Capítulo 122: Capítulo 122: Você tem medo de ser minha mulher?

Chu Lingzhi se levantou, tentando recuperá-lo.

Huo Luan foi mais rápido que ela, pegando o prato alguns passos à frente.

"Comer muita comida feita com banha de porco engorda." Os olhos de Nangong Yehen percorreram seu corpo. "Mulheres gordas são muito feias."

"Sou uma verdadeira gourmet, como de tudo e não engordo." Chu Lingzhi sorriu. "Além disso, não me importo com a aparência."

"Eu não gosto de mulheres gordas!"

"Ah..." Chu Lingzhi ouviu aquilo e ficou pensando por vários segundos.

O que ele queria dizer?

Uma indireta, insinuando que não gostava dela gorda?

Lin Ling baixou a cabeça e olhou para si mesma. Ainda bem que era magra, nada gorda.

"Venha atirar comigo." Nangong Yehen se levantou e puxou-a pelo braço, saindo do local.

Lin Ling viu e foi atrás.

"Você não pode ir." Huo Luan a impediu.

Lin Ling ficou furiosa: "Por que não posso ir? Também quero praticar tiro."

"O campo de tiro é uma área restrita, pessoas de fora não podem entrar."

"..." Lin Ling encarou Huo Luan com raiva.

Humpf, homem arrogante. Quando ela se tornasse a mulher de Nangong Yehen, o primeiro a ser demitido seria ele!

Lin Ling olhou para a figura de Nangong Yehen. Ele e Chu Lingzhi já haviam entrado no campo de tiro. Que inveja de Chu Lingzhi.

"Pegue." Nangong Yehen jogou uma pistola miniatura para Chu Lingzhi.

Chu Lingzhi a pegou. "Muito leve."

"Fácil de carregar para garotas."

Chu Lingzhi ficou surpresa: "É para mim?"

"Sim." Nangong Yehen a olhou profundamente. "Leve para se proteger."

Chu Lingzhi olhou para a arma na mão e não pôde deixar de torcer a boca.

Ela era apenas uma mulher comum, não precisava de uma arma para se proteger, tão exagerado assim?

Nangong Yehen parecia ler seus pensamentos e disse: "Você não é mais a Chu Lingzhi de antes."

Chu Lingzhi ergueu a cabeça, confusa: "Por que não sou mais a de antes?"

Nangong Yehen sorriu de canto: "Agora você mora na minha mansão, e os outros a veem como minha mulher."

Não precisava ver como, ela realmente tinha tido relações com ele, já era sua mulher.

"Ser sua mulher é perigoso?"

"Nunca é cem por cento seguro."

"Então por que não manda alguns seguranças para me proteger?"

Com suas habilidades medíocres e uma pontaria que não valia nada, se realmente encontrasse um assassino, morreria com certeza.

Nangong Yehen pegou uma metralhadora no suporte e, enquanto carregava as balas, perguntou: "Tem medo de ser minha mulher?"

"Claro que tenho." Chu Lingzhi disse com os lábios franzidos. Não queria morrer jovem.

Planejava viver até os oitenta e cinco anos, ver o filho casar e também ver o neto casar.

Essa resposta fez Nangong Yehen parar o movimento de carregar a arma por um instante, e seu olhar escureceu.

Ele se virou, sorriu com desdém: "Se tem medo, pode ir embora agora."

Chu Lingzhi ergueu os olhos, brilhantes como cristais: "Você me deixaria levar meus dois filhos?"

Nangong Yehen riu friamente, exalando um gelo que fazia qualquer um recuar.

Ergueu o braço com a arma, olhou de soslaio para o alvo a cem metros de distância, e então...

Bang, um tiro, a bala acertou bem no centro do alvo.

Pontaria certeira. Chu Lingzhi ficou boquiaberta olhando para o alvo.

Só que o alvo soltou uma fumaça branca por um instante e depois caiu.

"Tente com sua arma." Nangong Yehen recolheu a arma e a encarou com frieza enquanto ela ainda estava atônita.

"Eu não sou você, não acerto."