A propriedade Nangong era tão grandiosa que ela sentia uma certa ganância por sua beleza.
— Você não acha que ficar perto do papai é perigoso demais? Se não nos identificarmos como filhos dele, aquela mulher sem peito e sem cérebro não vai pensar em te matar.
— Chu Junyu, você está tentando causar discórdia entre mim e minha mulher! — Os olhos frios de Nangong Yehen se voltaram, seu rosto sombrio.
Chu Junyu fez beicinho e olhou para Nangong Yehen com frieza, como se dissesse: Papai, você pode não se meter?
O rosto de Nangong Yehen ficou ainda mais sombrio, e ele lançou um olhar de advertência para Chu Lingzhi, como se dissesse: Atreva-se a sair da propriedade Nangong e verá!
— Querido, se sairmos da propriedade Nangong agora, será ainda mais perigoso. — Chu Lingzhi acariciou a cabeça de Chu Junyu enquanto falava.
Eles moravam na propriedade Nangong, e os seguranças de Nangong Yehen podiam protegê-los. Além disso, a propriedade tinha segurança rigorosa, e estranhos não conseguiam entrar.
Mas se voltassem para a casa onde moravam antes, seriam assassinados a qualquer momento.
— Então podemos viver em um lugar onde ninguém nos conheça.
Ao ouvir isso, Chu Lingzhi olhou para Chu Junyu com surpresa: — Você está com medo?
— Não é que eu tenha medo, é que você tem medo. Estou pensando em você. — Ele não tinha medo, na verdade adorava aquele tipo de vida.
— Eu nunca disse que tenho medo, por que você está se preocupando à toa? — Chu Lingzhi revirou os olhos, mas por dentro estava feliz, porque seu filho sempre pensava nela.
— É que estou preocupado com você. — O rosto de Chu Junyu esfregou-se no braço dela. — Se você não quer deixar o papai, podemos continuar morando na propriedade Nangong.
Chu Lingzhi olhou para Nangong Yehen. Não era que ela não quisesse deixá-lo, era que não queria deixar Nangong Yichen.
— Eu vou proteger vocês! — Nangong Yehen disse com o rosto sombrio.
— Mamãe, o papai vai nos proteger. Podemos ficar sempre ao lado do papai, não é? — Chu Junyu ergueu a cabeça, piscando os olhos límpidos para Chu Lingzhi.
— Hum. — Para poder viver com Nangong Yichen, o que importava uma vida cheia de perigos?
Além disso, Nangong Yehen os protegeria. Ela tinha muita confiança nele.
— Mamãe, você não quer deixar o papai, e eu também não quero deixá-lo. — Chu Junyu começou a fazer manha.
— Então vamos morar com seu pai na propriedade Nangong de agora em diante.
— Está bem. — Chu Junyu sorriu radiante e abraçou Chu Lingzhi com força. — Mamãe, fico muito feliz em ver que você não quer deixar o papai.
— Contanto que meu querido esteja feliz, está tudo bem.
— Mamãe, você gosta do papai?
— Hum... — Assim que respondeu, Chu Lingzhi se arrependeu.
Ela queria dizer que não, mas naquele momento, Chu Junyu já tinha saído do abraço dela e, sorrindo, olhou para Nangong Yehen: — Papai, não estou causando discórdia entre vocês. Estou ajudando você a testar a mamãe. Ela realmente gosta de você.
Ao ouvir isso, Nangong Yehen curvou os lábios, de ótimo humor.
Chu Lingzhi o encarou. Aquele moleque ingrato.
Ao voltarem para a propriedade, cada um foi para seu quarto descansar.
O dia tinha sido muito agitado, e tanto Chu Junyu quanto Nangong Yichen estavam cansados.
Chu Lingzhi também estava exausta. Quando chegou ao quarto, caiu na cama e dormiu.
Quando estava quase pegando no sono, ouviu passos se aproximando.
Pelo som, sabia que era Nangong Yehen entrando.
Chu Lingzhi virou a cabeça e abriu os olhos.
Nangong Yehen tinha tirado o paletó, vestindo uma camisa azul-clara com as mangas arregaçadas. Deitado na cama, olhando para ele, ela achou que ele parecia muito alto e bonito.
— Senhor Nangong, você também vai descansar? — Ela se mexeu um pouco e perguntou, olhando para ele.