresa, mas, ao ver Bailing de cabeça baixa, com uma silhueta solitária, sentiu uma pontada no coração e quis consolá-la.

"Posso? Não vou tomar muito do seu tempo?" Embora Bailing estivesse feliz em poder experimentar a vida no campo, não queria atrapalhar os outros.

"Sem problema! Acredito que você vai adorar a paisagem!" Joel disse, animado, olhando para Bailing com expectativa.

"Legal!" Bailing pulou no carro de Joel. Liu Hu seguiu atrás, e o carro de Joel ficou na frente do de Liu Hu.

A melancolia de Bailing desapareceu. Embora fingisse não se importar na frente do papai Xi e da mamãe, só ela sabia o quanto queria ir com eles, em vez de ficar sozinha. A sugestão de Joel acertou em cheio no coração dela.

No caminho para o campo, a estrada de duas pistas era reta e limpa. Às vezes, atravessava vastos pastos; outras, florestas densas que cobriam o céu. O céu era muito azul e parecia baixo, com nuvens brancas e fofas que passavam suavemente sobre o gado pastando; sobre os moradores trabalhadores e as igrejas de estilo único nas colinas distantes. Às vezes, placas na estrada alertavam sobre animais que poderiam aparecer, pedindo que as pessoas os tratassem com cuidado.

"Joel, amo este lugar! Amo o campo!" Bailing, debruçada na janela do carro, gritava sem parar: "Uhuu..."

Joel sorria ao ver a alegre Bailing, realmente como uma cotovia. Avisou suavemente: "Cuidado! Estamos quase chegando!"

Bailing, distraída com a paisagem, nem ouviu a voz de Joel. Depois de mais de uma hora de viagem, finalmente pararam em uma fazenda rural. Ao descer do carro, Bailing não pôde deixar de admirar a beleza do campo alemão, que combinava perfeitamente construções humanas com a natureza. As casas eram limpas, o céu puro, e a cena formava um todo harmonioso, quase sem conflito entre o artificial e o natural.

O campo era muito silencioso. Apenas os pássaros cantavam sem parar, acrescentando charme àquele lugar tranquilo e belo.

Bailing, animada, agarrou o braço de Joel e perguntou: "Adoro esta fazenda! Quanto custa comprar uma assim?"

Joel ergueu as sobrancelhas, hesitou por um momento, balançou a cabeça e voltou ao assunto: "Esta fazenda é grande, uns milhões."

Ao ouvir "milhões", Bailing sentiu uma pontada no bolso. Franzindo a testa, perguntou: "Tem uma menor?" Estendeu o dedo mindinho. "Com algumas centenas de milhares, que tipo de fazenda dá para comprar?"

Joel balançou a cabeça e respondeu: "Essas fazendas são muito pequenas, não são divertidas! Desça. Vou te mostrar o interior."

Bailing fez uma careta, sentindo-se um pouco desapontada. Coisas tão boas que não podia ter doíam muito!

Joel afagou a cabeça de Bailing e disse: "Se você gosta, posso te dar de presente."

Diante do gesto carinhoso de Joel, Bailing, estranhamente, não sentiu repulsa, mas sim conforto.

"Isso não é certo! Não posso aceitar sem merecer. Já estou muito grata por você ter me convidado!" Bailing recusou, apontando para as vacas ao longe. "Como se tira leite?"

Dizendo isso, Bailing saiu correndo em direção às vacas que pastavam. Ao lado, um homem alto, vestindo macacão de trabalho, parecia um urso. Bailing perguntou: "Com licença, posso tirar leite?"

O homem, com mais de cinquenta anos, balançou a cabeça e disse: "Jovem senhorita, já tiramos o leite agora. Não tem mais."

"Tio Mack, como vai?" Joel se aproximou e abraçou o velho grandalhão, perguntando sorrindo.

O velho grandalhão olhou para Joel com carinho e riu alto: "Meu pequeno Joel, como teve tempo de vir? Não vai me apresentar esta jovem?"

"Esta é a Pequena Bailing. A mãe dela está tratando da minha mãe. Ah, esqueci de contar: minha mãe já acordou e até consegue se sentar! A mãe da Pequena Bailing disse que tanto minha mãe quanto eu podemos ser curados!" Joel disse, sorrindo, apreciando o carinho do Tio Mack.

Tio Mack ergueu Bailing no ar e exclamou: "Vocês são anjos! A Tia Susan fez queijo hoje. Vocês vão adorar!"

Bailing, carregada no ombro do Tio Mack, gritou assustada. A recepção calorosa do Tio Mack era um pouco demais para ela.

"Tio Mack, pode me colocar no chão? Estou tonta!" Bailing pediu, segurando a cabeça, fraca.

Tio Mack então a colocou no chão. Bailing, de pé, finalmente entendeu o que era "ter os pés no chão".

"Pequeno Joel, Pequena Bailing, fiquem para o jantar. Vou falar com a Susan!" Tio Mack disse, entusiasmado, batendo no ombro de Joel com suas mãos enormes como patas de urso. "Está mais forte!"

Joel olhou para a Pequena Bailing, esperando a resposta dela.

Bailing ia recusar, mas, ao ver o corpo imponente do Tio Mack, temeu que, se recusasse, ele a balançasse no ar como um saco de areia. Então, assentiu e disse: "Com todo prazer!"