Capítulo 502: Capítulo 502 Sentir saudades dele e chorar

Ao se aproximar da vila de Lizhu, o rosto de Chu Lingzhi expressava nostalgia por aquele lugar.

Ele compreendia seus sentimentos; afinal, ela havia vivido ali quando criança.

Ele tomava cuidado para não mencionar o avô Chu. Quando os aldeões os cercaram, perguntando sobre suas vidas, também não tocaram no assunto.

Agora, Fu Chunyan de repente o trouxe à tona, e o coração de Nangong Yehen deu um sobressalto.

Claro, os fatos provaram que sua preocupação era desnecessária.

Chu Lingzhi não chorou por Fu Chunyan ter mencionado seu avô.

Ela sentia saudades dele. Ao voltar ali, não conseguia evitar lembrar do grande incêndio daquela época, e seu coração ficava triste.

Mas ela já havia aprendido a ser forte. Seu avô não gostaria que ela chorasse sempre que pensasse ou falasse dele.

Uma criança assim seria frágil demais.

O avô não gostava de fraqueza e denguice.

Enquanto arrumava a cama com Fu Chunyan, ela sorriu: "O avô não pode mais vir."

Fu Chunyan pensou que o avô Hu estivesse velho demais, com dificuldades de locomoção.

Ela riu: "Da próxima vez, trazemos ele numa cadeira de rodas."

Chu Lingzhi olhou profundamente para Fu Chunyan: "O avô foi se reunir com a avó."

Fu Chunyan parou o movimento, hesitou por um instante, e olhou para Chu Lingzhi com pesar: "Lingzhi, desculpe, eu não sabia."

Que pena, avô e neta tinham acabado de se reencontrar e já se separaram.

Chu Lingzhi sorriu: "Não tem problema, vocês também sentem saudades dele. Além disso, quando ele partiu, estava muito sereno e feliz."

Ela virou a cabeça e sorriu para Nangong Yehen: "Naqueles meses, ele viveu muito bem ao nosso lado."

Nangong Yehen a encarou com olhos ternos e lhe deu um sorriso perfeito.

Chu Lingzhi sentiu um calor no peito e continuou a arrumar os lençóis.

Fu Chunyan observou Chu Lingzhi e, não encontrando tristeza em seu rosto, suspirou aliviada.

Ela mudou de assunto, abrindo um sorriso: "Lingzhi, agora não sinto mais inchaço no abdômen nem peso no ânus. Depois que melhorei, meu ânimo também melhorou!"

Desde que começou a tomar os remédios receitados por Chu Lingzhi e seguiu suas orientações de não se cansar demais na lavoura,

e também de tentar ser mais alegre e aberta — seu filho não estava mais ali, era fato, mas sua neta ainda estava.

Ela tentou se abrir, viver feliz, e seu humor melhorou, enquanto o desconforto no corpo foi desaparecendo aos poucos.

Agora, à noite, ela dormia profundamente, acordando só de manhã.

Ao ouvir isso, Chu Lingzhi a olhou surpresa: "Sério? E depois, nunca mais sentiu inchaço abdominal?"

Fu Chunyan balançou a cabeça: "Não, já faz tempo que não sinto!"

Ela ergueu o polegar para Chu Lingzhi: "Lingzhi, uma médica divina!"

"Exagero." Chu Lingzhi riu baixinho.

Nesse momento, uma pequena figura entrou pela porta.

Zhong Xibing, com o cabelo preso num rabo de cavalo, aproximou-se lentamente de Chu Lingzhi.

"Xibing, por que você ainda não foi dormir?" perguntou Fu Chunyan, surpresa.

Tão tarde, ela pensava que a menina já estivesse dormindo.

"Não consigo dormir." disse Zhong Xibing, piscando os olhos brilhantes como estrelas no céu para Chu Lingzhi: "Irmã Lingzhi, por que o Yichen não veio?"

Chu Lingzhi a olhou com divertimento: "Você sente muita saudade dele?"

Zhong Xibing assentiu: "Muita!"

"Eu pedi para ele vir, mas ele não veio, está ocupado com os estudos."

"Ele não é muito inteligente? Não precisa estudar, não é?"

Chu Lingzhi estendeu a mão e acariciou sua cabeça, rindo: "Sem estudar, de onde viria a inteligência?"

"Mas eu quero muito vê-lo." disse Zhong Xibing, com a voz embargada.

"Essa menina, sentir saudade é uma coisa, mas vai chorar por isso?" Fu Chunyan virou seu corpinho e, aliviada, viu que ela não estava chorando.