Eles são bonitos e ela é linda, juntos realmente combinam. A aura nobre e elegante de Ouyang Ruobing combina com Nangong Yehen. Pena que, ouvindo a conversa deles, ela percebeu que Ouyang Ruobing havia magoado Nangong Yehen. Chu Lingzhi bufou internamente, pensando: com aquela postura fria e altiva, ele também sofre por amor? "Srta. Ouyang, você se superestima. No meu dicionário, Nangong Yehen, não existe a palavra 'sofrimento'." Pff, aquele tom sarcástico claramente mostrava que ele estava ferido, mas ele não admitia. Chu Lingziz mordeu os lábios e, em pensamento, desprezou profundamente Nangong Yehen. "Quando as flores desabrocham, penso em você, mas não ouso confessar a mim mesmo, meu coração te guarda como um guarda-chuva..." Enquanto se deliciava com a fofoca, o toque do celular de Chu Lingziz de repente soou. Ela foi pegar o telefone na bolsa. Quem era tão sem noção para interrompê-la naquele momento? Na tela, aparecia o nome de Mu Yu. "Mu Yu..." Assim que atendeu, do outro lado veio um choro abrupto e triste de Mu Yu. "Uh uh..." Chu Lingziz se assustou, elevou o tom de voz: "Mu Yu, o que aconteceu?" No camarote ao lado, Nangong Yehen ergueu uma sobrancelha. A voz de Chu Lingziz? Ouyang Ruobing não prestou atenção àquela voz; mesmo que a reconhecesse, não saberia que era de Chu Lingziz. Ela pegou o chá, deu um gole, e olhou para Nangong Yehen com um olhar cheio de ternura e complexidade. As sobrancelhas erguidas de Nangong Yehen, seu rosto refinado e frio, a fascinavam. Quando o deixou, foi por necessidade— "Briga? Você brigou com alguém? Onde você está agora?" A voz de Chu Lingziz soou mais alta. Nangong Yehen franziu a testa, mas Ouyang Ruobing pensou que era por estar desconfortável com a presença dela, e seu coração doeu novamente. "Hospital do Amor, entendi. Vou para lá agora." Chu Lingziz pegou a bolsa e saiu rapidamente do camarote. Nangong Yehen virou a cabeça e viu justamente sua silhueta apressada se afastando. Ouyang Ruobing, tardiamente, seguiu seu olhar, mas só vislumbrou brevemente aquela figura, sem saber que era Chu Lingziz. Mas seu instinto feminino lhe dizia que aquela mulher, Nangong Yehen a conhecia... De repente, Nangong Yehen se levantou bruscamente, sem se despedir, calçou os sapatos e saiu. "Nangong..." Ouyang Ruobing o olhou com tristeza. Ele foi tão rápido que ela não teve tempo de detê-lo. Vendo-o desaparecer no corredor silencioso, o coração de Ouyang Ruobing pareceu ser cortado por uma tesoura, a dor na ponta fez lágrimas transbordarem de seus olhos. A mulher que o fez sair tão apressadamente devia ser importante para ele. A mulher que ele valoriza significa que ele a ama... Chu Lingziz caminhou rapidamente para fora da casa de chá. De repente, uma sombra escura bloqueou seu caminho. Se não tivesse parado a tempo, teria colidido com ele. Olhando para cima, Chu Lingziz se surpreendeu: "Como é você?" Ele não estava tomando chá com Ouyang Ruobing? Como— Chu Lingziz olhou ao redor, será que estava vendo fantasmas? Nangong Yehen estava diante dela, alto e esguio, com uma presença opressora; ela ainda podia sentir o leve cheiro de tabaco nele. "Para onde vai?" Sua voz era gelada. "Hospital." Respondeu Chu Lingziz. Mas pensava consigo: perguntar é perguntar, por que usar um tom tão frio? Já sentia um arrepio na espinha. "Algum problema?" Ele a ouvira falar ao telefone, parecia que alguém próximo a ela se feriu em uma briga e estava hospitalizado.