Capítulo 288: Capítulo 288 Me convencendo?

Ele era como seu ponto fraco natural; bastava tocá-lo para que sua casca mais dura começasse a se desfazer lentamente.

A aproximação repentina do homem a fez perder o ritmo do coração, que disparava descontrolado, enquanto seus olhos negros e brilhantes o fitavam.

Seu coração estava ardente, incontrolável, como da primeira vez que ele a salvou da água, com a timidez de uma donzela que a impedia de encará-lo normalmente.

"O quê, Srta. Song, está furiosa e envergonhada?" Ele riu com sarcasmo: "Seu querido noivo é tão bom para você, como deixaria que subisse na cama de outro homem?"

Song Weiwei ficou indignada: "Sr. Gu, eu achava que o senhor era um homem íntegro. Ouvir essas palavras saindo da sua boca é realmente decepcionante."

"Homem íntegro?" Gu Chao riu: "Receio que a Srta. Song vai se decepcionar."

Nenhum homem resiste à tentação, ainda mais quando a pessoa que deseja dia e noite está à sua frente.

O homem baixou o olhar de propósito, fixando-o no peito dela, onde a roupa molhada deixava à mostra o contorno do sutiã claro. Ele ergueu levemente uma sobrancelha.

"Já que o anel não está com o senhor, desculpe pela intromissão." Song Weiwei o empurrou, deixando de lado o sorriso falso e despreocupado de antes, com o rosto frio e irritado, desviando-se dele para ir embora.

"E se eu disser que o anel está aqui?"

Song Weiwei, que já se preparava para sair, parou bruscamente ao ouvir isso.

Ela respirou fundo, fechou os olhos, virou-se e forçou um sorriso: "Aquilo é algo muito valioso para mim. Espero que o Sr. Gu possa ser generoso e devolvê-lo."

Essas palavras soavam como se ele fosse mesquinho se não devolvesse o anel.

O que mais incomodou Gu Chao foi a frase "algo muito valioso para mim". Não sabia por quê, mas soava extremamente irritante.

Song Weiwei estendeu a palma da mão: "Sr. Gu, por favor, devolva-o para mim. Prometo que não vou mais incomodá-lo."

Gu Chao a olhou com indiferença, virou-se e foi em direção à sua casa.

"Sr. Gu..."

O que há de errado com esse homem? Ele encontrou o anel e ainda assim não o devolve.

A voz fria do homem ecoou no corredor.

"Se quer o anel, venha comigo."

Ao ouvir isso, Song Weiwei hesitou. O que estava acontecendo? Ele queria que fosse até a casa dele buscar?

Tanto faz, já que ele estava disposto a devolver o anel, ir até lá de má vontade não ia lhe custar nada.

Song Weiwei tossiu levemente e o seguiu com naturalidade para dentro.

Ao entrar, viu uma decoração simples, com um estilo minimalista em tons escuros.

Tudo limpo, o chão brilhava de tão polido. No quarto, além de alguns móveis básicos, o resto estava vazio, parecendo desabitado.

Song Weiwei apostaria que ele não morava ali com frequência, senão não faltaria nem um pouco de cheiro de lar.

Mas, afinal, para um grande chefe de sucesso como ele, voltar para casa era como ir a um hotel de beira de estrada; dormir em qualquer lugar era a mesma coisa.

"Fique à vontade."

Song Weiwei ficou hesitante na entrada, balançou a cabeça: "Não precisa. Pegue o anel e eu vou embora." Pensou um pouco e logo acrescentou com um sorriso: "Outro dia, quando tiver tempo, venho visitá-lo."

Gu Chao a desmascarou sem cerimônia: "Assim que pegar o anel, já quer cortar relações comigo. Para que essa conversa falsa? Quer me enganar?"

"..."

Por que esse homem era tão sem noção?

Ele não era assim antes. O pequeno Wu de outrora, embora calado, era sincero e atencioso, não falava com tanta agressividade como agora.

"Sente-se um pouco. O anel não está comigo." Gu Chao foi até a cozinha americana e pegou uma garrafa de uísque na geladeira.

Song Weiwei ficou pasma: "O anel não está aqui? Então por que me mandou entrar?"

O que é isso!?

"Esse seu anel vagabundo não me interessa."

"Eu sei que o Sr. Gu é um homem experiente, claro que não vai se apegar a um anel de pedra sem graça."

