Já estava anoitecendo, e a lua não era um fenômeno constante na cidade de Quimó. Principalmente porque a névoa sempre foi muito densa por aqui, especialmente à noite, quando ficar sem roupas fazia sentir muito frio... Em um quarto de hotel, o grupo de Saroyan se preparava, todos trocando para um conjunto de roupas noturnas e aguardando. — Capitão, será que podemos confiar no que aquele feiticeiro disse? — Mesmo agora, o grupo ainda estava inquieto. Esta ação estava completamente além das expectativas de todos, nem mesmo o planejador era alguém do próprio grupo, e sequer sabiam quem era o planejador. Ele olhou para Aina Campbell e outro membro; entre todos, apenas os dois haviam tido contato com a outra parte. — Pelo menos posso garantir que ele não tem relação com os alquimistas. — Aina só pôde responder assim. — Isso já basta. Não esqueçam que nosso objetivo é resgatar o Sr. Okam. Quem quer que seja, desde que nos ajude, será um aliado. Comparado às dúvidas dos outros, Saroyan parecia mais calmo. A noite avançava, Ainda havia o ritual final de oração. Isso parecia ter se tornado o lema das ações do grupo. — Já está quase na hora. Estranho! A névoa realmente apareceu. — Saroyan olhou para a janela e percebeu que a noite na cidade estava realmente coberta por uma névoa densa, exatamente como o feiticeiro havia dito. — Será que foi o feiticeiro que fez isso? Um feiticeiro capaz de controlar o clima era de um nível muito alto; pelo menos, ninguém presente conseguia fazer isso. — Parece que é o sinal dele. Podemos agir! Saroyan se virou e olhou seriamente para seus seis companheiros. Originalmente, deveriam ser mais de uma dúzia seguindo-o, mas agora restavam apenas seis... Sem hesitação, como sempre. — Não se esqueçam da nossa missão. Sobrevivam!! Os sete estenderam as mãos; nas costas de cada palma, havia um selo alquímico pessoal, mas também algo mais no braço: um emblema em forma de balança. — Somos cavaleiros da noite... Os sete começaram a entoar. — Servimos à luz... — Trabalhamos nas trevas... — Protegemos a justiça... — ...Esta noite, e todas as noites. Em seguida, todos, exceto Saroyan, colocaram uma máscara de corvo. A janela foi aberta, seis pessoas pularam primeiro para fora, e Saroyan as seguiu logo atrás... …………………… Enquanto isso, Sean estava no acampamento sem dormir. Ainda havia soldados acordados patrulhando do lado de fora. Nem todo o grupo de alquimistas era composto por alquimistas; mesmo aqueles de nível 3 ou algo assim tinham pouca força contra oponentes mais poderosos. Os únicos que exigiam atenção em todo o grupo eram Rachel e Rocha; quanto a ele, era apenas um espião no meio. Ele olhou para Lucille, que dormia na mesma tenda. Hoje, ele havia dito especificamente para ela não fazer bagunça à noite, que iria testar seu domínio dos feitiços mágicos. Depois de revisar as lições na tenda, ela se cansou de brincar e adormeceu... Assim era melhor. Ele a tinha feito vir dormir aqui justamente para evitar que muitas pessoas caíssem esta noite. Desde algum tempo, Sean passou a encarar as baixas em batalha com indiferença... Lembrava que no início, até para agir precisava reunir coragem. Provavelmente foi a partir da batalha na cidade de Koga! Ele canalizou energia mágica em suas mãos... Com um leve aceno, ... A temperatura fora da tenda foi ficando cada vez mais fria. Acampar em um pântano como o de Quimó era realmente desconfortável. Rocha lembrava que, quando veio antes, não era tão frio. Embora a temperatura aqui fosse realmente mais baixa, não a ponto de ser tão gelado, e a névoa era tão densa que parecia inverno! Para piorar, o inverno na cidade de Lewis nem era frio; além de chover, nunca nevava. — Continue vigiando aqui. Vou dar uma olhada lá. — Sim. Após dar algumas instruções a um soldado ao lado, Rocha caminhou sozinho em direção à cidade. Tudo estava enevoado, mas a névoa parecia menos densa perto da cidade; justamente ali era mais intensa... Que estranho! Depois de dar uma volta, não viu ninguém, e as luzes da cidade também diminuíam. Quimó era realmente rica, mas não era uma cidade turística com muitos mercados noturnos. A maioria das pessoas que vinha para cá era como o grupo dele, de passagem. Como grupos grandes avançavam devagar, não tinham escolha a não ser ficar; se fosse um grupo de cinco ou seis pessoas, prefeririam andar mais alguns quilômetros e acampar no caminho, o que provavelmente seria melhor do que aqui. Esse tempo maldito é tão instável! Vendo que não havia ninguém, Rocha foi sozinho até perto da carruagem onde Okam estava preso, verificou a fechadura e tudo mais, e só então voltou tranquilo para o grupo... Mas, enquanto parava, não percebeu que um corvo pousado no teto da carruagem o observava. Sean controlou o corvo para voar até a fechadura da carruagem e, com o bico, desenhou um selo alquímico na porta. A luz mágica brilhou, e a corrente de prata derreteu instantaneamente, transformando-se em outros lingotes de prata grudados na porta... A fechadura já estava aberta, mas Okam não comia há dois ou três dias, provavelmente sem forças para se mover. E, na névoa, Sean viu figuras se aproximando lentamente... Aina liderava o grupo se aproximando furtivamente do acampamento. Era realmente estranho. Na névoa, mesmo a luz das fogueiras não iluminava muito; bastava não ir naquela direção. A névoa era uma barreira natural de proteção para eles, e, com as roupas de corvo, andar na escuridão era fácil; a menos que alguém olhasse fixamente para o movimento, uma olhada rápida não revelaria a ação do grupo. — A carruagem deve estar perto do centro do acampamento. Vamos nos dividir em dois grupos. O capitão já deve estar perto da carruagem agora. Não importa se eles chegarem lá ou não, só precisamos preparar as armadilhas e lutar contra eles... — Hum. Eles assentiram e se separaram instantaneamente em dois grupos. A névoa e as sombras se tornaram suas roupas de proteção mais eficazes. Cada um se posicionou em locais fixos para preparar os selos alquímicos. — Quem está aí? — Quem é!! No momento em que Aina terminava de desenhar o padrão no chão, uma voz surgiu da névoa. Um membro alquimista segurando uma tocha estava patrulhando exatamente ali... — Inimigo! Inimigo!! — A primeira reação na névoa foi pedir socorro ao acampamento. — Hum, já chegamos até aqui. Pedir socorro agora não é tarde demais? Aina colocou as mãos no chão, e um selo alquímico brilhou instantaneamente. Do chão do acampamento à sua frente, surgiram pontas afiadas como lanças, perfurando uma área de dezenas de metros. — É um alquimista! Muitos no grupo começaram a preparar seus próprios selos. — Agora querem revidar? Tarde demais. Aina apertou o braço. A umidade da névoa parecia ser o material disponível mais abundante para ela. Ela abriu as mãos... O selo se formou na palma, e a temperatura da névoa à sua frente subiu rapidamente. As moléculas no ar mudaram de composição num piscar de olhos... Acendendo junto com as tochas que os outros seguravam. Boom~