Capítulo 729: Capítulo 729: Adentrando a Caverna

"Vamos entrar e dar uma olhada, ver por que há uma caverna tão profunda aqui!" Sean olhou para Lucille. Seu rosto ainda tinha vestígios de lágrimas, mas ela acenou com a cabeça firmemente. "Hum." A própria Lucille queria saber o que havia no fundo daquela caverna, e também o inseto gigante de antes; se não fosse por ele, não teria morrido tanta gente ali. Antes de partir, Sean examinou novamente os ossos brancos espalhados no fundo da caverna. Se os irmãos Soren e Sol haviam caído ali recentemente, muitos daqueles ossos já estavam lá há muito tempo. A maioria dos ossos estava quebrada naturalmente pela queda, sem marcas de terem sido roídos. "Descobriu algum problema, Mestre?" "Você notou, Lucille? Há algo estranho entre tudo isso e aquele inseto gigante de antes", disse Sean. "O que é estranho?" Lucille também olhou para a pilha de ossos. Eram de vários animais, incluindo humanos e outras criaturas desconhecidas, algumas até com asas antigas. "Isso não parece algo de dragão?" Lucille apontou para um esqueleto que lembrava uma asa de osso. "Pode ser de dragão, mas eles também morreram na caverna..." Não era estranho haver dragões. Pela explicação dos irmãos Soren, até os ancestrais dos dragões voadores do deserto podem ter migrado do planalto, então não era surpresa encontrar dragões ali. Ele já havia montado em um dragão voador; aquela besta tinha uma qualidade inata impressionante para cordas e escadas. Provavelmente qualquer país gostaria de domesticá-los, pois seriam uma força de combate valiosa. "Mas esses ossos parecem muito antigos, e não é disso que estou falando." "Então do quê?" Lucille não entendeu de imediato. "Você notou? Se aquele inseto gigante que matamos vivesse aqui, ele precisaria de comida, certo? Mesmo sendo uma criatura solitária, sem colônia, ele teria que se alimentar. Mas esses ossos não têm marcas de mordida, o que sugere que ele não precisa se alimentar." Não só alimentação: se comesse, deveria haver excrementos. Se a caverna fosse realmente o lar dele, o cheiro seria forte... Como as tocas de ursos selvagens, lobos, etc. Excrementos e o odor do corpo do animal impregnariam o local, mas aqui não havia nada disso? Se não tivesse visto a cabeça dele flutuando na entrada da caverna, você nem acreditaria que um inseto gigante morava ali. "É verdade, está muito limpo aqui!" Com o lembrete de Sean, Lucille também percebeu. Realmente não parecia a caverna de um ser vivo; estava limpa demais. "Será que ele tem outro lugar para viver, e esta caverna leva até lá?" "Pode ser, mas há outra possibilidade!" disse Sean. "Qual?" "Que aquela coisa não precisa se alimentar normalmente." Mesmo ao dizer isso, Sean achava incrível, mas o comportamento do inseto gigante era realmente estranho. "Existe algo que não precisa comer?!" Lucille respondeu surpresa. "É só um palpite. Vamos ver mais fundo." Segurando a mão dela, os dois continuaram adentrando com tochas. Uma besta gigante solitária, com um nível altíssimo! Cem mil de vida... Sean lembrava que, nem no mar nem no deserto, os bois-ferro ou dragões voadores tinham tanta vida. A vida dos animais é diferente da dos humanos; alguns monstros têm valores mais altos. Mas dezenas de milhares de vida poderiam ser de monstros de alto nível, mas cem mil é demais! Se fosse em humanos, seria equivalente a um Ordenador de nível 100. Que nível seria esse? Provavelmente já não é mais humano. Até onde Sean sabia, o nível máximo humano era 20, e não aumentava mais; o corpo de carne e osso tem limites... Acima disso, talvez entrasse em outro domínio, onde humanos não seriam mais chamados de humanos, podendo se transformar em outros monstros. Ele já vira homens-polvo e Profundos, que talvez fossem outra forma de humanoides, mas não sabia se podiam evoluir mais. Quanto às espécies naturais, como elfos-da-floresta e entes, eram mais como outros seres. Mas no geral, não alcançavam a capacidade de raciocínio humano, com níveis mais baixos. Subir só tornava as coisas mais estranhas... Naquele instante, Sean lembrou de seu corpo que desviou da onda de choque. O dom [Presente da Cabra Negra] transformara metade de seu corpo em monstro, e aquela carne não sofria dano da onda de choque, ainda tendo capacidade de cura. Olhou para Lucille ao lado. Ele a curara e restaurara seu corpo com poder dos Deuses Antigos; não sabia se isso a afetaria no futuro. Só agora percebia que, talvez, a força avassaladora dela décadas depois tivesse essa causa. Afinal, era o poder de Shub-Niggurath, a Mãe do Mundo que tudo gerava, com o mesmo potencial. O poder era, sem dúvida, parte do que ela gerava. Ele, por ter encontrado esse poder em um espaço especial, teve seu nível elevado instantaneamente, e Lucille agora também. Se continuasse assim, ela poderia ficar ainda mais forte... Naquele momento, Sean lembrou que, na linha do tempo normal, décadas depois, vira a vida de Lucille ainda aumentando, indicando que seu nível continuava subindo. Mais de 18 níveis! Se chegasse a 20 ou mais, Sean temia que Lucille corresse perigo. "O que foi, Mestre?" Parecendo notar o olhar de Sean sobre ela, Lucille virou-se curiosa. "Nada. Você está se sentindo mal? Acabei de te curar com meu poder." Colocando a mão no peito, Lucille exibiu os estados [Comovida!] e [Feliz!]. "Estou bem, Mestre. Obrigada por me salvar." "Que bom. Não é meu dever te salvar?" Em estado normal, eles conviveram por décadas, e esse sentimento já era como de família. Isso até influenciava Sean, que saíra da linha do tempo; sempre que encontrava a 'Mestra' décadas depois, perguntava como estava. Agora entendia por que a temida Bruxa Elysis, de má fama mundial, era tão obediente a ele e às vezes nem ousava discutir. O nome 'Sean' talvez tivesse um lugar especial no coração dela. Por isso, ao longo dos anos, além de ensinar magia, ele nunca agia como um mestre, mas como um familiar. "Mas ainda assim, obrigada!" Lucille insistiu, grudando-se em Sean novamente. Na caverna escura, a chama era a única luz que iluminava as sombras dos dois!