—Vovó, não estou chorando. — Zhong Xibing fez beicinho. — Só estou triste.
Chu Lingzhi e Nangong Yehen trocaram olhares e sorriram. Essa garota gostava tanto assim de Nangong Yichen?
— Da próxima vez, trago ele aqui para vocês se divertirem à vontade. — Chu Lingzhi consolou a triste Zhong Xibing.
Ao ouvir isso, Zhong Xibing de repente abriu um sorriso radiante e olhou para Chu Lingzhi com os olhos brilhando: — Sério?
Chu Lingzhi assentiu com firmeza: — Sério.
Se eles não quisessem vir, ela os nocautearia e os amarraria para trazê-los de qualquer jeito.
— Irmã Lingzhi, você é tão boa! — Zhong Xibing riu feliz, com vontade de abraçar a perna de Chu Lingzhi.
— Quando você crescer um pouco, vou te levar para a cidade T, assim você poderá brincar com Yichen e Junyu todos os dias. Não acha melhor?
Ao ouvir isso, Zhong Xibing bateu palmas animada: — Que bom! Além da escola, nunca saí da cidade grande!
Fu Chunyan olhou para o sorriso inocente e animado da criança e pensou novamente no pai de Zhong Xibing. Seu coração apertou e seus olhos ficaram vermelhos.
Ela acariciou a cabeça de Zhong Xibing e disse com um tom meio carinhoso, meio de ensinamento: — Olha como você está feliz. Não pode se esquecer da vovó só porque tem o Yichen e os outros.
Zhong Xibing ergueu a cabeça, o rosto cheio de um sorriso ingênuo: — Posso levar a vovó junto.
— Quando você crescer, a vovó já estará velha, só poderá ficar na vila Lizhu, sem poder ir a lugar nenhum.
— Não vai, quando eu crescer, a vovó ainda será jovem.
— Sua criança boba.
Chu Lingzhi sorriu ao observá-las, e de repente uma ideia lhe veio à mente.
Ela olhou para Nangong Yehen e franziu levemente a testa. Por que esse cara ficava olhando para ela com um sorriso enigmático?
Chu Lingzhi tocou o rosto. Será que tinha alguma coisa nele?
Depois que Fu Chunyan levou Zhong Xibing para fora, Chu Lingzhi se deitou na cama.
Ela esticou braços e pernas, formando um "X" grande. — Uau, que gostoso.
Normalmente dormia em camas macias de marca, agora dormir numa cama de tábua era bem confortável.
A cama era pequena, não tão larga e luxuosa quanto as do casarão.
Nangong Yehen também não reclamou. Ele se aproximou, parou na frente da cama e olhou para a mulher um tanto grosseira, dizendo com desagrado: — Não sobrou espaço para mim.
— Durma no chão. — Chu Lingzhi esticou ainda mais os membros.
— Assim, no chão? — O homem ergueu as sobrancelhas bem alto.
Chu Lingzhi riu baixinho: — Tem problema?
— Sem cobertor e travesseiro extras, vou dormir pelado no chão?
Chu Lingzhi percorreu o corpo dele com o olhar: — Você está vestido.
— Chu Lingzhi, você está pedindo por uma surra, sua pestinha provocante. — Nangong Yehen a empurrou rudemente para dentro.
— Seu rei demônio grosseiro.
— Se não for grosseiro, como vou conquistar essa pestinha? — Enquanto falava, a mão do homem começou a tocar desordenadamente o corpo dela.
Chu Lingzhi segurou o braço dele: — Hoje à noite não, estou cansada.
— O quê? — Nangong Yehen perguntou com um olhar profundo, fingindo não entender.
— Não me toque.
O homem acelerou os movimentos: — Vou tocar sim.
— Chega, estamos na casa da irmã Chunyan. — Chu Lingzhi o impediu.
Se ele acendesse o fogo dela, o que faria?
Nangong Yehen mudou de posição, deitou-se de costas na cama e a abraçou: — Dorme, também estou cansado.
— Nangong Yehen. — Chu Lingzhi ergueu a cabeça e o encarou sorrindo, enquanto cutucava o peito dele com o dedo.
Esse gesto leve fez o olhar de Nangong Yehen se aprofundar e sua garganta apertar.
Ele agarrou de repente a mãozinha macia e sem ossos dela: — Não se mexa.