Capítulo 355: Eles é que são! (Pedindo votos mensais)
A porta vermelha do pátio foi empurrada, e duas crianças com máscaras faciais vermelhas como sangue entraram pulando. Elas cantavam uma cantiga infantil, e o sangue escorria por suas bochechas. Só de perto dava para ver que as máscaras vermelhas não estavam pintadas no rosto, mas sim gravadas na carne.
— Não cheguem perto! — O irmão Wang caiu sentado no chão, esticando a mão para trás tentando pegar algo para se proteger, mas seus dedos tocaram algo gelado. Ele olhou para trás instintivamente e viu que o modelo de cadáver que antes estava enterrado até a cintura no chão já tinha saído e rastejado até perto dele!
— Ah!
O irmão Wang gritou o nome da irmã Mao, pedindo socorro em voz alta.
Mas a irmã Mao mal conseguia se salvar. A sombra fantasmagórica pálida e encharcada dentro do tanque também tinha saído, com gotas d'água caindo no chão, e seu rosto inchado estava virado para os dois turistas no pátio.
Um grito feminino agudo quase perfurou os tímpanos. A irmã Mao, aterrorizada a ponto de perder a razão, abandonou o irmão Wang e saiu correndo como uma louca para fora da casa.
As lanternas dos dois lados da rua emitiam uma luz vermelha. A vila, que antes parecia apenas um pouco sombria, mudou completamente em poucos minutos, como se tivesse virado o submundo!
As duas crianças mascaradas saíram correndo do pátio, e a cantiga infantil arrepiante ecoava nos ouvidos. A irmã Mao, usando mãos e pés, fugia em pânico.
— Socorro!
Ser uma avaliadora de casas assombradas e acabar gritando por socorro dentro de uma delas era algo que a irmã Mao jamais imaginara antes de vir. Quanto mais corria, mais lenta ficava, e os fantasmas das liteiras se aproximavam. O desespero e o medo quase a devoravam.
— Por que essa rua não tem fim? Quem vai me salvar?
Ao virar uma esquina, a irmã Mao viu de repente uma mortalha vermelha brilhante parada no meio da rua. A roupa estava ereta no centro do caminho e, ao notar a irmã Mao, veio direto em sua direção sem hesitar.
A garganta já estava rouca de tanto gritar, e a irmã Mao só conseguia correr desesperadamente.
Quem se esforça não tem tanta má sorte. No fundo do desespero, a irmã Mao viu um vislumbre de esperança!
No fim de outra rua, havia algumas lamparinas amareladas. As chamas eram fracas, mas afastavam a escuridão.
— Aquilo deve ser a saída!
A irmã Mao correu com todas as forças em direção ao local das lamparinas, mas, enquanto corria, começou a achar estranho. As lamparinas pareciam não estar fixas em nenhum cômodo; elas próprias pareciam se mover!
— Essas lamparinas estão flutuando no ar?
Com monstros a perseguindo, a irmã Mao não teve tempo de pensar em mais nada. Correu mais uns dez metros até finalmente ver o que realmente eram aquelas lamparinas!
Rostos pálidos e humanos surgiam atrás das lamparinas, cada uma delas segurada na boca por uma cabeça humana!
Correndo a toda velocidade, o cérebro da irmã Mao travou. Seu corpo, por inércia, avançou mais alguns metros.
Quando estava prestes a cair no cerco das lamparinas de cabeças humanas, uma mão a segurou.
— Venha comigo! — A voz da pessoa era fria. Ele puxou a irmã Mao para dentro de uma casa antiga ao lado e depois saltou por uma janela nos fundos.
— Você é?
— Não fale, aqui é muito perigoso.
A voz parecia familiar. A irmã Mao deixou-se arrastar por duas ruas até se livrarem dos monstros, quando então pararam.
Escondida atrás de uma porta, a irmã Mao observou discretamente a pessoa que a salvara no perigo.
Seu olhar subiu e, ao ver o rosto, seu coração disparou.
— Bai Qiulin?!
— Fala baixo. — Bai Qiulin disse com rispidez: — O quê? Surpresa por ser eu?
A mente da irmã Mao estava um turbilhão. Ela deu um passo para trás: — A Xiaolan disse ao telefone que...
— Disse que fui eu quem a prejudicou, não é? — Bai Qiulin falou friamente: — Vocês todos foram enganados pelas coisas sujas desta casa assombrada.
