Capítulo 123: Capítulo 123 Não quero ser um fardo para ele

"Daqui em diante, venha treinar tiro aqui todos os dias." O tom frio trazia um leve comando. "Hum." Chu Lingzhi não resistiu à ordem dele. Nangong Yehen olhou para a arma em sua mão. "Esta foi preparada especialmente para você, uma arma silenciosa. Não precisa armar, só atirar." Chu Lingzhi sorriu. "O jovem mestre Nangong é tão bom para mim." Nangong Yehen tinha um olhar profundo. "Só não quero que você morra." Chu Lingzhi parou o movimento de mirar, um toque de complexidade passou por seus belos olhos. Será que ele não quer perdê-la, que gosta dela? Ela virou a cabeça lentamente, olhando para ele. Lembrou-se das palavras de Ouyang Ruobing e Mo Chen, que diziam que ele era especial com ela. Será que era mesmo tão especial? Nangong Yehen, sendo inteligente, captou o pensamento dela pelo olhar. "Não sabe mirar? Vou te ensinar." Ao dizer isso, ele colocou a arma no chão, aproximou-se e ficou ao lado dela. Um braço dele pousou levemente na cintura dela, enquanto a outra mão segurava a mãozinha dela. Essa postura, de qualquer ângulo, parecia ambígua. Lá fora, no campo de tiro, Lin Ling observava com os olhos vermelhos de ciúmes, batendo o pé de raiva. Por que não era ela que estava nos braços dele praticando tiro? Chu Lingzhi ficou atordoada, a mente em branco por um instante. Ele estava ensinando-a a mirar? Na verdade, estava se aproveitando dela... "Ao atirar, a mente e os olhos precisam ser ágeis, e os movimentos rápidos. Quando os olhos capturam o alvo, no segundo seguinte, a bala já deve estar lá." Ele segurava a mão dela, o peito firme quase encostado no corpo dela, e aos ouvidos dela chegava a voz grave e cheia de masculinidade dele. Chu Lingzhi corou levemente, um pouco distraída. Ele era alto, ereto e esguio. Ela usava sapatos baixos, e assim, em pé nos braços dele, o rosto dela ficava na altura do peito musculoso dele. Ele se inclinou um pouco, a boca perto da orelha dela, e ela não só sentia o hálito quente dele, como também ouvia as batidas fortes do coração dele. Na ponta do nariz, ainda pairava o leve cheiro de tabaco que era dele. A mente de Chu Lingzhi simplesmente não obedecia, começando a divagar. Principalmente quando ele dizia aquilo, a voz era grave, mas não tão fria como de costume, soando agradável de qualquer jeito. Somado ao calor que ele irradiava, ela se sentia envolvida por um aconchego, segura e protegida. "Com tanta segurança, por que ainda preciso treinar tiro?" Ela murmurou baixinho, olhando para a mão grande que segurava a sua. Ao ouvir isso, Nangong Yehen esboçou um sorriso perfeito no canto dos lábios. O braço que estava na cintura dela apertou um pouco, aproximando-a mais do peito dele. Mulher boba, ele podia protegê-la, mas não podia ficar ao lado dela o tempo todo. Ao ouvir aquela frase sem intenção dela, ele se sentiu como se tivesse comido um doce, o humor melhorando inexplicavelmente. Mas da boca dele não saía nada de bom. "Este jovem mestre não quer carregar um peso morto. Se realmente encontrar perigo, não terei tempo suficiente para cuidar de você." As ondas boas que tinham acabado de surgir no coração dela foram pisoteadas por essas palavras. Chu Lingzhi revirou os olhos para ele. "Fique tranquilo, quando encontrar perigo, prefiro morrer a deixar você me salvar, está bem?" Os dedos dele apertaram a cintura dela. "Se sua pontaria fosse tão boa quanto sua língua, já estaria ótimo. Vai logo treinar." "Vou acertar no centro do alvo!" Disse Chu Lingzhi, emburrada. O coração dela estava apertado, talvez porque ele tivesse dito que não queria que ela fosse um fardo para ele. Ela treinava tiro e corria todos os dias. Se realmente encontrasse perigo, seria a primeira a fugir!