Capítulo 252: Capítulo 252: Ele na verdade a deixou esperando

Chen Keqiao estava toda animada: "Sério? Você disse que ele é meu, é verdade mesmo!?"

"Tosse!" An Ruo a lembrou novamente.

"O que foi?"

An Ruo ergueu levemente o queixo, indicando que ela olhasse para trás.

Chen Keqiao virou o rosto desconfiada e viu o homem gentil e erudito parado ali, constrangido, claramente querendo ir embora.

"Professor Yun!" Chen Keqiao, com olhos em formato de coração, acenou vigorosamente: "Bom dia!"

An Ruo contraiu os cantos da boca e silenciosamente desviou o olhar para o pôr do sol radiante do lado de fora da janela...

Chen Keqiao, sem se importar com o quão absurda fosse, só queria puxar Yun Li para sentar ao lado dela.

"Professor Yun, hoje o senhor terminou a aula tão cedo, que tal jantarmos juntos?" Com medo de que ele recusasse, Chen Keqiao falou com um tom levemente manhoso: "Recentemente, abriu um restaurante japonês no shopping em frente à escola, e está super lotado. Esperei uma hora na fila para garantir um lugar. Seria uma pena o senhor não experimentar."

Yun Li olhou instintivamente para An Ruo. Justamente por ter terminado a aula cedo, ele tinha vindo especialmente convidá-la para jantar.

Para compensar o pequeno incidente da última vez.

Chen Keqiao apoiou o rosto com uma das mãos, deu um sorriso doce para ele e ainda piscou: "Por acaso, estou com algumas dúvidas e adoraria pedir conselhos ao professor Yun."

Yun Li, um pouco lento, ficou com a expressão confusa por um instante. Ele rapidamente desviou o olhar e sorriu educadamente: "Tudo bem."

Se convidasse An Ruo sozinha, ela certamente se preocuparia com a posição deles e evitaria. Com Chen Keqiao no meio, era diferente: ninguém fofocaria, e não causaria problemas desnecessários para ela.

"Que ótimo!" Chen Keqiao fez um gesto de vitória feliz e depois se virou para An Ruo: "Pronto, agora você pode ir para o seu encontro sem problemas. Eu tenho o professor Yun para me acompanhar, vou até comer dois pratos a mais no jantar."

An Ruo: "..."

Yun Li ficou confuso na hora: "An... A colega An não vai junto?"

Chen Keqiao deu um sorriso de canto de boca: "Ela não tem tempo para jantar conosco. Ela é casada, tem um marido bonito e rico para acompanhá-la, nem se lembra mais de mim."

"..."

An Ruo não ousou olhar para Yun Li, porque entendia os sentimentos dele. Ela precisava se afastar e, mais ainda, não ousava ficar a sós com ele.

"Desejo a vocês um bom jantar. Vou indo." Ela queria sair dali o mais rápido possível.

"Tanta pressa assim?" Chen Keqiao brincou com ela como de costume: "Vocês dois são muito grudados, parece que um dia sem se ver já faz falta."

Quem fala não pensa, mas quem ouve sente.

Essas palavras caíram nos ouvidos de Yun Li como uma facada.

Ele fingiu calma, apertou os lábios e manteve os olhos baixos, sem olhar para a garota.

An Ruo pegou a bolsa em cima da mesa, despediu-se rapidamente e saiu correndo do portão da escola.

Como a aula terminou cedo, ela voltou ao apartamento, tomou um banho quente e perfumado, escolheu um vestido estilo Chanel, calçou sapatos de salto alto cravejados de strass e fez uma maquiagem leve.

Olhando para a garota refinada, mas ainda com um toque de juventude no espelho, An Ruo pegou satisfeita a bolsa de corrente e saiu do apartamento de bom humor.

Depois que ela saiu do apartamento, um carro preto discreto estava estacionado à sombra das árvores na rua.

A janela desceu, e o homem de dedos longos ajustou a armação dos óculos. Seus olhos de fênix, por trás dos óculos escuros, se semicerraram.

Os óculos escuros refletiam a imagem da mulher bem-vestida entrando em um carro particular.

...

An Ruo, cheia de alegria, pegou um táxi até o "Red House". Acompanhada pelo funcionário até o camarote, o homem ainda não havia chegado. Ela se sentou sozinha na cadeira e esperou em silêncio.

O tempo passava minuto a minuto. Ela começou cheia de expectativa, mas aos poucos foi ficando entediada, até ansiosa e inquieta.

