No dia seguinte, uma brisa suave balançava as cortinas claras da janela, e o sol quente entrava, iluminando todo o quarto. Na cama de um branco leitoso, uma garota de rosto bonito estava deitada, ela mordiscou os lábios de forma adorável e, com uma postura de sono nada elegante, virou-se. Sonolenta, estendeu a mão para tocar o lugar ao lado, vazio — a pessoa que estava ali antes não se sabia para onde tinha ido. An Ruo abriu os olhos lentamente e percebeu que o homem havia sumido. Nesse momento, ouviu-se o som de água caindo no banheiro... Ela ficou surpresa: será que aquele homem, com as pernas sem mobilidade, conseguia tomar banho assim? An Ruo espreguiçou-se, e o som da água no banheiro parou. Ela foi até a porta e bateu: "Ei... Sr. Shen, você está aí?" Que pergunta idiota era aquela? No quarto deles, se não era ela, só podia ser ele! Ela baixou a mão e estava prestes a ir embora quando a porta do banheiro foi aberta de repente. O homem vestia um roupão escuro, com o cinto amarrado de forma despreocupada. Ele ergueu levemente os olhos frios e, ao vê-la se virar, um sorriso sutil se formou no canto dos lábios. "Precisa ir ao banheiro?" "Não", ela balançou a cabeça, franzindo levemente a testa: "Como você pode tomar banho sozinho? É muito perigoso." Havia um tom de repreensão em sua voz. E se ele perdesse o equilíbrio e caísse? Além disso, com as pernas debilitadas, como ele conseguia tomar banho? "Se não for sozinho, será que a Sra. Shen quer tomar banho comigo?" Ele ergueu uma sobrancelha de propósito: "Seu marido pode até se dar ao trabalho de aceitar." "..." Quem sairia perdendo ainda era incerto! Diante dos outros, ele era frio e nobre; em particular, virava um lobo faminto, insaciável na cama — quem perdia era ela! De repente, o homem a puxou para o colo e beliscou seu narizinho: "Está pensando mal de mim por dentro, não é?" An Ruo respondeu, constrangida: "...Não." Ele tinha olhos de raio-X? Toda vez que ela pensava em algo, parecia que ele adivinhava na hora. Ou será que ela era muito fácil de ler? "Ouvi você me chamar de Sr. Shen agora há pouco?" Ele mordeu a orelha dela de forma punitiva: "A Sra. Shen quer que eu te dê uma lição na cama logo de manhã?" "..." An Ruo imediatamente ficou tensa: "Não precisa." "Então como você deve me chamar? Diz aí para eu ouvir." "Shen Xiaohang..." O homem deu um tapa leve na bunda dela, não forte, mas suficiente para punir. "Quer mesmo que eu te dê uma lição?" An Ruo mordiscou os lábios, hesitou por um momento e disse fracamente: "Marido..." "Mais alto, não ouvi." "Marido!" O homem ergueu levemente as sobrancelhas, satisfeito, e beijou o rosto dela: "Muito bem, você aprende rápido." "..." "Vai se lavar e se arrumar. Hoje vou te levar para ver algo novo." An Ruo ficou curiosa: "Fazer o quê?" "Vou negociar um contrato, e a Sra. Shen vai me acompanhar." "Se você vai tratar de negócios, eu indo não vou ajudar em nada..." Ele segurou o rostinho dela e disse com carinho: "Quero que a Sra. Shen me faça companhia." O olhar dele era ardente, os olhos frios se transformaram num mar de fogo, como se quisesse derretê-la. Ela não aguentou. "Está bem... vou me lavar." A garota desceu correndo e disparou para o banheiro. O homem riu baixinho atrás dela, avisando: "Cuidado, o chão está escorregadio." Quando An Ruo saiu do banheiro depois de se lavar, o homem já estava trocado. De terno preto e sapatos sociais, ele colocava o relógio de pulso com elegância, virou o rosto bonito para ela e sorriu de forma provocante: "Ficou pasmada com a beleza do seu marido?" An Ruo contraiu os cantos da boca discretamente: como ela não tinha percebido antes que esse homem era tão narcisista? "Vai trocar de roupa, veste algo bonito. Depois que o contrato for assinado, vou te levar para passear." "Está bem." An Ruo foi com passos leves até o guarda-roupa e escolheu um vestido roxo, que cobria bem abaixo dos joelhos. Enquanto o homem atendia ao telefone, ela correu para o banheiro para trocar. Quando saiu, havia mais algumas pessoas no quarto. Os garçons colocaram o café da manhã na mesa, e duas mulheres de visual moderno estavam ali. Ao vê-la, sorriram e cumprimentaram. "Bom dia, Sra. Shen." — em inglês padrão. "Bom dia", ela respondeu com um sorriso educado, olhando para o homem com dúvida, erguendo as sobrancelhas como se perguntasse o