"Voltou?" Nangong Yehen ergueu a cabeça ao ouvir passos, olhou para ele e perguntou.
Se ele fosse mais atento, teria notado o leve nervosismo que passou pelo rosto pequeno de Nangong Yichen.
"Hmm." Nangong Yichen respondeu, com o olhar fixo no braço direito dele.
Ele vestia uma camisa azul, com as mangas arregaçadas, deixando exposta exatamente a área ferida.
Embora estivesse enfaixado, ao ver aquele ferimento, o coração de Nangong Yichen ainda se apertou.
"Vem cá." Nangong Yehen acenou para ele, com a voz baixa, mas sem a frieza de antes.
Nangong Yichen deu pequenos passos até ele e perguntou: "Nangong, tua mão não vai ficar aleijada, vai?"
Nangong Yehen deu duas risadas, ergueu o braço e girou-o, "Querer ficar aleijado não é tão fácil."
Chu Lingzhi, que descia as escadas, ouviu justamente a risada agradável do homem.
Ela parou na entrada da escada, sorrindo para eles.
Não importava quão alta fosse a posição social de Nangong Yehen, ou quão frio ele fosse diante dos outros, diante dos filhos, ele sempre era pai.
Ela percebia que Nangong Yehen amava o filho.
Caso contrário, ele não teria voltado para a cidade T e logo a procurado, pedindo que ela levasse Chu Junyu para morar na mansão.
"Papai..."
Antes mesmo de Chu Junyu entrar, sua voz já ecoava.
Nangong Yehen e Chu Lingzhi olharam na direção do som, vendo sua figura elegante correr para dentro e então se jogar nos braços de Nangong Yehen.
"Papai, eu estava tão preocupado com você, seu ferimento está doendo?" Chu Junyu ergueu o rostinho rosado, com uma expressão de preocupação enquanto olhava para Nangong Yehen.
Sua voz infantil, junto com o olhar de Nangong Yichen, embora frio, mas cheio de preocupação, aqueceu o coração de Nangong Yehen.
Ele os abraçou com ambos os lados e riu: "O ferimento não dói mais, vocês não precisam se preocupar."
"Perdeu muito sangue? Eu estava com tanto medo."
Nangong Yichen franziu os lábios e revirou os olhos, fingindo demais.
Ele teria medo?
Quando atirou naquela pessoa há pouco, cadê o medo?
"Não precisa ter medo." A voz de Nangong Yehen estava raramente suave.
Vendo essa cena calorosa, o coração de Chu Lingzhi se mexeu, gerando uma onda suave de calor.
Crianças com os pais por perto são felizes; se seus próprios filhos pudessem ser felizes assim para sempre, ela não se importaria em ficar com Nangong Yehen.
Chu Junyu pegou o braço de Nangong Yehen, olhando com carinho para o ferimento, e ainda soprou nele.
"Na hora deve ter doído muito, deve ter perdido muito sangue." Chu Junyu disse com os lábios franzidos, com uma expressão de quem ia chorar de dó.
Chu Lingzhi não conseguiu evitar um sorriso; se Chu Junyu fosse menina, certamente conquistaria ainda mais o coração dos outros.
Nangong Yichen realmente queria beliscar o rosto de Chu Junyu, mais uma vez fingindo.
"Vou subir." Ele não aguentava mais ver aquilo.
Ao passar por Chu Lingzhi, Nangong Yichen parou, ergueu a cabeça e olhou para ela, "Obrigado por salvar o Nangong."
"Querido, não precisa ser tão educado com a mamãe." Chu Lingzhi sorriu.
Não sabia por quê, mas vê-lo tão educado com ela fazia seu coração doer.
Nangong Yichen não disse mais nada, subiu as escadas degrau por degrau.
Olhando para sua pequena figura, ela sempre achava que ele era frio demais.
Chu Lingzhi franziu os lábios e suspirou, "Quando você vai me chamar de mamãe feliz como o Junyu?"
Nangong Yichen, que chegava à porta do quarto, ouviu aquela frase. Seu movimento de abrir a porta hesitou, e um brilho límpido passou por seus olhos.
"Desde que seja teu filho, não importa como ele te chama." Disse Nangong Yehen, aquele garoto, desde que começou a falar, o chamava de Nangong.