Aishu.
Nomes familiares que não ouvia há tanto tempo, todos aparecendo de uma vez neste período. Não sei se isso pode ser considerado coincidência!
Aishu era o mentor de Igniya, e Igniya sim era da mesma geração que eu. Décadas depois, o Aishu que encontrei era um homem de trinta ou quarenta anos, mas neste período ele devia ter pouco mais de vinte, na flor da juventude.
Como ele também apareceu em Mersin?
Um grupo todo veio junto?
Hã... interessante.
……………………
Depois do jantar, já era noite, mas para o mercado de Mersin, a feira noturna estava apenas começando.
O jovem Aishu atravessava a multidão apertada, correndo rapidamente em direção à pousada onde o grupo Asas do Céu estava hospedado... Havia muita gente na rua, e como quase todo o país de Mersin era formado por cidades portuárias, as grandes cidades ficavam todas nas baías, concentrando a população, e durante a feira noturna o trânsito era ainda mais difícil.
"Com licença, deixem passar, deixem passar!"
Guardas da cidade tentavam manter a ordem dos dois lados, mas o efeito era mínimo.
Aishu se movia com cuidado, seguindo a multidão, segurando firmemente a área do peito, onde havia informações importantes que não podiam ser perdidas de jeito nenhum!
Ele se esticou na ponta dos pés para ver a distância que ainda faltava...
Quem diria que uma distância tão curta levaria tanto tempo para percorrer!
Essas pessoas não podiam escolher um lugar menos movimentado para ficar? Sério.
Para Aishu, que sempre agia com rigor, o comportamento do grupo Asas do Céu era quase uma obstrução à conclusão de suas tarefas, pensando apenas em diversão. Se soubesse, nem teria falado com elas.
Comparado às Asas do Céu, a Elinta era uma organização de magos com uma história muito mais longa, desde tempos antigos ligada ao Império Basharan, e havia formado muitos magos renomados. Aishu, como o首席 da sua turma, era naturalmente o filho do céu sob os holofotes, com apenas vinte anos já possuindo o poder de nível 8 de Ordenador.
Seu talento, em todo o império e até no mundo, era de nível de elite.
E Aishu não parava por aí; ele também era um erudito no mundo da magia... Desde jovem, gostava de copiar e traduzir textos de magia de vários países, estudando a maioria das histórias mágicas do mundo.
Um perfeccionista como ele sempre ficava irritado com a atitude das bruxas das Asas do Céu.
Mulheres, hã.
Só porque é uma organização feminina, podem fazer o que querem?
Hum, quando voltar, vou relatar direitinho a situação delas aos superiores.
Aishu pensava consigo... Embora não quisesse de jeito nenhum procurar Stil Filomena e seu pessoal, no momento as únicas pessoas disponíveis no reino de Mersin eram elas, e a bruxa Stil era uma das de maior hierarquia no Império Basharan.
Deixá-las para procurar outros certamente não valeria a pena, e ainda poderia perder o alvo!
Só lhe restava forçar passagem pela multidão até a pousada.
Uma distância de apenas algumas centenas de metros levou mais de meia hora para ser percorrida, deixando-o todo suado, até o cabelo molhado.
"Finalmente cheguei, que trabalheira!" Não pôde evitar a reclamação interior.
Olhou para cima, para a escadaria, e conforme o combinado, subiu até o andar.
Bateu na porta.
"Quem é?"
"Sou eu, Aishu." Sua voz se tornou séria, retomando a compostura.
Embora Aishu tivesse xingado Stil Filomena várias vezes pelo caminho, ao encontrá-la pessoalmente precisava mostrar respeito, afinal ela era uma das grandes magas de Basharan, com uma posição inquestionável.
Após um momento, a porta se abriu, e dentro apareceram duas meninas...
A de cabelo ruivo e alta, Aishu a conhecia, claro. Era Freliya, a grande discípula de Stil Filomena, de talento excepcional e com sangue de domadora de dragões, provavelmente uma das candidatas a próxima líder das Asas do Céu.
"Por que são vocês, Freliya? E a mestra Stil Filomena?"
"A mestra encontrou hoje um mago poderoso enquanto selecionava novatos na costa, então foi atrás dele. Pode demorar um pouco para voltar." Freliya disse sem mudar a expressão.
"O quê?! Um pouco."
"... Não combinamos de nos encontrar neste horário?"
"Mas você não veio na hora." Freliya ignorou a irritação de Aishu.
"Isso porque vocês escolheram este lugar." Aishu estava furioso, mas não podia descontar em duas meninas. "Quando ela volta?"
"Deve ser logo... Mas a mestra nos disse que, se o irmão Aishu tiver algo, pode nos contar, e nós ajudamos a transmitir."
"Vocês!"
Aishu queria rir, mas não conseguia.
"Ela foi atrás de quem, afinal..."
"Alguém que encontrou hoje, do continente sul, mas com a cor de pele e cabelo do nosso país."
"Alto nível?"
"Alto nível."
Aishu nem sabia por que estava perguntando isso a duas crianças, mas começava a suspeitar que Stil Filomena estava propositalmente se escondendo dele. Afinal, Elinta e Asas do Céu não eram a mesma organização; só cooperavam se a capital enviasse ordens, caso contrário, eram concorrentes.
Que pessoa interessante, não quer aparecer, então não aparece, e manda duas discípulas menores de idade como escudo!
No fundo, sentiu que o pior lugar para vir era este, mas no momento, só ela estava no reino de Mersin, não tinha escolha.
"Então, vou pedir à irmã Iguiir para levar uma mensagem à mestra Stil."
"Está bem." Freliya respondeu com um aceno.
"Encontrei, na cidade de Southampton, em Mersin, uma cidade pequena perto daqui, um cristal misterioso. Ele contém uma energia poderosa, algo muito raro, mas está com os Bogres... Vocês sabem a relação entre os Bogres e nosso país. Seja o que for, não podemos deixar que os Bogres o peguem primeiro, e tenho registros sobre ele."
Dizendo isso, tirou do peito o pergaminho que protegia e o entregou a Freliya.
"Mostre isso à mestra Stil, ela entenderá o resto." Disse Aishu.
Ainda com a raiva mal contida, temendo que se ficasse mais tempo acabasse revelando a verdade, entregou o objeto e saiu.
Quando ia saindo, sentiu que tinha esquecido algo.
"Se a mestra Stil quiser me encontrar, ela sabe onde." Dessa vez, foi embora de verdade.
Deixando Freliya e Sohana paradas, confusas, no quarto...
Ao sair, Aishu desceu as escadas irritado, chegando ao centro do saguão.
Lá fora, ainda havia muita gente na rua, e o céu parecia ter uma garoa fina.
Olhando para a multidão, sentiu que não conseguiria sair tão cedo.
"Quem diria que esta cidade tem tanta gente!"
Ia reclamar, mas percebeu que a voz não era sua, e sim de uma garota ao lado.
Aishu virou-se e viu uma moça de cabelo prateado parada ao seu lado.