Capítulo 373: Capítulo 373: Onde eu fico aquém dela

Gu Chao entrou com café da manhã quentinho, e Song Weiwei, animada, desceu da cama para ver. Quando abriu, tudo era de sabores leves, a única coisa com um pouco de óleo era o pão recheado.

Ela fez uma careta na hora: "Isso é muito leve, não tem nada de gordura."

"Antes de você se recuperar, só pode comer isso." Gu Chao arrumou a comida na frente dela.

Song Weiwei comeu o mingau de mau humor. Depois de dormir um dia e uma noite sem comer, tudo que comia agora não tinha gosto.

"Quando eu melhorar, posso comer coisas boas?"

"Quando seu estômago estiver curado, pode comer o que quiser."

Song Weiwei deu uma colherada no mingau com olhar profundo: "A família Mu não existe mais, eu também não sou mais a Srta. Mu. Você não precisa ter nenhum vínculo comigo."

Gu Chao descascou um ovo cozido e colocou no pote de plástico: "Fazer isso é por vontade própria. Você pode escolher ignorar."

"..."

"Toda vez que você me lembra assim, não é porque tem medo de que seus planos sejam bagunçados, e não quer envolver pessoas desnecessárias?"

Gu Chao abriu o copo de leite de soja, testou a temperatura e empurrou para ela: "A família Mu tem uma dívida de gratidão comigo e meus dois irmãos. Há anos investigo a verdade daquela época. A família Ji não é só sua inimiga, também é meu alvo. Então não precisa se sentir culpada. Mesmo que você não voltasse, eu continuaria investigando."

Song Weiwei mordeu o lábio.

Ele realmente tinha essa capacidade. Afinal, na época, a família Ji usou a família Qin como bode expiatório para confundir as coisas, e foi o poderoso Gu Chao quem destruiu a família Qin por completo.

Ou seja, ele estava mesmo vingando a família Mu.

"Não vou interferir no seu relacionamento com o filho mais velho dos Ji." Depois de dizer isso, ele arrumou as embalagens e se levantou.

Song Weiwei segurou o copo de leite de soja e mordeu o lábio levemente.

Essa era a rixa entre a família Mu e a família Ji. Não importava qual fosse o resultado final desse plano de vingança, ela já estava preparada. Mas... a última pessoa que ela queria ver envolvida era Gu Chao.

Ela já não era mais a Srta. Mu, mimada e querida de outrora. Agora era apenas uma celebridade doente e de má reputação. Mas ele não era mais o garoto que pedia esmola com a irmã e o irmão. Ele tinha status e posição, era o alvo dos bajuladores de Shencheng. Eles estavam em mundos muito diferentes.

Se ela ainda fosse Mu Yan, ou ele ainda fosse Xiao Wu, talvez ela pudesse aceitar seus sentimentos. Mas agora... ela estava tão destruída, como poderia arruinar o futuro promissor dele?

Gu Chao substituiu a expressão indiferente e entregou o celular a ela: "Seu agente, não, sua amiga está muito preocupado com você. Dê um telefonema para ele e diga que está bem."

Gu Chao não tinha o contato de Qiao Yu, então depois de encontrar Song Weiwei, não se lembrou de informá-lo sobre a situação.

Song Weiwei viu que ele parecia realmente querer manter distância, então pegou o celular e, confiando na memória, discou o número.

Esse gesto doeu um pouco no coração de Gu Chao.

Ela não tinha boa memória, por que lembrava tão claramente do número de Qiao Yu!

Do outro lado da linha, Qiao Yu estava procurando por ela quando o carro ficou sem gasolina. Como estava no subúrbio, não havia posto de gasolina nem lugar para parar. No fim, um morador local que passava o levou para casa.

Ao saber que ela estava bem, Qiao Yu finalmente ficou tranquilo.

Ao desligar, Song Weiwei viu que o celular do homem tinha várias chamadas perdidas, todas do mesmo número, e também alguns números novos que ligavam quatro ou cinco vezes ao mesmo tempo, parecendo ser da mesma pessoa.

Quando ela ia devolver o celular, uma ligação entrou de repente. Song Weiwei levantou a cabeça e viu que ele não estava. Tentou desligar, mas acabou atendendo sem querer!

Que droga!

Do telefone veio a voz de uma garota, dengosa e com um tom de reclamação: "A Chao, o que está fazendo? Só agora atendeu meu telefone."