que estava acontecendo. Ele largou a xícara de café, com uma postura relaxada e preguiçosa: "Minha esposa é tão bonita, com um vestido tão lindo, claro que precisa de um penteado e um pouco de maquiagem para ficar ainda mais perfeita." Ele fez um sinal com a cabeça, e as duas mulheres de cabelos loiros e olhos azuis convidaram An Ruo em inglês para se sentar diante da penteadeira. Elas dividiram as tarefas: uma fazia o penteado, a outra aplicava uma maquiagem delicada. An Ruo ficou com as costas retas, sem ousar se mexer, deixando que elas fizessem o trabalho. Elas foram rápidas; em apenas meia hora, a transformaram em algo deslumbrante. Quando ela se virou, Shen Xiaohang parou por um instante com a xícara de café na mão. An Ruo tinha uma base boa, pele macia e branca, como seda, sem precisar de maquiagem pesada, então só aplicaram uma maquiagem leve. O resultado surpreendeu a todos. Ela era de uma beleza impressionante, com olhos brilhantes e dentes alvos. O vestido roxo combinava perfeitamente com ela, e cada movimento seu exalava uma aura nobre e fria. O homem claramente ficou satisfeito; acenou com a mão para que elas saíssem. A porta se fechou, e ele pegou um par de sandálias de salto alto brilhantes ao lado, deslizou a cadeira de rodas até a garota e, enquanto An Ruo estava distraída, segurou seus pés pequenos, lisos e brancos, calçou lentamente os sapatos de salto e prendeu as tiras. "A princesa tem o vestido, então o cavaleiro claro que tem que trazer os sapatos de cristal." Ele deu um tapinha leve no pé dela, com um olhar cheio de carinho. An Ruo olhava para ele, tão bonito, e ouvia palavras tão afetuosas; seu coração batia como um cervo assustado, e seu rosto, já com um leve blush, ficou vermelho até as orelhas. "Com fome?" Ele pegou a mão dela e a levou até a mesa: "Come enquanto está quente." An Ruo estava faminta, mas, por causa da maquiagem, tinha medo de comer de forma deselegante, já que aquilo contrastava totalmente com sua aparência refinada e elegante. Devagar, ela comeu em bocados pequenos, tentando ao máximo manter a postura de uma dama. O homem, vendo aquilo, riu baixinho: "Não precisa ser tão forçada, eu não vou te achar feia." Ele já a tinha visto de todos os jeitos e a aceitava como era. Além disso, ele queria descobrir ainda mais facetas dela. ... O homem estava recostado no sofá de veludo e ouro, com uma expressão fria e nobre, os cantos dos lábios levemente erguidos, os olhos profundos como um poço, atraindo garotas ingênuas como mariposas para a chama. Uma mulher de beleza igualmente impressionante estava sentada ao lado dele, mordiscando levemente os lábios avermelhados; cada vez que erguia os olhos, era de tirar o fôlego! O homem apoiava uma mão na mesa de jogo, o anel de prata no dedo anelar refletia um brilho nobre, e ao lado dele havia fichas empilhadas. Ele ergueu os lábios finos num sorriso malicioso, e seu rosto bonito e frio deixou a pessoa do outro lado pasma. Atrás dele estava Han Chong, vestindo um terno preto impecável. "Sr. Shen, recém-chegado, já engoliu meus recursos, e agora me força a assinar uma parceria. Isso não é um pouco abusivo demais?" O Sr. Ende tragou um charuto e resmungou em alemão puro. O homem sorriu com os lábios finos, num tom arrogante: "O Sr. Ende está exagerando. Só quero aconselhá-lo a cooperar. Além disso, sua empresa tem tido um futuro pouco promissor nos últimos anos, como uma figueira sendo corroída por cupins: sólida por fora, mas já podre por dentro." Ele sorriu de forma perversa e continuou em alemão padrão: "Estou ajudando sua empresa, espero que o Sr. Ende considere bem." O Sr. Ende mudou de expressão: "Parece que o Sr. Shen realmente quer me levar ao beco sem saída." "Cooperarmos também é uma sorte." O homem ergueu os lábios finos, e com um barulho, todas as fichas foram empurradas para o centro da mesa de pôquer. Ele venceu de novo. Shen Xiaohang apoiou uma mão na borda da mesa com arrogância, ergueu as sobrancelhas friamente: "Sr. Ende, agarre bem essa sorte, senão, só lhe restará um destino irreversível." [Nosso marido submisso tem um temperamento um pouco doentio, obsessivo, é uma princesinha sombria e perversa. Mas fiquem tranquilos, a ternura dele é só para a protagonista, ele é um cão fiel à esposa. Eu imploro para o protagonista agir como gente, mas não, ele não quer!]