— “Do mesmo jeito que eles entram, vocês saem.” — Disse Nangong Yeyan. Um homem balançou a cabeça, resignado: “Não adianta. Queremos sair, já tentamos o que você disse. Aqui, armaram armadilhas artificiais. As passagens deles mudam, não são fixas.” Nangong Yeyan ergueu as sobrancelhas. Gong Liye certamente projetou mecanismos dinâmicos. Os corredores dos mecanismos mudavam de posição a cada intervalo de tempo. Só com um sensor dinâmico era possível encontrar a entrada e saída exatas. “Querem sair comigo?” Nangong Yeyan sorriu com um ar sedutor. Eles riram com desdém. Um homem disse: “Deixa pra lá. Essa ideia já passou pela cabeça de outros, mas assim que tentaram, foram mortos.” Não pense que morrer resolve. Eles deixam os corpos apodrecendo aqui, fedendo. Aquela cena horrível, eles não queriam viver nem ver. Então, se resignaram. Preferem viver essa vida sem ver a luz do dia a serem mortos e deixados para apodrecer. “Não acreditam que posso tirar vocês daqui?” Nangong Yeyan riu com frieza. “Você fala com muita arrogância.” — Disse um homem. Nangong Yeyan sorriu: “Não é arrogância minha, é falta de coragem de vocês.” Eles já estavam cheios de rancor por estarem presos ali. Agora, ouvirem que não têm coragem, ficaram ainda mais furiosos. O homem que mais falava ergueu o queixo, olhando para Nangong Yeyan com desprezo: “Você tem coragem? Coragem você tem, mas não tem habilidade. Se tivesse, teria descido para ficar conosco?” Nangong Yeyan curvou os lábios, sem se irritar, olhando para eles com um sorriso enigmático. “Você acha que, por sermos magros, podemos ser intimidados? Daqui a um ano, você estará tão magro quanto nós.” — Disse o Homem B. Nangong Yeyan piscou os olhos. Quando ele disse que ia intimidá-los? “Se você conseguir nos tirar daqui, vamos tratá-lo como um mestre pelo resto da vida, servindo-o.” — Disse o Homem C. Nangong Yeyan, com um sorriso enigmático, olhou para Li Fuya, que estava em silêncio ao lado: “Diga, consigo tirar vocês daqui?” A pergunta colocou Li Fuya em apuros, mas ao pensar em sair dali, seus olhos brilharam intensamente. Ela olhou para Nangong Yeyan e sorriu: “Consegue!” Nangong Yeyan brincou com a arma na mão, lamentando: “Uma bala tira uma vida. Vocês produzem tantas balas por mês, mas não conseguem sair desse lugar maldito. Que desperdício de balas.” “Eles descem com bombas penduradas e coletes à prova de balas.” — Disse Li Fuya. Então, matá-los não é tão fácil. Mesmo que os matassem, não conseguiriam escapar. Você vê eles entrarem por um lugar, mas quando vai até lá, não consegue sair. Além disso, eles vivem anos sem ver o sol, mal alimentados, fracos e doentes. Não conseguem vencê-los em luta. Querem matá-los com armas? É absurdo! Antes de apontar a arma, eles já atiram. Isso já aconteceu antes. Houve um que, doente e sem suportar a dor, quando eles trouxeram comida, quis matá-los e depois se suicidar. Já que não podia sair, que morressem juntos. Mas, antes de apontar a arma, eles o mataram com um tiro. Morrer é pior que viver. Eles não querem jogar suas vidas fora assim.