Capítulo 478: Capítulo 478: O que você está tramando?

Mesmo que alguns quisessem trocar ideias, claramente, naquele momento, não havia como. Bai Tang mal havia sido trancado por alguns minutos quando foi levado para fora. Olhando para Mò Sāng à sua frente, Bai Tang não se surpreendeu. Mò Sāng observou a pessoa, com um olhar de investigação, e ao ver o sorriso imutável nos cantos dos lábios dela, confirmou ainda mais sua suspeita interior. — Sua pestinha, você realmente não sabe o que é viver. Já tinha saído deste lugar e ainda tem coragem de voltar! — Mò Sāng estava com uma expressão fria, parecendo extremamente indiferente. Bai Tang riu: — Você deve ser o chefe aqui, né? Você realmente me confundiu com minha irmã, eu não sou ela! Mò Sāng bufou com desdém: — Você pode enganar os outros, mas não tente me enganar! — Ouvi dizer que este lugar é completamente isolado do mundo exterior. Você também não deve saber que minha irmã morreu no dia em que saiu da prisão, sabia? — Bai Tang falou rindo. Mò Sāng ficou atônito, encarando Bai Tang, surpreso com a resposta dela. No entanto, ao ver aquele sorriso familiar e malicioso no rosto dela, ele não acreditou nem um pouco no que acabara de ouvir. — Você é ela! — Mò Sāng disse sem expressão: — Neste mundo, além dela, ninguém mais ousaria sorrir tão descaradamente na minha frente! Bai Tang: “...” Ela estava sorrindo de forma tão gentil. Esse cara é cego! Sob o olhar fixo dele, Bai Tang sorriu e disse: — O diretor da prisão continua com o olhar tão afiado como sempre. Enganei todo mundo, mas não consegui enganar você! Mò Sāng bufou: — Se você quisesse me enganar, eu certamente não te reconheceria. Mas é óbvio que você nunca teve a intenção de me enganar! — Nem eu sabia que você me conhecia tão bem. — Neste mundo, a única pessoa tão arrogante a ponto de dar vontade de bater é você! — Mò Sāng olhou friamente para ela: — Além disso, aquele relógio velho no seu pulso não é para provar sua identidade para mim? Bai Tang riu alto: — Seu olho é afiado, e sua boca também é venenosa, chamando isso de relógio velho! — Não é? — Mò Sāng riu com sarcasmo, olhando para o relógio no pulso dela, com uma raiva inexplicável, mas também com um toque de inveja difícil de perceber. Bai Tang ergueu o pulso devagar, olhando para o relógio e disse: — Também acho que está meio velho. Meu querido Sr. Sheng disse que vai me dar um novo, então vou jogar este fora! — Jogar fora um presente que alguém te deu, você realmente é capaz disso! — O tom de Mò Sāng ficou ainda mais frio. Bai Tang riu alto: — Como é que parece que você está com um pouco de inveja de mim? Mò Sāng ficou com a cara feia e mudou de assunto: — O que você veio fazer aqui? — Há meses sem nos vermos, queria saber se você sentiu minha falta? — perguntou Bai Tang. — Não! — Mò Sāng franziu a testa: — Você está sem ter o que fazer? — É exatamente por estar sem ter o que fazer que vim te procurar! — Bai Tang deu um sorriso malandro: — Pelo visto, você não está com vontade de me ver. — Aquele grupo que veio há alguns dias também foi atraído por você, não foi? — disse Mò Sāng. Bai Tang curvou os lábios num sorriso profundo: — Chefe Mò, você é realmente impressionante, sabendo disso. — O que você está tramando? — perguntou Mò Sāng. Sobre Bai Tang, ele a conhecia bem. Na primeira vez que se encontraram, essa garota tinha oito anos. Mesmo sendo pequena, não conseguia esconder a arrogância e a crueldade que vinham da alma dela! Além disso, havia aquelas maquinações que gelavam a espinha. Quem fosse enganado por ela não teria um bom fim. Este lugar, que ela sempre detestou, ela estava de volta. A menos que houvesse algo que ela precisasse fazer e que exigisse a ajuda das forças daqui! — Realmente, Chefe Mò continua me conhecendo como sempre! — Bai Tang riu, dando um passo à frente: — Para mostrar minha gratidão pela sua ajuda, também vou te dar uma mão! Acredito que você vai aceitar de bom grado!