Nangong Yehen comia com elegância, enquanto seu olhar profundo se fixava em Nangong Yichen. — Por que pergunta isso? — retrucou Nangong Yichen. A voz trazia a inocência infantil, com um pouco menos de frieza que o habitual. — Quando o irmão come, parece um lobo faminto olhando para a comida, mas você fica nos encarando. Ao ouvir isso, Chu Junyu franziu a testa, descontente: — Mamãe, você é que é o lobo faminto. — Hoje você realmente parece um lobo faminto. — Quem disse isso foi Nangong Yichen. Chu Lingzhi e Nangong Yehen se entreolharam ao ouvir, e o lábio perfeito do homem se curvou levemente, como se estivesse sorrindo. Chu Lingzhi também sorriu. A frase de Nangong Yichen fez com que ela sentisse que, no fundo, ele a tinha como mãe verdadeira. — Não sou um lobo faminto, é que a comida de hoje está muito gostosa. Outra empregada havia substituído o lugar de Lin Ling, e cada prato que ela fazia era muito caprichado. — Yichen, responda à pergunta da sua mãe. — Nangong Yehen também terminou de comer, largou os hashis, pegou um guardanapo e limpou os lábios com elegância. — Não tenho nada a dizer. — Nangong Yichen tinha uma expressão indiferente. — Papai, mamãe, o velhinho está feliz hoje. Chu Junyu, com seu jeito calmo, parecia entender bem Nangong Yichen. — Por que está tão feliz? Chu Lingzhi lembrou que, quando Lin Ling morreu, eles estavam todos presentes e nem piscaram diante da cena sangrenta. A coragem deles superava sua imaginação. Eles não estariam de bom humor e com apetite só porque Lin Ling morreu, estariam? Isso não combinava com o estilo deles; Lin Ling não era capaz de afetar suas emoções e apetite. — Porque podemos sentar e comer juntos como uma família de quatro. Quem respondeu a Chu Lingzhi não foi Nangong Yichen, mas Chu Junyu. Chu Junyu sorriu com elegância para Nangong Yichen: — Quando vocês estavam lá em cima, o velhinho disse que, em cinco anos, é a primeira vez que mora com os pais. Acho que ele está feliz por poder comer com o papai e a mamãe, por isso o olhar dele fica vagando entre vocês. Ao ter seus pensamentos revelados, Nangong Yichen lançou um olhar frio para Chu Junyu: — Você está se metendo onde não é chamado, muito tagarela. — ... — Chu Junyu ficou paralisado. Ele era tagarela? Ele olhou para Chu Lingzhi com um ar de injustiça: — Mamãe, eu sou tagarela? Chu Lingzhi sorriu: — Não é tagarela, só fala um pouco mais que o pequeno tesouro. Então qual é a diferença entre isso e ser tagarela? Nangong Yehen os observava em silêncio. Dois rostos idênticos, mas expressões e olhares diferentes. Personalidades também distintas, mas ambos igualmente elegantes, cavalheirescos e nobres. No fundo, ambos ansiavam por crescer sob o amor caloroso dos pais. Nangong Yehen olhou profundamente para Nangong Yichen. Ele também teve infância, e um dia também desejou que os pais pudessem estar com ele... — De agora em diante, vamos comer juntos em todas as refeições. — Disse Nangong Yehen. Levantou-se, deixou-os para trás e saiu da sala de jantar com elegância. — De agora em diante, vamos comer juntos em todas as refeições. Esse "de agora em diante" inclui a vida inteira? — Chu Junyu piscou, olhando para Nangong Yichen com curiosidade. Nangong Yichen revirou os olhos: — Essa pergunta você deveria fazer ao Nangong. O coração de Chu Lingzhi tremeu levemente. Ela estava ainda mais curiosa que Chu Junyu. Esse "de agora em diante" seria para sempre? ... Era um banquete extremamente solene. O saguão do primeiro andar do famoso Hotel Longteng estava todo reservado. O local estava decorado de forma luxuosa e extravagante. Por toda parte, havia flores coloridas e balões vibrantes. Era uma festa de celebração festiva, e os convidados eram todos de alto status social, figuras influentes, com poder e dinheiro, da nobreza renomada.