Capítulo 563: Capítulo 563 Assassinato

O primeiro número é '2'.

Sean controla o rato para entrar na biblioteca, mas com livros por toda a parede, ele não sabe por onde começar a procurar o '2'... Segundo andar? Ou seria o número da estante? Olhando para as placas nas paredes, há muitos lugares com números assim escritos. Sean só pode procurar da mesma forma que encontrou os registros de Ockham antes — o hábito de registro de uma pessoa não muda tão facilmente. Lembra que da última vez, encontrar os materiais deixados por ele foi um processo de juntar peça por peça: achava o primeiro número e depois seguia o segundo... Controla o rato para subir nas altas estantes, procurando pelo segundo número e depois puxando o livro. Mas a luz da noite é muito escura, precisava levar para um lugar mais claro sob o luar. No entanto, com a força que tem para controlar esse rato, não consegue empurrar o livro. Sem jeito, só resta fazer a coruja entrar também. À noite, a biblioteca está vazia, e Sean tem tempo de sobra para tentar devagar. Fecha o olho do rato, restaura a conexão com a coruja... e então continua a entrar pelo duto de ventilação até voar para o local determinado. O rato empurra um pouquinho, e a coruja agarra o livro, voa até o luar, solta e abre para procurar. Em um livro, se alguém já o pegou emprestado, às vezes há marcas. Sean segue o método que Ockham costumava usar para encontrar a página e o parágrafo seguintes, mas depois de revirar por um bom tempo, não encontra nada útil. Parece ser um registro comum de poções alquímicas. Olha a capa: é realmente esse tipo de registro. E na página indicada pelo número, só há uma ilustração, sem nenhuma anotação. Parece que errou. Não é este livro! Talvez o valor dado se refira a um livro no segundo andar... Segue os valores novamente e procura em outro lugar possível. Desta vez, é um romance de cavalaria, e no local indicado também não vê nenhuma informação útil. Nada de novo! Sean começa a suspeitar que a Grande Biblioteca já não tem mais a mesma disposição de antes. Afinal, muito tempo passou, e esses arranjos já foram trocados várias vezes. Mas, se não é a disposição, o que esses números significam?! Se for para adivinhar assim, nunca vai acertar. Qualquer lugar pode ter esses números escritos; se for só olhar para eles, talvez nunca encontre na vida... "Quem está aí!" De repente, uma voz vem de fora da biblioteca. Instintivamente, Sean se prepara para sair, mas de repente lembra que está controlando animaizinhos agora — não precisa correr. Faz o rato se esconder debaixo de uma estante próxima, e a coruja voa para um lugar alto para vigiar. "Quem é!" A voz vem de novo. Ele ouve o eco através da magia, bem baixinho, até menor que o som dos grilos do lado de fora do palácio. Em seguida, parece que a porta se abre, e uma luz fraca de vela reflete no chão escuro... Deve ser o bibliotecário-chefe. Quem diria que alguém ainda está de plantão tão tarde. Com os olhinhos do rato, Sean vê um velho se aproximar com uma lamparina. Ele chega bem debaixo do luar, vê os livros empilhados no chão, e [curioso!] espia para dentro da biblioteca, resmungando baixinho — provavelmente xingando ou zombando de algo. Depois de confirmar que ninguém entrou, ele se abaixa, pega os livros do chão e se prepara para colocá-los de volta. Caminha até a estante, E de repente para bem perto do campo de visão de Sean. A visão do rato é muito pequena, não dá para ver o que ele está fazendo. Só vê dois sapatos bloqueando tudo. Fecha o olho do rato e usa a visão da coruja. Vê que o velho parece estar em dúvida diante da estante... É verdade, até o bibliotecário-chefe não consegue colocar cada livro no lugar certo. Se um livro foi comprado ou emprestado pela Academia Real ou por outros eruditos, já era. E depois de tantos anos, já trocaram muitos lotes. A direção que ele tomou deve estar errada — não são essas estantes. Vê o velho resmungando enquanto pega alguns livros e vai até uma coluna de madeira esculpida não muito longe para consultar... Ele folheia os livros e depois confere com algo ali. Espera. Aquele lugar dá para encontrar a posição correspondente? Sean pensa de repente. Mas, enquanto Sean espera o velho ir embora para dar uma olhada, a voz de Freya o interrompe. "Sean, Sean... cancele a magia. Sinto que alguém está vindo." A voz tensa de Freya interrompe a magia de controle de Sean. Os animais já foram longe demais. Se cortar agora, não vai conseguir reconectar. Mas a urgência na voz de Freya o obriga a voltar a si... Ufa~ Toda vez que muda da visão do animal para a própria, a cabeça parece ter trocado de corpo. Até controlar os próprios movimentos fica difícil. "Não se mexa. Vou te levar para o barco e te sentar." Freya rapidamente estabiliza o corpo de Sean. Sentindo o calor dela, Sean se deixa guiar até a cama... "Você disse que alguém está lá fora?" Mal termina de perguntar, já ouvem alguém chamar do lado de fora. "Príncipe Sean, desculpe interromper seu descanso." As residências do Palácio Kserk não têm portas para fechar. A voz já parece vir da entrada, e com a porta aberta. Não ousam entrar, provavelmente com medo de ofendê-lo. "O que foi, tão tarde!" A voz dele soa um pouco irritada. Está realmente bravo. Estava controlando os animaizinhos para procurar pistas, e tem que ser interrompido por essas pessoas... "Mil perdões, sou a Grande Alquimista Riche. Se não fosse urgente, não ousaria incomodar Vossa Alteza." A voz na porta diz. Riche! Só então Sean presta atenção. É a voz de Riche mesmo. E ao ouvi-la, até Lucille, que mora ao lado, aparece de repente. Ela vê primeiro Sean sentado na cama e Freya ao lado. [Visão da Alma~] foi ela quem ensinou a ele. Pelo nível e habilidade de Lucille, ela percebe que ele acabou de usar magia. [Curiosa!] Olha para ele, mas não diz nada, apenas vai até a porta no lugar dele. "O que aconteceu, irmã Riche?" "É a irmã. Acabamos de receber a notícia de que o grande pirata Rocks foi assassinado na cela, e o corpo foi queimado." "O quê?!" Recuperando o foco, Sean se levanta de repente, quase caindo. Felizmente, Freya o segura... "O que você disse sobre Rocks?" Ele vai até a porta e pergunta diretamente a Riche, que está do lado de fora. Essa aparição assusta a Grande Alquimista e os alquimistas que a acompanham. [Surpresos!] Olham para a roupa de Sean... "O pirata Rocks foi assassinado, e o corpo foi queimado." Ela repete. E logo, ao longe, na direção da cidade imperial, aparece um ponto de luz. "Olhem, ali..." "Parece que há um incêndio!"