— Sim, és o rei, e se és digno ou não, só tu decides. — Chu Lingxiu riu com desprezo, sua voz carregada de sarcasmo.
Nangong Yehen brilhou os olhos ao observá-la sorrir levemente. — Sabes que sou o rei. Ficar ao lado do rei trará riqueza e glória sem fim.
Ela se esforçou para se libertar de seus braços, com um sorriso falso. — Agradeço o favor do rei, mas perdoe-me, não tenho a sorte de desfrutá-lo. Procure outra mulher.
Nangong Yehen sentou-se, seu olhar sedutor e fascinante fixo em Chu Lingxiu. — Queres tomar banho?
— Não! — gritou Chu Lingxiu.
Contra todas as expectativas, Nangong Yehen não se irritou. — Se não tomas, eu também não tomo.
Ele pegou as roupas, erguendo-se imponente diante da cama, vestindo-se com elegância.
O nobre Rei da Cidade era o nobre Rei da Cidade; mesmo ao fazer algo errado, cada gesto seu transbordava graça e dignidade.
Vestido impecavelmente, ele retomou a aura fria e majestosa do nobre Senhor Nangong, exalando o espírito de um rei.
Animal de terno! Chu Lingxiu amaldiçoou em pensamento.
Nangong Yehen ergueu os olhos, seu olhar indiferente. — Vem cá.
O tom era frio, sem calor, carregado de ordem.
Chu Lingxiu rangeu os dentes, desejando derrubá-lo no chão e pisá-lo várias vezes.
— O Senhor Nangong tem algo a dizer? — Chu Lingxiu sorriu levemente, caminhando em sua direção.
Ao vê-la com aquele sorriso no rosto, o olhar de Nangong Yehen escureceu.
Ele puxou de debaixo do travesseiro o acordo já preparado e o estendeu a ela. — Assina.
— O que é isso? — Chu Lingxiu não o pegou.
— Um acordo.
— Que acordo?
— Ficar ao meu lado, ser o acordo de Nangong Yehen.
Ao ouvir isso, Chu Lingxiu soltou uma risada. — Senhor Nangong, se um dia conquistares a Cidade K, não serás mais o rei de duas cidades, mas o rei de um reino. Para ter uma mulher, precisas de um acordo?
Nangong Yehen ergueu as sobrancelhas, fixando o olhar em seu rosto, dizendo calmamente: — Tu és diferente das outras mulheres.
Chu Lingxiu curvou os lábios. — Senhor Nangong, não vais me dizer que sou a mulher mais bonita que já viste?