— Você está com muita sede? — perguntou Chu Lingzhi, olhando para ele de forma estranha. O segurança tinha água mineral em mãos; se ele estivesse com sede, poderia beber. — Não estou com sede — disse Nangong Yehen. Chu Lingzhi observou os seguranças que seguiam pelo caminho em direção à floresta. — Se não está com sede, por que mandá-los procurar frutas silvestres? Na verdade, eles estão bem cansados. — Eles foram treinados, não sentem cansaço. — Treinados viram deuses, então? Nangong Yehen afagou a cabeça dela. — Você é muito ingênua. Chu Lingzhi soltou uma risada. — Quer dizer que sou boba, não é? — Não é boba, é ingênua — disse Nangong Yehen, sério. — Você os mandou embora de propósito? — Viu? Você não é boba mesmo — disse Nangong Yehen, rindo enquanto afagava a cabeça dela. Chu Lingzhi revirou os olhos para ele. — Mandá-los embora assim, você é bem sem coração. — Estamos tendo um momento a sós — disse Nangong Yehen, abraçando-a, fazendo com que ela se aninhasse como um passarinho em seus braços, protegendo-a do vento forte. — Se quer tanto um momento a sós, por que os trouxe? — Se não os trouxesse, quem me serviria quando eu quisesse caça e frutas silvestres? Não quero que você se canse. — Se eles não viessem, eu teria que me cansar? Você não pode se cansar? — Quero ficar com você. — Você pode se cansar e ainda assim ficar comigo. O homem abaixou a cabeça e beijou sua testa, sedutoramente. — Eu gosto desse tipo de cansaço. O tom era tão sedutor que Chu Lingzhi, com um pouco de raciocínio, entendeu o que ele queria dizer. Ela revirou os olhos, sem palavras. Degenerado, esse homem tinha a mente degenerada; não falava três frases sem insinuar algo, e sua cabeça só pensava em insinuações. Esse homem, sem insinuações, parecia não conseguir viver. Chu Lingzhi mudou de assunto, olhando para a majestosa montanha à frente. — Montanhas e rios, sentar aqui dá uma sensação de olhar para toda a humanidade. A vista era realmente bela; no topo da montanha à frente, névoa branca se enrolava, como se tocasse o céu, com nuvens pairando sobre ela. Mas Nangong Yehen não sentia isso. — Quando tiver oportunidade, vou te levar ao topo de uma montanha mais alta, para realmente ver o mundo inteiro. — Ótimo, estou ansiosa — disse ela. Desde que ele estivesse com ela, para onde fosse, ela sempre estaria ansiosa. — Está com frio? — Os olhos do homem eram gentis, sua voz grave e cheia de ternura. — Não estou com frio — respondeu ela, apertada em seus braços. O corpo forte dele já havia bloqueado o vento com sucesso. Todo o corpo dela estava aquecido pelo calor dele, sentindo-se quente. Eles ficaram ali sentados, contemplando as belas montanhas e rios, sentindo a beleza deles. Do lado da fonte termal, Yin Hanxuan e os seguranças chegaram procurando. Com muito esforço, finalmente encontraram a entrada da caverna! Acima da fonte termal, sentiram o cheiro de enxofre, e na entrada da caverna também sentiram o mesmo odor. Além disso, havia vestígios de uma fogueira na entrada. Yin Hanxuan, com seus olhos afiados, examinou os arredores, pensou um pouco e pisou para dentro da caverna. Dentro, estava escuro como breu. Eles acenderam lanternas e, com a luz, foram avançando. O caminho da caverna não era reto; era tortuoso, com várias curvas, até que finalmente viram luz à frente. Os olhos de Yin Hanxuan brilharam, com uma expectativa ansiosa, e ele acelerou o passo em direção à luz. Ao ver os vestígios da fogueira na entrada, ele soube que aquela mulher bonita não era um espírito nem uma alma penada, mas uma pessoa! De repente, ele quis ver logo aquela mulher que se parecia tanto com Chu Lingzhi. Logo, chegaram à beira da fonte termal. Parados na margem, olhando para tudo à sua frente, não apenas Yin Hanxuan, mas até seus seguranças ficaram atônitos.