O pingente de cobre, claro, não vale nada; o que vale é o elixir firmemente envolto dentro dele. Um único elixir matou seu respeitado avô, sua gentil avó e sua compreensiva mãe— Ela odiava aquele pingente, mas não tinha escolha a não ser protegê-lo bem. Era a única coisa que seu avô lhe pedira antes de morrer. Acariciando o pingente, lembrou-se da vida nas montanhas profundas. Chu Lingzhi estava inconsolável, lágrimas nos olhos; aquelas memórias já eram lembranças doces e dolorosas. Nangong Yehen olhou para suas costas e, de repente, sentiu que sua figura era frágil, exalando uma tristeza comovente. "Lingzhi?" Ele chamou seu nome com voz grave. "..." Ela não ouviu, então não respondeu. Nangong Yehen ergueu uma sobrancelha. Estava fazendo birra? Ele se levantou, caminhou até ela com suas pernas retas e longas. Olhou para baixo e franziu a testa. "Você chorou?" Chu Lingzhi se recuperou da tristeza, um pouco envergonhada, e abaixou a cabeça rapidamente. "Você é que chorou! Eu não chorei!" Nangong Yehen a encarou com olhos profundos. "Sua voz está rouca de choro, e ainda nega?" "..." "Pensou em algo triste?" Sua voz estava, excepcionalmente, suave. "Não tenho nada triste!" Chu Lingzhi ergueu a cabeça de repente, com uma emoção um tanto exaltada. Ela havia enxugado as lágrimas, mas os cílios ainda estavam úmidos, e os olhos e a ponta do nariz estavam vermelhos. Nangong Yehen a observou, seus olhos escuros se aprofundaram, e uma pontada de aperto passou por seu coração. Ele não tocou na ferida dela, mas falou com um tom provocador: "Você não vai me dizer que estava preocupada comigo a ponto de chorar?" "E daí?" Chu Lingzhi gritou de repente. "Tudo bem." Nangong Yehen sorriu amplamente, estendendo a mão para tocar a cabeça dela. "Mamãe, por que está gritando tão alto?" A voz infantil de Chu Junyu veio do corredor, e ele retirou a mão. "Papai, você deixou a mamãe chateada de novo?" Chu Junyu entrou elegantemente. Ao ver os olhos brilhantes de Chu Lingzhi, ele se assustou: "Mamãe, você chorou?" Desde que se entendia por gente, nunca a vira chorar. Diante dele, a mamãe sempre se mostrava forte, sem derramar lágrimas diante das dificuldades. Chu Junyu ergueu o rostinho e encarou Nangong Yehen. "Papai, a mamãe está machucada, você não pode ceder um pouco?" "Chu Junyu, sua mãe não fui eu que fiz chorar." "Então quem foi?" Chu Junyu piscou, com expressão confusa. "Foi isso." Chu Lingzhi olhou para Nangong Yehen e entregou o celular a Chu Junyu. "Isso?" Como um celular poderia fazer alguém chorar? "Mamãe estava entediada e assistiu a uma tragédia." Realmente não foi Nangong Yehen que a fez chorar, então ela inventou uma história para enganar Chu Junyu. "Uma tragédia te fez chorar assim? Não vou deixar você assistir mais." "Nunca mais vou assistir." "Vamos descer para jantar, o velhinho está lá embaixo nos esperando." Chu Junyu segurou a mão de Chu Lingzhi com uma e a de Nangong Yehen com a outra. Ao sair do quarto, Chu Junyu sorriu de forma adorável e ingênua: "De agora em diante, vamos sempre andar de mãos dadas assim, nunca nos separar." Nangong Yehen e Chu Lingzhi trocaram um olhar, cada um com seus próprios pensamentos. Ao descer para jantar, os dois pequenos estavam com um apetite especialmente bom, comendo mais do que o normal. Durante a refeição, o olhar de Nangong Yichen passava de vez em quando entre Nangong Yehen e Chu Lingzhi. Depois de comer, Chu Lingzhi largou os pauzinhos, sorriu para Nangong Yichen e perguntou: "Meu pequeno, você tem algo a nos dizer?"