Vestindo-se, Nangong Yehen levou Chu Lingzhi até a casa da Tia Liu. A Tia Liu morava sozinha; seu marido a deixara há alguns anos, e seu filho, nora e netos moravam em uma casa nova. A Tia Liu sofria de dores nas pernas há muitos anos, sempre acordando de madrugada com a dor. Quando Chu Lingzhi chegou, a Tia Liu estava com tanta dor na perna que não conseguia dormir. A luz do quarto estava acesa, e ela, deitada na cama, soltava gemidos de dor. Ao entrar no pátio, Chu Lingzhi já ouvia esses sons. Ao ouvi-los, seu coração parecia ser apertado com força por uma mão. — Esta noite vou ficar aqui para cuidar da Tia Liu. Você… volte logo. — Chu Lingzhi virou a cabeça e, à luz do quarto, olhou para Nangong Yehen e disse. Não sabia se era por causa da luz excessivamente forte do quarto ou por sua impressão, mas Chu Lingzhi achou que o rosto de Nangong Yehen estava mais magro. Fazia apenas meio mês desde a notícia de que ele e Di Rui Yingxue tinham ido a um hotel. Em apenas meio mês, ele já tinha emagrecido? Magro ele estava, mas ainda assim tão bonito. Ao ouvi-la pedir para ele ir embora, ele ergueu levemente as sobrancelhas, olhando para ela com desagrado: — Está com tanta pressa para eu ir? — Se você não for, vai amanhecer. — Chu Lingzhi franziu a testa. Nangong Yehen ergueu o pulso e olhou para seu relógio caro: — Ainda não são 11 horas, falta muito para o amanhecer. Chu Lingzhi estava realmente preocupada com ele: — Nangong Yehen, vá embora. Preciso ficar e me concentrar em tratar a Tia Liu. — Ficar ao lado não vai te atrapalhar. — Ele só queria ficar ao lado dela, observando-a em silêncio. — Por que você está agindo como uma criança teimosa? Se Di Rui Yingxue souber que você está aqui comigo, como vai explicar para ela? — Chu Lingzhi disse, impaciente. Se isso se espalhasse e chegasse aos ouvidos de Di Rui Ximing, com sua astúcia e esperteza, ele não suspeitaria das intenções de Nangong Yehen? — Bobinha, eu sei o que estou fazendo, não se preocupe comigo. — Nangong Yehen estendeu a mão e acariciou o pescoço dela, com um tom de voz suave e cheio de carinho. Chu Lingzhi bufou friamente. Saber o que fazia, e ainda assim vir aqui? Ele já tinha ouvido pelo telefone que Yin Hanxuan estava aqui, e mesmo assim insistiu em vir. Isso era saber o que fazia? — Vá embora. Com você aqui, não consigo me concentrar para tratar a Tia Liu. — Ela não queria que ele se metesse em problemas. Nangong Yehen pensou um pouco e disse com voz calma: — Entre. Vou ficar aqui te vendo entrar e depois vou embora. Chu Lingzhi olhou para ele, moveu os pés e caminhou em direção à porta. Como a Tia Liu não estava bem de saúde, nunca trancava a porta à noite, para facilitar a visita ocasional do filho. Além disso, naquela casa velha e simples, não havia nada de valor, então trancar a porta era desnecessário. Chu Lingzhi conseguiu empurrar a porta com facilidade. Quando levantou a perna para passar pela soleira, de repente sentiu uma onda de tristeza no coração. Ela se virou bruscamente. Sob a luz fraca, a figura familiar e alta ainda estava ali, olhando para ela. De repente, seu coração se encheu de amargura, como se estivesse mergulhado em água salgada, azedo e amargo. Chu Lingzhi sentiu uma vontade imensa de chorar. Inclinando levemente o corpo, teve até o impulso de correr até ele e se jogar em seus braços. — Nangong Yehen… — Hã? — Pode prometer uma coisa? Nangong Yehen sorriu: — Fala. Nem que fosse cem coisas, ele prometeria. — Cuide-se. — A voz dela estava embargada. Para ele, o poder e os interesses eram importantes, mas para ela, a vida dele, sua segurança e sua felicidade eram o mais importante. Ao ouvir isso, o coração de Nangong Yehen deu um pulo doloroso.