"..."

"Precisa se esconder de mim assim? Me bloqueou em todos os contatos e ainda trocou de número." Zhou Mingyue estava deitada numa espreguiçadeira, com os braços apoiados naturalmente nos descansos. De cada lado, uma empregada passava esmalte nas unhas com cuidado, e outra ajoelhada segurava o celular para ela atender: "Gastei uma fortuna para conseguir o número do Huo Luobo. Quase fui arruinada por ele!"

"..."

"Por que não fala nada? Ainda está com raiva de mim?" Zhou Mingyue fez bico e se fez de dengosa: "Eu errei. Da próxima vez, quando você encontrar clientes, vou tentar não fazer bagunça. Me perdoa dessa vez, tá?"

Song Weiwei ergueu uma sobrancelha.

Diziam que a Srta. Zhou era mimada e teimosa, mas na frente de Gu Chao era tão dócil, dengosa e submissa, parecia um gatinho pedindo colo.

"Hum, hum..." Song Weiwei deu uma risadinha e disse educadamente: "Desculpe, o Sr. Gu saiu. Quer que eu transmita o recado?"

"Quem é você!?" Zhou Mingyue ouviu uma voz feminina no telefone de Gu Chao, arregalou os olhos e se sentou de repente. O esmalte foi derrubado pelo movimento brusco, manchando o dorso da mão, e as empregadas se ajoelharam apavoradas pedindo perdão.

"Song Weiwei."

"É você!" Zhou Mingyue estreitou os olhos frios de raposa, cravando as unhas no apoio de couro. Disse com voz gélida: "Por que o celular do A Chao está com você? Vocês estão juntos?"

"Até que sim." Song Weiwei, com medo de que ela entendesse errado, explicou de forma resumida: "Desmaiei, e o Sr. Gu me levou ao hospital. Ele tinha um assunto urgente e deixou o celular aqui."

Claramente, quanto mais ela explicava, pior ficava. Afinal, uma mentira tão tosca, mesmo que fosse inocente, Zhou Mingyue não acreditaria.

Além disso, eles já tinham sido alvo de fofocas antes, e naquela época Zhou Mingyue já a tinha avisado.

"Em que hospital vocês estão?"

"Isso... é melhor perguntar ao Sr. Gu mais tarde. Vou desligar." Song Weiwei, ignorando o que a outra ia dizer, desligou rapidamente.

Antes que pudesse se recompor, a porta do quarto foi aberta. O homem, que voltara de pegar água, nem olhou para ela.

"Aqui." Song Weiwei devolveu o celular: "Aliás, há pouco..."

Ela ia contar sobre a ligação de Zhou Mingyue, mas antes de terminar, o telefone tocou de novo.

Gu Chao olhou e desligou sem hesitar.

Guardou o celular com indiferença: "O que você ia dizer?"

"Hum... a Srta. Zhou ligou, e eu atendi sem querer."

Gu Chao apenas a olhou de leve, ia dizer algo, mas o celular no bolso tocou de novo, como se não fosse parar até ele atender.

Sem opção, Gu Chao respirou fundo, saiu com o rosto frio e atendeu.

"Estou ocupado. Não ligue mais!"

Zhou Mingyue apertou com raiva uma tulipa já murcha: "Ocupado com o quê? Está ocupado se encontrando com aquela vadia Song?"

"É melhor você tomar cuidado com o que diz!"

"Gu Chao, você está sendo demais! O que eu tenho a menos que ela? Ela vai se casar e você ainda a quer. Vocês não têm vergonha!"

Gu Chao disse friamente: "Estou avisando pela última vez: cuidado com as palavras!"

Percebendo que ele estava realmente irritado, Zhou Mingyue soltou a tulipa que havia quebrado na palma da mão e conteve o temperamento: "Tá bom, tá bom, não vou falar mais. Então me diga onde você está. Faz tempo que não te vejo..."

"Estou ocupado, não dá." Depois disso, ele desligou direto e bloqueou todos os números dela.

Zhou Mingyue ficou parada, segurando o celular que só dava sinal de ocupado. Depois de alguns segundos parada, gritou furiosa: "A Jiang! Prepare o carro!"

Ela queria ver que ocupação era essa que tornava tão difícil até mesmo trocar uma palavra com ela.