"Então, o que você quer que eu faça?" perguntou Mo Sang. Bai Tang encarou a pessoa por alguns segundos, depois desviou o olhar para o relógio no pulso e sorriu ao falar: "Já que voltei, quero ver um velho conhecido." "Acho que ninguém quer te ver!" Mo Sang bufou friamente. Bai Tang riu baixinho: "Você não quer que eu vá ver alguém, não é?" Mo Sang encarou-a friamente por alguns segundos, bastante irritado: "Vamos!" Mal haviam chegado à porta, já ouviam os gritos ensurdecedores vindos de dentro. Bai Tang parou por um instante, virou-se para Mo Sang e brincou: "Não esperava que aqui ainda estivesse tão animado como sempre." Os olhos da jovem brilhavam com um sorriso, claramente transbordando um certo interesse em assistir ao espetáculo. Mo Sang franziu a testa ao ver aquele olhar. Era sempre assim; sempre que essa garota mostrava aquela expressão, significava que ia aprontar alguma. Mo Sang olhou para ela, depois desviou o olhar. Se ela queria causar confusão, nunca conseguia controlá-la! "Vai, mata ele!" "Vai, vai!!!" Em meio aos gritos, mesmo com a porta sendo aberta, ninguém prestou atenção. Todos os olhares estavam fixos nos dois que se batiam no centro. Bai Tang ficou de lado, com os braços cruzados, observando a cena com interesse. Um homem e uma mulher trocavam golpes. O homem era robusto, com uma expressão feroz. A mulher era pequena, com uma expressão fria. Pelo porte físico, parecia que a mulher já havia perdido de antemão. No entanto, apesar de pequena, ela era ágil e versátil; cada ataque poderoso do homem não conseguia tocá-la. Quase todos torciam pela mulher, mesmo o homem parecendo extremamente brutal. Quando o homem levantou o punho para golpeá-la, ela apenas desviou-se de lado, chutou-o diretamente, e ele foi arremessado para longe, caindo pesadamente no chão, incapaz de se levantar. "Ye Ling!!!" "Ye Ling!!!" "Ye Ling!!!" Todos gritaram em uníssono. A mulher foi cercada por todos, que a olhavam com admiração. O homem no chão claramente não acreditava, obviamente não esperando que uma mulher tão frágil tivesse tanta habilidade. Diante dela, ele não tinha chance de revidar! Bai Tang virou-se para Mo Sang: "Quem é esse cara? Nunca vi antes. É novo?" Mo Sang assentiu: "Chegou há quinze dias. É bem habilidoso. Quando entrou, já provocou várias brigas e venceu todas. Quem diria que hoje ia se meter com..." Ao dizer isso, Mo Sang olhou para a mulher de expressão fria e balançou a cabeça com resignação: "Meter-se com quem não devia, logo com Ye Ling. Não é pedir para morrer? Novatos sempre acham que são os maiores." Bai Tang sorriu, olhou para o homem esquecido no chão, caminhou lentamente até ele, inclinou-se ligeiramente e, com um sorriso enigmático e malicioso, disse: "Você tem coragem, hein." O homem franziu a testa, irritado com a aparição repentina de Bai Tang. "Quem é você?" perguntou o homem friamente, com olhar feroz: "Sai daqui, porra!" Mo Sang franziu a testa, olhando para o homem com um misto de desagrado e pena. Realmente um novato, sem noção do perigo! "Ando numa fase rebelde ultimamente, então, quando você manda eu sair, eu... não saio!" A jovem sorriu de forma provocadora, e ao terminar a frase, pisou no peito do homem, exatamente no mesmo lugar onde Ye Ling havia chutado! Com aquele pisão, o homem sentiu mais algumas costelas quebrarem. A dor o fez gritar involuntariamente.