Capítulo 230: Capítulo 230: Vocês têm certeza?

Ao redor, balas assobiavam, algumas atingindo o chão, outras os troncos das árvores.

Eles queriam correr montanha abaixo, mas Chu Lingzhi de repente pensou nos aldeões e nos dois filhos.

Se voltassem agora, com certeza os colocariam em apuros.

Chu Lingzhi parou de repente e atirou contra quem os perseguia.

Sua ação chocou Nangong Yehun, que logo ergueu os lábios num sorriso sinistro.

Eles usavam as árvores como cobertura, enfrentando os inimigos.

— Nos meus vinte e nove anos de vida, é a primeira vez que luto lado a lado com uma mulher — disse Nangong Yehun.

Com um movimento elegante, ele rapidamente chegou ao lado de Chu Lingzhi.

— Tio, nos meus vinte e quatro anos, é a primeira vez que participo de uma batalha. — Isso realmente parecia uma guerra.

Antes de conhecê-lo, como ela poderia imaginar que algo assim aconteceria consigo?

— Comigo, você vai enfrentar isso com frequência. Tem medo? — perguntou Nangong Yehun.

Ele tinha muitos inimigos, e sua situação era especial.

Ele se virou e atirou novamente, acertando o coração de um homem de preto, que caiu na hora.

Chu Lingzhi também atirou, mas a pontaria era ruim; errou e só acertou o braço do oponente.

— Morro de medo!

Bang, bang, bang —

Chu Lingzhi disparou mais alguns tiros. Usar uma arma sem silenciador era realmente emocionante.

Eliminaram alguns dos que vinham na frente, mas ainda havia muitos atrás.

Desse jeito, não conseguiriam acabar com todos.

Só restava correr, se esconder e atirar ao mesmo tempo.

Ao mesmo tempo, Chu Lingzhi se preocupava com a situação de Chu Junyu e dos outros.

Comparado ao que acontecia na montanha, a situação na vila também não era boa.

Uma hora antes, a maioria dos aldeões estava alegremente pescando no açude.

A água do açude tinha sido bastante drenada, e adultos e crianças desceram até ele.

Crianças da idade de Chu Junyu mergulhavam no açude como peixes felizes.

Elas corriam de um lado para o outro, cobertas de lama.

Chu Junyu e Nangong Yichen também foram puxados para o açude por Zhong Xibing, brincando animadamente com as outras crianças.

Sem se importar com a elegância, tiraram as camisas, arregaçaram as calças e ficaram tão sujos de lama que ninguém reconhecia de quem eram os filhos.

Huo Luan, que sempre os vigiava, também foi puxado pelos aldeões. Com as calças arregaçadas e coberto de lama, seu corpo robusto parecia o de um homem forte da vila.

No auge da diversão, de repente, uma fileira após outra de carros pretos entrou pela única estrada da vila.

A carreata era imponente e grandiosa, atraindo a atenção de todos.

Os aldeões, que nunca tinham visto algo assim, ficaram curiosos com tantos carros.

Os veículos pararam em fila na estrada, e deles saíram homens altos, todos uniformizados.

Todos vestiam ternos pretos, com expressões frias e duras. Seus olhos varriam os aldeões com um olhar assassino e cortante, fazendo-os tremer.

Os aldeões ingênuos sentiram que não eram bem-vindos!

Eles ficaram à beira da estrada, examinando quem estava no açude, exalando uma aura assassina, olhando de cima.

Um homem se adiantou e perguntou em voz fria: — Onde eles estão?

Os aldeões pareciam confusos, mas no fundo suspeitavam que o "eles" se referia a Chu Lingzhi e Nangong Yichen.

— Um casal jovem com duas crianças entrou na vila? — o homem perguntou novamente, com voz fria.

Chu Junyu e Nangong Yichen sentiram um sobressalto no coração. No meio da multidão, Huo Man fez menção de sacar a arma.

Os aldeões balançaram a cabeça.

O homem deu um sorriso frio, com olhar penetrante. — Tem certeza?

Sem desviar o olhar, ele disparou um tiro, acertando uma ovelha que pastava no campo.