Mesmo que alguns quisessem trocar ideias, claramente, naquele momento, não havia como. Bai Tang mal havia sido trancado por alguns minutos quando foi levado para fora. Olhando para Mò Sāng à sua frente, Bai Tang não se surpreendeu. Mò Sāng observou a pessoa, com um olhar de investigação, e ao ver o sorriso imutável nos cantos dos lábios dela, confirmou ainda mais sua suspeita interior. — Sua pestinha, você realmente não sabe o que é viver. Já tinha saído deste lugar e ainda tem coragem de voltar! — Mò Sāng estava com uma expressão fria, parecendo extremamente indiferente. Bai Tang riu: — Você deve ser o chefe aqui, né? Você realmente me confundiu com minha irmã, eu não sou ela! Mò Sāng bufou com desdém: — Você pode enganar os outros, mas não tente me enganar! — Ouvi dizer que este lugar é completamente isolado do mundo exterior. Você também não deve saber que minha irmã morreu no dia em que saiu da prisão, sabia? — Bai Tang falou rindo. Mò Sāng ficou atônito, encarando Bai Tang, surpreso com a resposta dela. No entanto, ao ver aquele sorriso familiar e malicioso no rosto dela, ele não acreditou nem um pouco no que acabara de ouvir. — Você é ela! — Mò Sāng disse sem expressão: — Neste mundo, além dela, ninguém mais ousaria sorrir tão descaradamente na minha frente! Bai Tang: “...” Ela estava sorrindo de forma tão gentil. Esse cara é cego! Sob o olhar fixo dele, Bai Tang sorriu e disse: — O diretor da prisão continua com o olhar tão afiado como sempre. Enganei todo mundo, mas não consegui enganar você! Mò Sāng bufou: — Se você quisesse me enganar, eu certamente não te reconheceria. Mas é óbvio que você nunca teve a intenção de me enganar! — Nem eu sabia que você me conhecia tão bem. — Neste mundo, a única pessoa tão arrogante a ponto de dar vontade de bater é você! — Mò Sāng olhou friamente para ela: — Além disso, aquele relógio velho no seu pulso não é para provar sua identidade para mim? Bai Tang riu alto: — Seu olho é afiado, e sua boca também é venenosa, chamando isso de relógio velho! — Não é? — Mò Sāng riu com sarcasmo, olhando para o relógio no pulso dela, com uma raiva inexplicável, mas também com um toque de inveja difícil de perceber. Bai Tang ergueu o pulso devagar, olhando para o relógio e disse: — Também acho que está meio velho. Meu querido Sr. Sheng disse que vai me dar um novo, então vou jogar este fora! — Jogar fora um presente que alguém te deu, você realmente é capaz disso! — O tom de Mò Sāng ficou ainda mais frio. Bai Tang riu alto: — Como é que parece que você está com um pouco de inveja de mim? Mò Sāng ficou com a cara feia e mudou de assunto: — O que você veio fazer aqui? — Há meses sem nos vermos, queria saber se você sentiu minha falta? — perguntou Bai Tang. — Não! — Mò Sāng franziu a testa: — Você está sem ter o que fazer? — É exatamente por estar sem ter o que fazer que vim te procurar! — Bai Tang deu um sorriso malandro: — Pelo visto, você não está com vontade de me ver. — Aquele grupo que veio há alguns dias também foi atraído por você, não foi? — disse Mò Sāng. Bai Tang curvou os lábios num sorriso profundo: — Chefe Mò, você é realmente impressionante, sabendo disso. — O que você está tramando? — perguntou Mò Sāng. Sobre Bai Tang, ele a conhecia bem. Na primeira vez que se encontraram, essa garota tinha oito anos. Mesmo sendo pequena, não conseguia esconder a arrogância e a crueldade que vinham da alma dela! Além disso, havia aquelas maquinações que gelavam a espinha. Quem fosse enganado por ela não teria um bom fim. Este lugar, que ela sempre detestou, ela estava de volta. A menos que houvesse algo que ela precisasse fazer e que exigisse a ajuda das forças daqui! — Realmente, Chefe Mò continua me conhecendo como sempre! — Bai Tang riu, dando um passo à frente: — Para mostrar minha gratidão pela sua ajuda, também vou te dar uma mão! Acredito que você vai aceitar de bom grado!