Capítulo 82: Capítulo 82 Desculpe por te fazer sofrer tanto

Um fofoca tão picante assim, não custa nada ouvir.

Para ouvir melhor, Chu Lingzhi simplesmente levou os petiscos e se aproximou da parede de mogno, parou ali e ficou de ouvidos bem abertos.

O coração de Ouyang Ruobing doeu mais uma vez, e ela sorriu amargamente, resignada.

Sua expressão triste a tornava ainda mais comovente e encantadora.

O vestido amarelo-claro realçava ainda mais a pele alva e rosada de Ouyang Ruobing.

Ela parecia uma boneca de cristal, que precisava ser segurada nas palmas das mãos e cuidada com todo cuidado.

Ouyang Ruobing era linda, com uma fragilidade misturada à sua competência, fazendo qualquer homem que a visse querer abraçá-la e amá-la bem.

Se não fosse por ela tê-lo deixado naquela época, ele ainda a trataria com carinho agora.

Tomou um gole do chá de jasmim que costumava gostar, mas não sentiu o sabor.

Nangong Yehen estava com uma expressão sombria e fria, mas bebia o chá e comia os petiscos em silêncio.

Ouyang Ruobing segurava firme a xícara de chá e o encarou, perguntando com ousadia: "Nangong, podemos recomeçar?"

Os olhos de Nangong Yehen tremeram levemente, e então ficaram frios como gelo.

Ele parou de comer e disse com uma voz gélida: "Se não tem mais nada, vou embora."

"Você a ama?" Ouyang Ruobing perguntou de repente.

Nangong Yehen ergueu as sobrancelhas, seu rosto bonito e cruel cheio de desagrado.

Ouyang Ruobing sorriu com amargura: "Não peço que me ame, mas não podemos nem ser amigos?"

"O que você quer dizer exatamente?" Sua voz carregava uma forte impaciência.

"Você a ama, por isso a deixou morar na Mansão Nangong?"

Chu Lingzhi se assustou um pouco. Esse "ela" se referia a ela?

Nangong Yehen sorriu com sarcasmo: "Isso tem algo a ver com você? Quem eu amo, você não tem o direito de perguntar."

Parecia que alguém estendeu cinco dedos e apertou seu coração, a dor vindo da ponta.

"Você precisa me tratar assim?" Ouyang Ruobing, com os olhos vermelhos, olhou para Nangong Yehen com tristeza.

"Então como você quer que eu te trate?"

"..." Ela só queria que eles pudessem ser amigos.

Mesmo que não pudessem ser amantes, ser amigos já bastava, desde que ele não a tratasse com esse olhar e essa atitude.

Nangong Yehen a encarou com agudeza, a aura que emanava dele era fria como a de um juiz do inferno: "Senhorita Ouyang, não se coloque num pedestal tão alto. Eu, Nangong Yehen, sem você, ainda tenho um monte de mulheres esperando para serem agraciadas por mim."

Ao ouvir isso, Ouyang Ruobing tremeu, seu rosto ficou pálido: "No fundo, você ainda me odeia."

"Senhorita Ouyang, eu já disse, não tenho tempo para te odiar, e você não tem direito de me fazer odiá-la!" O homem exalava um frio aterrorizante.

"Ela tem seus méritos, ame-a bem."

"Não preciso que me lembre."

"Fico feliz que você tenha atendido minha ligação e aceitado comer comigo." Ouyang Ruobing reprimiu a dor no peito e olhou para Nangong Yehen com um sorriso.

Seu sorriso tinha uma fragilidade partida, que partia o coração.

Mas Nangong Yehen era duro e insensível, indiferente à sua aparência comovente.

Pelo contrário, seu olhar para ela ficou ainda mais pesado e frio: "Atender sua ligação e comer com você foi por considerar que você cuidou do Yichen por tantos anos, mas não haverá um depois."

O coração de Ouyang Ruobing doía muito, e ela disse com a voz embargada: "Nangong, me desculpe, fui eu que te fiz sofrer todos esses anos."

Chu Lingziz enfiou o último pedaço de petisco na boca. Nesses anos, Nangong Yehen sofreu muito?

Pelo que ela via, ele não parecia nada alguém que passou por sofrimento.

Embora só tivesse visto Ouyang Ruobing uma vez, sua aura e beleza estavam bem gravadas em sua mente.