Capítulo 34: Capítulo 34: Quem decide se mereço ou não sou eu

O rosto dele era de uma beleza incomparável, como uma obra-prima esculpida com perfeição por um cinzel divino. Adormecido em paz, ele perdia a frieza indomável do dia a dia. Assim, ele parecia ainda mais bonito e perfeito. Se não tomasse cuidado, era fácil se render à sua beleza.

Chu Lingzhi franziu a testa, pensando em Li Meirong, e rangeu os dentes de ódio. Ela puxou o cobertor e desceu da cama com cuidado. A ideia era se vestir e ir embora dali, para evitar o constrangimento quando Nangong Yehen acordasse. Mas, assim que se moveu, caiu de volta na cama. Nangong Yehen a abraçou e a puxou para deitar.

— Senhor Nangong, solte-me. — Chu Lingzhi olhou para ele, com um tom de desagrado. O homem não abriu os olhos, a voz grave: — Durma mais um pouco. — Se quer dormir, durma aqui à vontade. Eu vou voltar. — Chu Lingzhi se debateu para se sentar. Lá fora, o céu já estava clareando. Ela precisava voltar, senão Chu Junyu ficaria preocupado. Estranho, ela não voltou a noite toda, e aquele garoto não ligou para procurá-la? Ela ia pegar o celular, mas Nangong Yehen não a deixou se levantar. Ele a apertou mais, com um tom provocador: — Durma mais um pouco. — Não consigo dormir! — Ela se debateu com força.

Nangong Yehen abriu os olhos, as pupilas como redemoinhos, sem fundo. Ele a olhou, o olhar profundo. Sua expressão irritada era muito adorável. Ela podia ser pura, podia ser sedutora. Podia ser ingênua, podia ser apaixonada. Ele tocou levemente a ponta do nariz dela com o dedo longo: — Não está cansada? — Não estou! — Chu Lingzhi ficou com o rosto vermelho de raiva. — Eu salvei sua vida. — Obrigada! — Só duas palavras? — Muito obrigada! — Chu Lingzhi rangeu os dentes. Nangong Yehen sorriu levemente: — Ainda não é suficiente. — O que você quer? — Chu Lingzhi arregalou os olhos. Será que ela teria que se responsabilizar? — Eu quero... — Nangong Yehen ergueu as sobrancelhas, fingindo pensar — Deixe-me pensar. Chu Lingzhi revirou os olhos. Que homem chato. — Fique ao meu lado, seja minha mulher. — Sou uma mulher com filho, Senhor Nangong. Se quer uma mulher, pode procurar uma bonita, que nunca tenha dado à luz. — Chu Lingzhi apoiou as mãos no peito firme e musculoso dele, tentando empurrá-lo. — Você é muito mais pura do que elas. — E se eu não quiser? Nangong Yehen riu baixinho: — Eu não permito. — Isso é forçar os outros, coagir uma donzela. Senhor Nangong, assim você não é digno de ser o Rei da Cidade. — Se sou digno ou não, só eu decido.