"— Sério? — Ye Lanshan pegou outro talismã e tentou colá-lo, mas desta vez seu plano falhou.
A pessoa era extremamente rápida; sempre que ela tentava colar o talismã, ele conseguia desviar.
— Pela sua técnica de movimento, você deve ter recebido treinamento especial, não é? — disse Ye Lanshan, com um tom despreocupado.
Houve um lampejo de hesitação nos olhos da pessoa, mas em instantes ele recuperou a compostura: — Sua fala é ridícula. Acha que todo mundo mais forte que você passou por treinamento especial?
Ye Lanshan, após esquivar de um golpe dele, comentou: — Seus movimentos lembram os de um assassino, mas não têm a mesma afiação. No entanto, você é melhor em disfarçar do que um assassino.
— Se eu não tivesse percebido que alguém viria me matar e mantido a guarda elevada, provavelmente teria sido morta por você.
A velocidade dos movimentos da pessoa aumentava. Ao ouvir a análise dela, ele respondeu com desdém: — E daí? Posso te dizer claramente: só não suporto você, não aguento ver você roubar os holofotes que deveriam ser meus. Por isso quero te matar.
Ye Lanshan, então, soltou um sorriso estranho: — Sério? Diga a ele: o que eu roubei de você?
O homem de preto não se abalou com a pergunta dela. Enquanto lutava, ele ainda conseguia falar com calma: — Naquele dia, no Encontro das Camélias, se você não tivesse aparecido do nada, o centro das atenções seria eu.
— Além de tocar aquela flauta, não fiz nada de extra. Como posso ter roubado seus holofotes? Além disso, naquele dia, eu nunca te vi. — Ye Lanshan foi direta ao ponto, apontando a falha na fala dele.
Mas a pessoa ainda não desistia. Ele insistiu: — Naquela hora, havia tanta gente que é normal não ter me visto. Foi justamente por você ter roubado a atenção de todos que minha apresentação depois foi recebida com desprezo.
Ye Lanshan olhou para o rosto ligeiramente distorcido dele e disse: — Hah, pelo que sei, naquele Encontro das Camélias, além da minha disputa musical com Sun Yulu, não houve nenhuma outra apresentação.
O homem não disse mais nada, mas seus golpes se tornaram cada vez mais cruéis, como se quisesse matá-la naquele instante.
No entanto, Ye Lanshan não era alguém fácil de lidar. Mesmo sem usar talismãs, ele não conseguiria matá-la.
Aos poucos, ela começou a sentir algo estranho. Olhou ao redor e então sorriu: — Quer me levar para um lugar isolado? Tática psicológica bem aplicada, hein.
Um lampejo de choque finalmente passou pelos olhos do homem. Como ela sabia? Eu já tinha desviado a atenção dela, e ainda assim ela percebeu. Realmente, como o mestre disse, ela é muito inteligente.
— E daí se você descobriu? Não vai escapar. — O homem relaxou de repente ao dizer isso.
Estranho, muito estranho. Ye Lanshan, vendo aquela expressão, sentiu uma crise iminente.
De fato, atrás dela surgiu outro homem de preto, igualmente ágil.
Ye Lanshan, então, revirou os olhos de forma inesperada e disse, exasperada: — Vocês não têm outras roupas além de preto? Por que todo assassino que vem me matar usa preto?
Os dois, que se preparavam para atacar, ficaram atônitos. Não esperavam que alguém, em um momento tão crítico, fizesse uma pergunta tão irrelevante para a vida ou a morte.
— Você realmente acha que não podemos te matar? — disse um deles, furioso. — Você é tão confiante assim? E daí se salvou o imperador uma vez e venceu uma batalha? Acha que é invencível?
O coração de Ye Lanshan afundou, mas por fora ela manteve a calma habitual. Com um tom despreocupado, disse: — Não é questão de confiança. Você realmente acha que vocês dois conseguem me matar?
A raiva do homem finalmente atingiu o ápice. — Lâmina da Sombra — num instante, milhares de lâminas invisíveis voaram em direção a ela.
— Então é Poder Sombrio? Não é à toa que são tão confiantes. — Ye Lanshan, com o ombro cortado pela Lâmina da Sombra, fechou os olhos.
Os dois, vendo-a fechar os olhos, pensaram que era uma boa oportunidade. Mas, para surpresa deles, com os olhos fechados, Ye Lanshan se tornou ainda mais ágil.
— Dança da Serpente de Fogo — de suas mãos surgiram dois chicotes feitos de fogo, que ela lançou contra eles.
Os dois desviaram dos chicotes desajeitadamente, trocaram olhares e usaram seu golpe mais forte: — Miríade de Sombras Sombrias.
Ye Lanshan, sem outra opção, usou diretamente a — Asa do Massacre —. Infelizmente, os dois eram Mestres Supremos de sétimo nível.
Por mais talentosa que fosse, ela não conseguia enfrentar dois oponentes de nível superior ao mesmo tempo, ainda mais com a velocidade deles, que tornava seus talismãs inúteis.
Mas, felizmente, ela não dominava apenas o fogo. — Pássaro Sagrado da Luz — era uma técnica que um de seus atacantes anteriores usara, e ela achava bastante poderosa.
De fato, quando ela usou essa técnica, os dois ficaram chocados. Um deles exclamou: — Como você conhece as artes do Santuário?
— Santuário? Você não precisa saber disso. — Ye Lanshan aproveitou o momento de hesitação para colar um talismã em um deles.
— Hmph, e daí se você conhece as artes do Santuário? — O outro, vendo-a se aproximar tão imprudentemente, mostrou desdém.
— O que está acontecendo? Por que não consigo me mover? Ye Lanshan, o que você fez? — gritou aquele que recebeu o talismã.
— Você não precisa saber o que fiz. Tigre de Fogo, apareça e cuide daquele ali. — Ye Lanshan apontou para o outro e ordenou ao Tigre de Fogo.
— O que você quer fazer? — O homem olhou com pavor para Ye Lanshan, que segurava sua mão.
— Fique tranquilo, por enquanto não vou te matar. — A voz fria penetrou em seus ouvidos, fazendo seu medo aumentar.
Com um "bang", o Velho Ye, que estava dormindo, acordou assustado. Ele desceu da cama correndo e foi ao pátio de Ye Lanshan, perguntando apressado: — O que houve?
Ye Lanshan, que estava prestes a usar uma adaga para interrogar, hesitou. Uma nova ideia surgiu em sua mente.
— Nada não, vovô. Só peguei um ladrão. Ah, a propósito, onde fica o calabouço da nossa casa?
— O quê? Você não se feriu? — O Velho Ye correu para examiná-la da cabeça aos pés.
De fato, encontrou alguns cortes no ombro dela.
Ye Lanshan não se importava com os ferimentos; só queria interrogar os objetivos da família Sun.
— Não é nada, vovô. Não precisa se preocupar com isso. Só me diga onde fica o calabouço. Olha, o dia está quase amanhecendo, é melhor você voltar a dormir. — Ye Lanshan tentou acalmar Ye Luotian, que estava preocupado.
— Como assim? Esse ladrão é ele? — Ye Luotian olhou com raiva para o homem caído no chão, como se fosse matá-lo no próximo segundo.
— Ele não pode morrer agora. Ainda tenho perguntas a fazer. Vovô, acredite em mim, estou bem. E vou resolver isso direito. Não se preocupe, volte a dormir. — Ye Lanshan sentiu um pouco de impotência diante do avô tão carinhoso.