— Coisas sujas? — A irmã Mao olhou para Bai Qiulin com dúvida. Quando os cinco foram juntos procurar Zhang Lan, o fantasma do caixão colocara o caixão no meio, separando o grupo à força.
Na época, toda a atenção da irmã Mao estava no fantasma do caixão e no fantasma da liteira, e ela não viu o que aconteceu na esquina da rua.
— O que vou dizer agora pode ser difícil de acreditar, mas é tudo verdade. — A voz rouca de Bai Qiulin era desconfortável de ouvir: — O casal que estava com vocês, na verdade, são fantasmas!
— Você está dizendo que o Velho Zhou e a Duan Yue são fantasmas? — A irmã Mao arregalou os olhos, incapaz de aceitar isso.
— Esta casa assombrada existe há muito tempo, sempre com lendas de assombração. — As pupilas de Bai Qiulin tremiam: — Há alguns meses, um casal de namorados, por vários motivos, não conseguiu apoio da família para o amor deles, e decidiram cometer suicídio juntos. O lugar que escolheram foi esta casa assombrada.
— Suicídio?! — A irmã Mao encostou o corpo na parede, mal conseguindo se manter em pé.
— No começo, não aconteceu nada, mas aos poucos mais e mais turistas começaram a ver o casal. Depois de mortos, suas almas não partiram e ficaram vagando pela casa assombrada! — A voz de Bai Qiulin era assustadora: — Huang Xing foi enganado pelo casal. Eu queria salvá-lo, mas não deu tempo.
— Mas ao telefone, Zhang Lan disse que era você quem estava a prejudicando, e no final ela pediu socorro ao Velho Zhou... — A irmã Mao não terminou, pois Bai Qiulin a interrompeu.
— Vocês são estúpidos a ponto de não ter conserto! Quando receberam o telefonema, não pensaram? Por que a ligação só desligou depois que Zhang Lan gritou "Velho Zhou, me salve"? Se eles tinham poder para desligar, por que esperaram que Zhang Lan passasse a informação de que eu era o assassino para agir? — Bai Qiulin ficava mais exaltado a cada palavra, e sua voz aumentou um pouco.
A irmã Mao já estava confusa, achando que o que Bai Qiulin dizia fazia sentido.
— Naquela hora, eu só queria contar tudo isso para Zhang Lan. Evitei o casal de propósito, mas Zhang Lan entendeu errado e pensou que eu queria machucá-la. — Bai Qiulin tinha uma expressão séria: — Fiz tudo de boa intenção, mas acabei sendo usado por aquele casal de fantasmas!
Cada palavra de Bai Qiulin aumentava o medo no coração da irmã Mao. Ela começou a vacilar: — Então os dois é que são fantasmas.
— Aqui não é seguro. Vou te levar para fora primeiro. — Sem dar tempo para a irmã Mao pensar mais, Bai Qiulin já tinha aberto a porta do pátio.
Os dois correram pela rua por mais de dez metros. Ao chegar na esquina, viram, sob a luz das lanternas vermelhas, duas figuras surgindo lentamente na curva.
Eram exatamente o Velho Zhou e a Duan Yue!
— Irmã Mao? — O Velho Zhou hesitou por um instante, e sua expressão mudou em frações de segundo. Ele apontou para Bai Qiulin, com o rosto aflito: — Afaste-se dele! A pessoa ao seu lado é um fantasma!
A voz do Velho Zhou quebrou a defesa psicológica da irmã Mao. Os dois lados diziam que o outro era fantasma. Em quem confiar agora?
Seus pés avançaram involuntariamente. A irmã Mao ainda tendia a confiar mais no Velho Zhou.
— Não vá! Aquele casal de fantasmas está te enganando. — Bai Qiulin ficou parado, com a voz tensa, como se ele próprio estivesse com muito medo.
Ao ouvir Bai Qiulin dizer isso, a irmã Mao hesitou novamente, com as pernas tremendo.
— Vem logo, irmã Mao! — O Velho Zhou gritou com todas as forças, como se de repente se lembrasse de algo: — Aquele louco fugiu do hospício! Ele cortou a própria mão! Olha a mão esquerda dele!
De um lado, o casal de fantasmas que se suicidou na casa assombrada; do outro, o louco que cortou a própria mão e fugiu do hospício. A irmã Mao, no meio, estava prestes a desmoronar completamente!
— Quem deles está mentindo? E em quem devo acreditar?