Capítulo 62: Capítulo 62 Serenidade

Durante dois dias seguidos, Sean viveu como um nobre comum, sem nada de especial. Afinal, com os cuidados da família do conde, ele passava os dias comendo e bebendo à vontade, bem tranquilo, e depois acompanhava a Srta. Aelia em passeios pela cidade... Não sabia bem qual era o propósito daquilo, mas acontecia quase todos os dias. Segundo Aelia, era para tentar aumentar sua popularidade entre os cidadãos, já que seu maior apoiador era o Visconde Isaac. Seus dois irmãos eram Bernstein e um tal Visconde Kukar, os três sendo os maiores senhores locais ou os mais poderosos nas proximidades da cidade de Koga. Cada um apoiava um descendente da família Hamil, e como as forças eram equivalentes, acabaram chegando a um equilíbrio delicado. Aelia não encontrava uma brecha por enquanto, então só podia usar esse tipo de ajuda aos cidadãos para ganhar pontos na reputação. Ouvi dizer que seus dois irmãos, sabendo que não conseguiriam vencer essa irmã de aparência doce nesse aspecto, escolheram outros métodos para aumentar seu apoio. Um optou por melhorar o ambiente ao redor, e o outro parece ter pedido ajuda a uma cidade maior ao norte! Os três candidatos à herança estavam fazendo seus últimos esforços, mas no final, tudo dependia da aprovação pessoal do Conde Hamil. No entanto, a atitude atual do conde era meio difícil de entender... Revelar a todos a ameaça potencial dos nobres do sul e depois exigir que continuassem apoiando seus próprios filhos, que história é essa! Para aliviar a tensão? Ou será que ele já tinha uma resposta na cabeça e agora só estava testando a capacidade de reação dos herdeiros. Com o tempo, Sean foi percebendo que, sobre a disputa na família do conde, só podia seguir cegamente, sem poder dar conselhos. Além disso, sua própria influência não era grande, então que fizessem o que quisessem. Ele só precisava acompanhar, o importante era se desenvolver e se fortalecer. — Visconde Weigel... Visconde Weigel. — Enquanto Sean pensava, a voz de Aelia soou ao lado. — Hã? Desculpe, Srta. Aelia, me distraí. — Sem problemas. Ultimamente, muitos nobres parecem não estar com o humor muito bom. — Disse Aelia. Sean notou que acima da cabeça dela já apareciam os estados [Testando!] e [Pensando no diálogo!]. Suspirou internamente. Desde que conheceu mais pessoas, Sean sentia cada vez mais que essa habilidade às vezes era complicada; os outros mal começavam a fazer algo e já eram descobertos. — O que o Visconde Weigel acha dos assuntos recentes entre os nobres? — Aelia perguntou, com os olhos girando. Ela estava testando, e o que mais poderia testar! Só podia ser sobre o que o pai dela tinha dito a ele. — Cada um deve ter sua própria opinião, mas a Srta. Aelia não precisa se preocupar, as coisas vão melhorar. — Sean respondeu com um discurso formal. Mas essa resposta pareceu não satisfazer a filha do conde, que continuou perguntando. — Sobre o que meu pai pediu que você fizesse, você tem alguma ideia? De repente, Sean sentiu que ela talvez soubesse que o Conde Hamil o tinha encarregado de investigar os inimigos, mas ao olhar para Aelia, os estados acima da cabeça dela ainda não tinham desaparecido. Então ela ainda estava testando! — Na verdade, o Conde não me pediu nada específico. Ele só disse que os nobres do sul não estão muito pacíficos ultimamente, e que há ameaças potenciais, me pedindo para prestar atenção e acompanhar outros nobres. — Sean disse uma mistura de verdade e mentira, falando bem baixinho. Isso deixou Aelia, ainda um pouco confusa, sem encontrar um ponto para duvidar. — Só isso? — Hum. — Sean assentiu. Enquanto conversavam, ouviram uma discussão vindo de trás. — Ai, pare de falar em voltar! Que perigo vai ter? Ficar lá é que é chato mesmo. Lelú~ — Ignia fez careta para Warren ao lado. — Haha~ Parece que a irmã Ignia gosta de te seguir. Sempre que você aparece, ela vem atrás. Quase nunca a encontramos no dia a dia. — Aelia comentou, olhando para trás. — É mesmo? Acho que ela só quer um companheiro de brincadeiras! Observando Ignia, que estava emburrada e se afastou para o lado... Nesse momento, algo aconteceu na estrada à frente. Aelia e alguns outros foram ver, enquanto Sean se aproximou de Ignia. — No que está pensando? Daqui a pouco vou falar com a Srta. Aelia e dar uma volta no pomar fora da Cidade da Tecnologia... Vamos juntos? — Sean disse. Nos últimos dois dias, Clóvis, da loja Skovi, não tinha dado notícias. Provavelmente não tinha encontrado a garota que vendia pêssegos, então ele teria que ir ao pomar pessoalmente e, de quebra, aprender um pouco sobre os métodos de plantio deste mundo. — Que bom, que bom! — Ao ouvir que iam para outro lugar, Ignia concordou balançando a cabeça, mas logo seu rosto escureceu. — Não dá. Meu colega com certeza vai vir atrás... O orientador pediu que ele cuidasse de mim enquanto estivesse fora, e ele sempre usa isso para me pressionar. Olhando para o homem à frente, que Aelia tinha chamado e que, entre todos, era o único com um estado [Frio] em relação a ele. — Você é tão esperta, não consegue dar um jeito de escapar? — Hum~ É verdade. Então tá bom. Onde a gente se encontra? — Ignia pensou um pouco e achou que dava certo. — Fora da cidade. Espero você nos arredores do leste! Vendo a garota balançar a cabeça. Ele não era vassalo de Aelia, então podia se despedir a qualquer momento. Bastava dar uma desculpa qualquer. E nesse período, Sean sempre dizia aos outros que queria desenvolver o cultivo de frutas em Taylormian, e muitos nobres diziam que apoiariam com força. Então, com a desculpa de que ia ver mudas, ele se afastou do grupo de Aelia... Os pomares de Koga ficavam a leste, embora fossem apenas uma pequena parte, já era o suficiente para Sean escolher. Na verdade, o ideal para ele era o pêssego que a garota da Avenida Brucan tinha naquele dia, porque desde então não tinha visto ninguém vendendo algo parecido. Mas se não encontrasse a vendedora de pêssegos, ele teria que olhar outras variedades primeiro. As sementes de pêssego que ele comprou já tinham sido levadas para Taylormian, mas eram poucas demais. Toda a área ao redor da vila tinha terra suficiente para plantar... Sean esperou muito tempo fora da cidade, mas Ignia não aparecia. Quando ele já estava quase desistindo, viu uma figura esbelta correndo apressada da direção da cidade. Era Ignia. — Não precisava tanta pressa. — Nem me fale. Eu ia dizer que estava voltando, mas quem diria que ele viria atrás. Só consegui me livrar dele com muito custo! Vendo a expressão insatisfeita de Ignia, Sean sentiu pena do rapaz. — Deixa isso pra lá. Para onde vamos agora? — Você chegou tarde. Eu queria dar uma olhada no pomar... Mas já que está assim, vamos perguntar por aí perto dos agricultores. — Sean disse.