Depois de uma hora, preocupada que algo tivesse acontecido com o homem no caminho, An Ruo ligou para ele, angustiada.

O telefone tocou por um bom tempo, mas ninguém atendeu, como se ele estivesse ocupado.

An Ruo mexeu no celular por um tempo e, quando viu, já eram mais de oito horas. Ela tinha esperado Shen Xiaoxing por mais de três horas ali!

Quando ligou de novo, o telefone já estava desligado!

A paciência dela acabou. Sem vontade de continuar ali para jantar, pegou a bolsa, fez bico e saiu do restaurante.

Han Chong, que estava sempre no carro fazendo segurança, viu a expressão feia dela ao sair e alertou com cuidado: "Senhora, o jovem mestre provavelmente não virá hoje..."

"Hum." An Ruo respondeu friamente, apertando a alça da bolsa com os dedos. Sem intenção de entrar no carro, seguiu em frente.

"Senhora, para onde vai? Posso levá-la?"

"Não precisa. Vou dar uma volta." Depois de dizer isso, ela não deu chance a Han Chong de segui-la e foi sozinha na direção oposta.

Han Chong olhou para a direção que ela tomou, hesitante. A senhora dele tinha um temperamento teimoso; até o jovem mestre tinha dificuldade em lidar com ela, então ele não ousava se meter.

Mas o jovem mestre havia insistido que ele a protegesse de perto.

Depois de pensar, Han Chong encontrou um meio-termo: segui-la de longe, sem que ela percebesse.

Shanghai sempre foi conhecida como a "Cidade Mágica", especialmente quando a noite cai. A cidade se ilumina, com arranha-céus e construções antigas brilhando, um cenário de luxo e ostentação.

An Ruo andava sem rumo pela rua, quando de repente seu estômago roncou de fome. Ela segurou a barriga, um pouco envergonhada.

Ao redor, só havia grandes shoppings, e restaurantes caros estavam fora do orçamento dela.

Como o homem tinha prometido pagar o jantar, ela tinha pegado uma bolsa pequena e levado pouco dinheiro. E o resultado? O herdeiro do Grupo Shen a tinha deixado esperando!

Para matar a fome, An Ruo entrou em uma ruela.

Na viela, havia algumas barraquinhas de comida. An Ruo tirou as últimas cem reais que tinha e, sem alternativa, entrou em um restaurante de fachada modesta.

Já era tarde, e poucos lugares estavam abertos. An Ruo escolheu um lugar e sentou. Uma jovem mulher de avental, ao vê-la entrar, veio recebê-la.

An Ruo estava olhando o cardápio na parede e não reparou na pessoa ao lado. Quando virou o rosto, deu de cara com um rostinho delicado e bonito.

Mas os olhos da mulher eram opacos e sem brilho. A franja de um lado estava um pouco comprida, cobrindo o lado direito do rosto. Os lábios pálidos estavam rachados e descascando. A roupa, desbotada de tanto lavar, estava limpa e exalava um leve cheiro de sabão.

Quando viu An Ruo virar o rosto, a mulher apontou para o cardápio na parede.

"Quero um macarrão com ovo, por favor." An Ruo desviou o olhar, sem continuar admirando a mulher.

A mulher assentiu para ela e foi para a cozinha.

Entediada, An Ruo começou a observar a decoração do lugar.

Comparado ao restaurante "Red House", o tamanho total deste lugar mal dava para o camarote que Shen Xiaoxing tinha reservado. Era tão pequeno que só cabiam seis mesas.

Acostumada com a vida mimada de esposa do Shen, frequentando lugares chiques com ele, sentar ali de repente a fazia sentir-se deslocada.

Não demorou muito, a mulher trouxe uma tigela de macarrão com ovo cheirosa, entregou os hashis e acenou para que ela comesse devagar.

Curiosa, An Ruo olhou para ela. Achou a dona do lugar muito fria: desde que entrou, não trocou uma palavra com ela, a expressão era neutra, como se não quisesse conversar.

Com muita fome, An Ruo mergulhou de cabeça no macarrão, devorando-o.

Um trovão ecoou. An Ruo virou a cabeça e olhou para o céu noturno, relampejando do lado de fora.

Parecia que uma tempestade estava chegando...

An Ruo acelerou, pensando em terminar logo e pegar um táxi de volta ao apartamento.

Mas assim que terminou de comer, a chuva lá fora começou sem aviso.

An Ruo suspirou e foi até o caixa pagar: "Quanto é?"