Capítulo 231: Capítulo 231 Você, venha aqui!

Ao ouvir o tiro, os aldeões empalideceram de medo, olhando aterrorizados para aquela ovelha que caiu no campo, sem se debater muito, e ficou com as pernas esticadas e rígidas. — Vou perguntar de novo, onde estão aquelas pessoas? Aquele algoz que parecia ter saído do inferno perguntou novamente, sua voz carregada de frieza e crueldade implacável. Seu olhar afiado como o de um falcão percorreu cada um deles, e em quem pousasse, o coração daquele aldeão tremia. Se ele atirasse, nem precisariam se debater algumas vezes, talvez nem tivessem chance de se debater antes de morrer. O olhar penetrante do homem não encontrou o alvo que procurava entre a multidão. Seu rosto ficou ainda mais frio, seu olhar ainda mais cruel. A boca da arma em sua mão apontou para as pessoas no tanque de peixes. Ao redor, de repente, se condensou uma aura assassina como a de um campo de batalha infernal. Eles exalavam uma crueldade impiedosa, e os aldeões acreditavam que aquele homem atiraria neles. Na multidão, a mão de Huoluan já estava sobre a arma, prestes a sacá-la. Mas o poder do inimigo era imenso, eram mais de cem pessoas. Se ele sacasse a arma naquele momento para enfrentá-los, não só ele, mas todos aqueles aldeões seriam crivados de balas como um favo de mel. Além disso, entre os aldeões estavam o jovem mestre e o pequeno mestre, ele não ousava agir por impulso. Chu Junyu e Nangong Yichen, com os rostos cobertos de lama, estavam naquele momento com olhares frios e cheios de ódio, fitando o homem na beira da estrada. Bang— Outro tiro soou, e a bala acertou a perna de uma mulher que estava mais perto do homem. — Ah... — a mulher gritou de dor, caindo com um baque na lama. — Afang! — Afang! Os aldeões primeiro se assustaram, mas logo se recuperaram do pânico e se apressaram para ajudar a mulher a se levantar. O sangue jorrava da coxa da mulher, escorrendo pelas calças de pano molhadas e se espalhando na lama, como estranhas enguias vermelhas. — Atacar mulheres fracas, que tipo de homem é esse? — Huoluan de repente se destacou, olhando com frieza para o homem tão frio quanto o deus da morte, e disse em voz alta: — As pessoas que você procura foram embora daqui há dois dias! Se não fosse pela superioridade numérica do inimigo, Huoluan já teria começado a luta. Aqueles eram aldeões bondosos, inocentes e indefesos, ele não queria arrastá-los para isso. Se ele sacasse a arma agora e matasse aquele homem, eles saberiam que ele era um homem de Nangong Yehen e descobririam que Nangong Yehen estava ali. — Subam todos, ou morrerão no tanque! — O homem não acreditou nas palavras de Huoluan. Aquela gente na sua frente, toda suja, quem sabia se as pessoas que ele procurava não estavam entre eles? Os aldeões se entreolharam, com o terror estampado nos olhos. Juntando-se aos gritos de dor da mulher, seus corações tremiam. Eles sabiam que, se aqueles homens de preto encontrassem Chu Lingzhi e Nangong Yehen, com certeza os matariam. Depois de morar alguns dias com Nangong Yehen e Chu Lingzhi, conheciam bem seu caráter, além dos dois pequeninos tão adoráveis, e nos últimos dias a bondade de Chu Lingzhi para com eles os enchia de gratidão no fundo do coração. Mesmo agora, com armas apontadas para eles, não os traíram. Trêmulos e amedrontados, saíram do tanque de peixes e ficaram de pé num terreno vazio. O olhar do homem percorreu cada um deles. Eram todos aldeões fracos e sem porte, e homens e mulheres não eram altos. Entre eles, o mais alto era Huoluan. Por fim, o olhar do homem se fixou em Huoluan. — Você, venha cá! — O homem apontou a arma para Huoluan, com um olhar carregado de uma aura assassina cortante.