— Acordou? — Já está melhor do corpo? — Acabou de acordar, não é bom fazer nada. Melhor voltar para descansar, não vamos contar ao Senhor Yan. ... Embora tivessem uma aparência doentia e frágil de quem não via o sol há anos, seus corações eram ardentes. Ao ver Nan Gong Ye Hen, muitos não se continham e iam perguntar sobre sua saúde. Suas roupas eram muito sujas, muito velhas, manchadas de óleo de máquina. Esse tipo de vestimenta dava uma sensação de saúde. Mas seus rostos eram muito pálidos, seus corpos muito magros. Cada um deles dava a Nan Gong Ye Hen a sensação de almas separadas do corpo. Já Nan Gong Ye Hen dava a eles a sensação de um imperador descendo ao mundo. Eles estavam acostumados com a frieza dos seguranças que traziam comida e depois vinham buscar a mercadoria todo mês. Agora, ao ver Nan Gong Ye Hen, embora ele também exalasse uma frieza inata, sua aura nobre lhes transmitia uma sensação de imponência e poder. Quando ele estava ferido, eles já achavam que ele era diferente. Agora, diante deles, sentiam ainda mais que ele era diferente. Nan Gong Ye Hen chegou à área onde as armas estavam empilhadas. Duas pistolas cheias de balas estavam alinhadas em caixas de papelão grossas. Ele pegou uma, observou-a e então a carregou. Ao carregar, a força era leve, parecendo ser uma arma de grande potência. Nan Gong Ye Hen ergueu os olhos e percorreu o local com um olhar afiado. Cada lugar por onde passava parecia marcado por seu olhar. Diante desse olhar, os três homens à sua frente trocaram olhares entre si. Quem era aquele homem? Nan Gong Ye Hen desviou o olhar distante e os encarou. Quando eles encontraram seu olhar, seus olhos se encheram de admiração e ficaram sérios. — Quantas armas produzem por mês? — perguntou Nan Gong Ye Hen. — Umas duzentas. — E as balas? — Cerca de quinhentas. — Não é uma quantidade grande. — Eles não nos deixam fazer mais, e também não queremos fazer muito. — Vocês não comem o suficiente? — Nan Gong Ye Hen os examinou de cima a baixo. Como homens, pareciam extremamente franzinos. Um homem riu amargamente: — Como poderíamos comer o suficiente? Cada um recebe um saco de arroz e um pão. E aqui, temos vinte e três pessoas, cinco mulheres e o resto homens. Homens comem muito. Como vinte e três pessoas podem se sustentar com um saco de cinquenta quilos de arroz por mês? E só tem arroz e pão, legumes e óleo são escassos. — Que vida é essa? — Nan Gong Ye Hen bufou friamente, com um olhar sombrio. — Isso é um inferno escuro. Quem entra aqui só espera morrer aqui. — O homem disse com raiva e resignação. — Vocês produzem armas todo mês, sabem usá-las? Os três balançaram a cabeça. Quando atiravam, ouviam o som do tiro e seus ouvidos zuniam, quanto mais mirar. Nan Gong Ye Hen, ao vê-los balançarem a cabeça juntos, ficou com a expressão ainda mais feia: — Têm armas e não aprendem a usá-las, estão desperdiçando a vida! — Ser capturado aqui é esperar a morte. Desperdiçar ou não, o resultado não é o mesmo? — disse outro homem. — Vocês estão todos dispostos a ficar presos aqui? — Quem está disposto a ficar preso aqui? Mas não podemos sair, o que podemos fazer? Veja, conseguimos sair? — O homem ergueu a mão, apontando ao redor e elevando o tom de voz. Nan Gong Ye Hen seguiu a direção que ele apontava. Eles estavam realmente presos em uma "gaiola" quadrada, sem janelas, sem portas, realmente não sabiam por onde sair.