Gu Chao bufou pelo nariz. Ela que parasse de tentar bajulá-lo com elogios vazios.

"Deixei o anel no meu casaco. O casaco está na empresa. Mandei o assistente buscar."

Ah, então era isso.

Song Weiwei achou estranho ficar de pé, então foi andando devagar até o sofá e sentou-se.

Um gole de uísque desceu, espalhando um sabor amargo e picante pela garganta.

Gu Chao balançava o copo de vidro com uma mão, com os olhos escuros inclinados, fitando intensamente o peito dela ainda molhado...

Song Weiwei, entediada, tirou o celular para mexer no Weibo, mas achou inadequado. Depois de um longo silêncio, nenhum dos dois falou.

Ela percebeu o olhar do homem, ergueu a cabeça e cruzou os olhos com ele.

Seguindo a direção do olhar dele, viu que ele estava fixado na umidade do peito dela...

Song Weiwei, entre vergonha e raiva, pegou uma almofada que estava ao lado e a colocou na frente do peito.

"Sr. Gu, controle seus olhos e não fique olhando para onde não deve."

Pego de surpresa, Gu Chao hesitou por um instante, esboçou um sorriso frio e não desviou o olhar imediatamente, como se o que fizesse fosse perfeitamente normal.

Na sala silenciosa, só se ouvia o tique-taque do relógio na parede.

Gu Chao virou o copo de uma vez e colocou o copo vazio na mesa.

"Quando pretende se casar com a família Ji?"

Depois de tanto silêncio, Song Weiwei já estava quase cochilando. Ao ouvir aquilo, despertou na hora.

Só não esperava que ele perguntasse isso. Ficou olhando para ele por um momento, depois admitiu abertamente:

"Se não houver imprevistos, dentro de dois meses."

"A família Ji é de uma linhagem nobre. Eles aceitam sua origem?"

"Isso não é algo com que o Sr. Gu precise se preocupar."

Gu Chao bufou: "A vida de casada em uma família rica não será como você imagina."

Ele passou por altos e baixos na vida, experimentou todas as posições sociais, e descobriu que ninguém tem uma vida fácil, independentemente da origem.

"Tudo bem. O caminho é escolha minha. Aconteça o que acontecer, vou ficar com ele para sempre."

Gu Chao queria alertá-la de que a vida de luxo não era tão glamorosa quanto ela pensava, e que o patriarca da família Ji não a aceitaria. Mas, ao ouvi-la dizer isso, sentiu uma raiva inexplicável crescer dentro de si.

Os dois não falaram mais. Pouco depois, bateram na porta.

O assistente Wang chegou apressado com o anel e, ao ver Song Weiwei ali, perguntou surpreso.

Song Weiwei, que tinha uma boa impressão dele, sorriu levemente.

"Presidente, aqui está o anel que o senhor pediu..."

Antes que terminasse, o homem pegou o anel de pedra de sua mão e ordenou friamente: "Pode ir."

O assistente Wang ficou confuso. Ele tinha acabado de chegar em casa quando foi chamado para voltar à empresa, pegar o anel e trazê-lo. Veio correndo, sem nem beber água, e agora mandavam ele ir embora?

Era um capitalista; ele só podia engolir o sofrimento.

O anel estava num saquinho plástico transparente. Gu Chao pegou, nem olhou, e jogou na mesa na frente de Song Weiwei.

"Seu anel. Devolvido ao dono."

"Muito obrigada, Sr. Gu." Song Weiwei não perdeu tempo. Pegou o anel da mesa e se levantou: "Então não vou mais atrapalhar o descanso do Sr. Gu."

Ela segurou o anel e não mostrou a menor intenção de ficar para trocar mais algumas palavras.

Gu Chao ficou parado, observando-a abrir a porta e se despedir. Quando a porta se fechou, seu rosto se encheu de frieza.

O que estava acontecendo com ele? Não passava de uma mulher com quem teve relações, e mesmo assim sentia um desejo incontrolável de possuí-la.

Ao ouvir que ela estava noiva de Ji Chen, sentiu um ciúme incontrolável.

Na verdade, ele sabia no fundo que ela e Mu Yan eram como céu e terra, nem de longe tão boa quanto ela.

Gu Chao caiu de volta no sofá, exatamente no lugar onde Song Weiwei estivera sentada, como se ainda houvesse ali o cheiro e o calor dela.